sexta-feira, 27 de julho de 2012

Estudo identifica estrelas 'vampiras' que roubam massa de outras

Do G1, em São Paulo
 

Impressão artística divulgada pelo ESO de uma estrela vampira e da sua vítima (Foto: Divulgação/ESO)Representação artística mostra par de estrelas gigantes,
 em que uma menor "vampiriza" sua companheira 
(Foto: Divulgação/ESO)
 
 
Uma pesquisa da revista "Science" registrou dois fenômenos curiosos: a existência de estrelas "vampiras", em que uma menor suga matéria da superfície de sua companheira maior, e a comprovação de que astros de grande massa não existem isoladamente, sendo identificadas quase sempre aos pares. O estudo foi feito por astrônomos usando o Telescópio de Grandes Proporções (VLT, na sigla em inglês), construído no Chile pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na tradução do inglês), projeto do qual o Brasil faz parte.

Até agora, os astrônomos pensavam que a existência de estrelas duplas de grande massa eram uma exceção, algo necessário apenas para explicar fenômenos exóticos. O estudo mostra que, para interpretar corretamente o universo, elas precisam ser levadas em conta. As estrelas duplas não só são comuns, mas sua existência é bem diferente de quando estão isoladas, afirma a pesquisa.


O principal autor do estudo, Hughes Sana, da Universidade de Amsterdã, aponta que as estrelas observadas têm 15 vezes ou mais a massa do Sol e podem ser até um milhão de vezes mais brilhantes. Quase 75% destes astros têm uma "companheira" próxima, segundo a pesquisa da revista "Science".

A maior parte dos pares de astros interage de forma violenta, transferindo massa de uma para outra. "Estas estrelas são autênticos monstros", afirmou Sana para a revista. Elas "são tão quentes que brilham com uma luz azul-esbranquiçada e têm temperaturas superficiais que excedem 30 mil ºC".

"Vampiras"
As estrelas "vampiras" ocorrem em 40% a 50% dos casos de pares de astros gigantes, aponta o estudo. São casos em que um corpo celeste menor "rejuvenesce" ao sugar hidrogênio fresco de uma companheira maior. Sua massa aumenta substancialmente e faz ela sobreviver muito mais tempo do que uma estrela isolada com a mesma massa.

A previsão é que um terço dos pares de estrelas gigantes vão se fundir, de acordo com a pesquisa.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Fotógrafo capta estrelas da Via Láctea sobre os Alpes Suíços

Imagem foi feita do topo do monte Stanserhorn, a quase 2 km de altitude.
Do local, também é possível ver a França e a Floresta Negra alemã.

Do G1, em São Paulo

Um fotógrafo registrou a imagem de estrelas da Via Láctea sobre os Alpes Suíços, a quase 2 km de altitude. Do topo do monte Stanserhorn, próximo à cidade de Lucerna, também é possível ver a França e a Floresta Negra alemã.

O suíço Alessandro Della Bella captou a foto nesta quinta-feira (26). Para chegar até o lugar, havia um funicular construído em 1893, que recentemente foi substituído por um teleférico aberto no topo chamado Cabrio, o primeiro do mundo desse tipo.


Estrelas Via Láctea (Foto: Daily Mail/Reprodução)Estrelas da Via Láctea são flagradas do topo de um monte nos Alpes Suíços 
(Foto: Daily Mail/Reprodução)
 
O ascensor feito de vidro na parte inferior tem a capacidade de transportar por vez até 60 passageiros – metade consegue ir em cima, na área descoberta.

Il sosia del Sistema Solare

Rappresentazione grafica dei pianeti che ruotano attorno alla stella Kepler-30, in una configurazione simile a quella del Sistema Solare (fonte: Cristina Sanchis Ojeda)  
Rappresentazione grafica dei pianeti che ruotano attorno alla stella Kepler-30, in una configurazione simile a quella del Sistema Solare (fonte: Cristina Sanchis Ojeda)
 
E' stato scoperto un sosia del Sistema Solare, i cui pianeti ruotano intorno alla loro stella con una configurazione simile a quella del nostro sistema planetario. Descritti sulla rivista Nature, i pianeti orbitano intorno alla stella chiamata Kepler-30 simile al Sole. La scoperta si deve a un gruppo di ricerca statunitense coordinato da Roberto Sanchis-Ojeda, del Massachusetts Institute of Technology (Mit) ed è stata possibile grazie al telescopio spaziale Kepler della Nasa, che ha scoperto i tre mondi extrasolari mentre transitavano davanti alla loro stella. E' la prima volta che viene scoperto un sistema planetario di questo tipo e il risultato potrà aiutare a far luce sulle condizioni che determinano l'architettura di un sistema planetario. I pianeti sono stati chiamati Kepler-30b, Kepler-30c, Kepler-30d e sono tutti più grandi della Terra: hanno un raggio superiore di circa 4 volte, 13 e 10 volte quello del nostro pianeta. Come accade nel Sistema Solare, i pianeti hanno un'orbita allineata all'equatore solare, presumibilmente, spiegano gli esperti, per la loro formazione da un unico disco gassoso. In molti sistemi extrasolari, invece, i pianeti non hanno questa disposizione e presentano orbite non allineate con l'equatore stellare probabilmente a causa di caotiche interazioni dei pianeti durante la loro formazione o a causa di influenze dovute a stelle vicine. Un esempio per tutti sono i cosiddetti 'Giove caldi', pianeti giganti che orbitano vicino alle loro stelle, spesso disallineati con l'equatore stellare e alcuni con orbite retrograde, ossia che ruotano in senso opposto alla loro stella. Il fatto che alcune orbite planetarie possono essere perfettamente allineate con il piano dell'equatore della loro stella, mentre altre sono allineate 'selvaggiamente' dimostra, secondo gli autori della ricerca, che abbiamo ancora molto da imparare circa la formazione e l'evoluzione delle orbite dei pianeti.

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Astrônomos acham três planetas em órbita parecida à do Sistema Solar

Telescópio Kepler, da Nasa, obteve dados durante dois anos e meio.
Em geral, gigantes gasosos fora da Via Láctea têm órbita distinta da nossa.

Do G1, em São Paulo

Três planetas fora do Sistema Solar – chamados exoplanetas ou planetas extrassolares – que orbitam uma estrela-mãe em situação semelhante à da Terra estão descritos na edição desta semana da revista científica “Nature”.

Essa observação lança uma nova luz sobre as condições que determinam a arquitetura de um sistema planetário.

No caso da Via Láctea, o equador do Sol e o plano orbital dos planetas estão praticamente alinhados, o que seria consequência da formação dos corpos em um único disco giratório gasoso. Isso permite, por exemplo, que possa haver luz e vida em uma extensa área do planeta, como ocorre com a Terra.

Muitos sistemas de exoplanetas, porém, não apresentam esse mesmo arranjo. Corpos gigantes e quentes, semelhantes a Júpiter – o maior planeta do Sistema Solar –, estão muitas vezes desalinhados. Alguns têm até órbitas retrógradas, ou seja, giram na direção contrária à rotação de sua estrela principal.

Kepler (Foto: Cristina Sanchis Ojeda/Nature) 
 
Três planetas orbitam a estrela Kepler-30 em uma configuração semelhante à do nosso Sistema Solar, contrariando a dinâmica vista em muitos corpos fora da Via Láctea (Foto: Cristina Sanchis Ojeda/Nature)
 
Os cientistas suspeitam que grandes inclinações nas órbitas são resultado das mesmas interações dinâmicas que produzem planetas parecidos com Júpiter.

Desta vez, o astrofísico Roberto Sanchis-Ojeda e colegas analisaram o trânsito dos planetas Kepler-30b, Kepler-30c e Kepler-30d ao observarem manchas sobre a estrela Kepler-30, de massa e raio semelhantes aos do Sol, só que mais jovem e com rotação mais rápida que a da nossa maior estrela.

Os pesquisadores mostram que a órbita dos três planetas desse sistema está alinhada com o equador estelar. Além disso, a órbita do trio está alinhada uns com os outros, em uma configuração parecida com a nossa. Nesse sistema, não há nenhum “Júpiter” quente e gasoso.

Os dados foram obtidos pelo telescópio Kepler, da agência espacial americana (Nasa), captados durante dois anos e meio, em 27 trânsitos dos planetas pela estrela.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

L'universo in brandelli tra 16,7 miliardi di anni


Rappresentazione grafica dell’espansione dell’universo sotto la spinta dell’energia oscura (fonte: MPE/V.Springel, NASA) Rappresentazione grafica dell’espansione dell’universo sotto la spinta dell’energia oscura
 (fonte: MPE/V.Springel, NASA)
 
Per la fine dell'Universo l'appuntamento e' fissato tra 16,7 miliardi di anni, quando ci sara' un 'grande strappo' causato dall'energia oscura, ossia la forma ancora misteriosa di energia che costituisce il motore 
dell'espansione dell'universo e che lo occupa per il 70%. Lo affermano i fisici teorici dell'Accademia cinese delle scienze, in base ai calcoli da loro elaborati e pubblicati sulla rivista Science China: l'energia oscura portera' l'Universo ad espandersi fino a provocare 'strappi' che lo ridurranno in brandelli.

Rivedendo alcuni dei parametri di una delle ipotesi cosmologiche piu' accreditate sul destino dell'Universo, il ''Big Rip'' o grande strappo, i ricercatori asiatici hanno determinato che il tempo ancora a disposizione prima della 'morte' dell'Universo sia poco meno di 17 miliardi di anni.

In una inesorabile catena di eventi, la Via Lattea si smembrera' 32,9 milioni di anni prima della 'fine', mentre la Terra verra' prima strappata via dalla sua orbita e infine, 16 minuti prima della morte dell'Universo, verra' dissolta.

Questa visione catastrofistica e' la diretta conseguenza della recente teoria chiamata ''Big Rip'' ed elaborata nel 2003, sulla base delle conoscenze attuali sull'espansione accelerata dell'Universo. E' noto infatti a partire dagli anni '90 che l'universo, nato dal ''Big Bang'' o grande esplosione 13,7 miliardi di anni fa, sia soggetto ad un'espansione accelerata,

ossia si espanda in maniera 'forzata', sotto la 'spinta' prevista inizialmente dai modelli teorici della relativita' e oggi identificata come energia oscura, una sorta di energia del vuoto che 'allarga' lo spazio e che costituirebbe il 70% dell'Universo.

Secondo la teoria del Big Rip, a causa dell'espansione accelerata ogni oggetto fisico, a partire dalle galassie ai pianeti e agli esseri viventi fino agli atomi,

verra' lentamente 'stirato'; letteralmente fatto a pezzi e ridotto a singole particelle elementari che continueranno ad allontanarsi tra loro in una sorta di gas sempre meno denso, in un lento e inesorabile strappo.

Analizzando alcuni dei parametri legati al destino dell'Universo, in particolare il rapporto tra pressione e densita' della materia oscura, i ricercatori hanno sviluppato uno scenario futuro nel quale, con un livello di fiducia del 95%, il tempo ancora a disposizione per l'Universo sia al massimo 16,7 miliardi di anni.


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Incontro ravvicinato con l'asteroide 2012OQ

Passerà a tre milioni di chilometri dalla Terra


L'orbita percorsa dall'asteroide 2012 OQ, tra quelle dei pianeti interni del Sistema Solare (fonte: Virtual Teelscope) L'orbita percorsa dall'asteroide 2012 OQ, tra quelle dei pianeti interni del Sistema Solare 
(fonte: Virtual Teelscope)
 
Appuntamento per domani con un asteroide ''potenzialmente pericoloso''. Niente paura, però: se l'asteroide 2012OQ ha un'aria minacciosa per i suoi circa 200 metri di diametro, nel passaggio ravvicinato alla Terra di domani notte resterà ad una 'distanza di sucurezza, a tre milioni di chilometri dal nostro pianeta.

Foto Virtual TelescopeChiamato 2012 OQ, l'asteroide è stato scoperto la notte del 17 luglio dagli strumenti dell'Osservatorio astronomico spagnolo 'La Sagra', in Andalusia, e sarà visibile anche dall'Italia, con telescopi di medio diametro a partire già dalla notte di oggi. E' stato classificato nella lista degli ''Oggetti potenzialmente pericolosi'' (Pho) e raggiungerà nelle prime ore della sera del 24 luglio la distanza minima dal nostro pianeta a poco meno di 8 volte la distanza della Luna.

''Vengono individuati continuamente asteroidi come questo, cosa che indica come siano ancora numerosi gli oggetti simili ancora da scoprire'', ha spiegato l'astrofisico Gianluca Masi, curatore scientifico del Planetario di Roma e responsabile del Virtual Telescope.

L'asteroide 2012OQ è un corpo roccioso di circa 200 metri di diametro, grande circa come quattro campi di calcio, e la sua traiettoria lo porterà a circa tre milioni di chilometri dalla Terra, "una distanza che non pone nessun tipo di rischio, ma comunque abbastanza ridotta da poterlo osservare", ha spiegato ancora Masi. ''Se da un lato sappiamo che non esistono vere e proprie minacce, dall'altro non abbiamo una conoscenza totale degli asteroidi del Sistema Solare, molti di questi, in particolare i più piccoli, li conosciamo solo quando sono molto vicini''.

L'asteroide passerà abbastanza vicino alla Terra da poter dare spettacolo: ''sarà discretamente luminoso, ma per osservarlo occorrerà comunque un telescopio di medio diametro, piccoli strumenti potranno però riuscirvi fotograficamente'', ha concluso Masi. La visibilità di 2012 OQ sarà comunque buona già a partire da oggi, tanto che dalle 22,30 del 23 luglio il Virtual Telescope dell'Osservatorio Astronomico Bellatrix ne mostrerà in diretta web le immagini.

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Nasa capta imagens inéditas em alta resolução de região ativa do Sol

Telescópio especial foi lançado pela agência espacial americana.
Clareza das imagens vai auxiliar no entendimento da atividade solar.

Do G1, em São Paulo

Mostradas em verdes, as imagens detalham o campo magnético do Sol. (Foto: Divulgação/Nasa) 
Mostradas em verdes, as imagens detalham o campo  magnético do Sol. 
(Foto: Divulgação/Nasa)
 
Um telescópio lançado pela agência espacial americana, a Nasa, no último dia 11 conseguiu captar imagens na resolução mais alta já registrada da coroa solar.

A clareza das imagens, divulgadas pela instituição na última semana, vai auxiliar cientistas a entender melhor o comportamento da atmosfera solar e seus impactos na Terra e no espaço.

Lançado a partir de um foguete de 58 metros de altura, que decolou da base no Novo México, nos EUA, o equipamento que capta em alta resolução pesava 464 quilos e conseguiu gravar 165 imagens durante o voo, que durou pouco mais de dez minutos.

O telescópio focou em uma grande região ativa do Sol. As imagens, feitas em um comprimento de onda ultravioleta extremo, conseguiram revelar a estrutura dinâmica da atmosfera solar.

De acordo com a Nasa, o teste foi considerado “valioso” para a futura concepção de tecnologias voltadas para satélites ou sondas para exploração de planetas.

Imagem gravada por equipamento da Nasa mostra parta ativa do Sol. (Foto: Divulgação/Nasa)Imagem gravada por equipamento da Nasa mostra parte ativa do Sol. 
(Foto: Divulgação/Nasa)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Telescópio europeu capta céu de estrelas a 3 km de altitude nos EUA

Cena foi divulgada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO).
Equipamento no Arizona ajudou a produzir imagem do centro de galáxia.

Do G1, em São Paulo

Telescópio ESO (Foto: David Harvey/University of Arizona/ESO) 
O Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgou uma imagem do Telescópio Submilimétrico que funciona no Monte Graham, no Arizona, EUA, a 3.100 metros de altitude. O equipamento ajudou na captura da imagem mais precisa até agora do centro de uma galáxia, divulgada na quarta-feira (18). Além dele, participaram da descoberta um telescópio do ESO no Chile e outro no Havaí (Foto: David Harvey/University of Arizona/ESO)

Astronauta a bordo da ISS capta imagem de aurora austral

Luzes do Sul' foram flagradas a mais de 380 km do nosso planeta.
Fenômeno ocorre por contato de ventos solares com magnetismo da Terra.

Do G1, com informações da AP

Aurora austral (Foto: Joe Acaba/Nasa/AP) 
 
O engenheiro de voo e astronauta da Nasa Joe Acaba, que está a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), fez uma imagem da aurora austral, ou 'luzes do Sul', a mais de 380 km da Terra. A foto foi tirada no domingo (15) e divulgada nesta quinta-feira (19). Assim como a aurora boreal, no Hemisfério Norte, o fenômeno ocorre pelo contato de ventos solares com o campo magnético da Terra (Foto: Joe Acaba/Nasa/AP)
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Telescópio da Nasa detecta planeta alienígena a 33 anos-luz da Terra

Agência espacial americana divulgou ilustração do candidato a exoplaneta.
Cientistas buscam corpo celeste com condições de habitabilidade.

Do G1, em São Paulo

Um planeta alienígena, que tem apenas dois terços do tamanho da Terra e é considerado um dos menores já registrados pelos cientistas, foi detectado pelo telescópio espacial Spitzer, da agência espacial americana (Nasa). Uma ilustração dele foi divulgada nesta quarta-feira (18) pela instituição dos Estados Unidos.

Conhecido como UCF-1.01, o candidato a exoplaneta orbita uma estrela chamada GJ 436, localizada a 33 anos-luz de distância. A identificação de planetas próximos ao Sol, e pequenos, auxiliam nas pesquisas para encontrar, um dia, um exoplaneta parecido com a Terra e que seja habitável aos seres humanos.

Atualmente, são conhecidos mais de 700 exoplanetas. A contagem começou em 1995, quando o primeiro planeta a girar ao redor de uma estrela diferente do Sol foi desvendado.

Exoplaneta (Foto: Nasa/Reuters)Ilustração do candidato a exoplaneta UCF-1.01, encontrado pelo telescópio Spitzer, da Nasa. (Foto: Nasa/Reuters)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Galáxia espiral mais antiga é descoberta por astrônomos

Do G1, em São Paulo

Uma equipe internacional de astrônomos anunciou nesta quarta-feira (18), na revista "Nature", a descoberta da galáxia espiral mais antiga já detectada, com 10,7 bilhões de anos, ou seja, dos primórdios do Universo.

Segundo a teoria do Big Bang, a expansão do cosmos começou há cerca de 13,7 bilhões de anos, idade aproximada da Via Láctea, outra galáxia espiral. Nesse período, as galáxias costumavam se colidir com frequência, as estrelas se formavam com mais rapidez e os buracos negros cresciam muito.

Até agora, os cientistas acreditavam que essa era uma época em que não existia esse tipo de formação, por causa das condições desfavoráveis encontradas. A BX442 tem bilhões de anos a mais que outras galáxias espirais conhecidas e foi identificada pelo Telescópio Espacial Hubble, da Nasa.


Galáxia espiral Nature (Foto: Joe Bergeron/Dunlap Institute for Astronomy & Astrophysics) 
 
Galáxia espiral com quase 11 bilhões de anos é identificada pelo Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, e é a mais velha já descoberta (Foto: Joe Bergeron/Dunlap Institute for Astronomy & Astrophysics)
 
A "nova" galáxia viajou até nós todo esse tempo e agora pôde ser vista como era há quase 11 bilhões de anos. A BX442 é considerada grande e com muita massa, tem braços proeminentes e bem definidos, além de um disco grosso e quente – propriedade até então considerada favorecedora de estruturas mais aglomeradas que essa. A evidência de um enorme buraco negro no centro dela pode indicar sua evolução.

Segundo o pesquisador David Law e colegas, essa galáxia é a única a apresentar uma estrutura espiral entre 306 galáxias do início do Universo avaliado pelo Hubble. Todas tinham o mesmo tipo de "desvio para o vermelho", ou seja, a quantidade de luz emitida no espaço, o que pode indicar a distância de uma galáxia em relação ao Sistema Solar.

Os autores concluem que a BX442 está passando por uma pequena fusão com outro sistema, o que pode levar à formação de uma estrutura espiral de curta duração. Isso significa que ou esse mecanismo de criação é raro ou a duração de galáxias assim é curta demais, fazendo com que haja uma janela de tempo muito estreita para torná-la observável.

As galáxias espirais contêm estrelas e gases onde novas estrelas nascem. Outras, chamadas elípticas, costumam ser mais velhas e ter estrelas vermelhas se movendo em direções aleatórias. Nos primórdios do Universo, havia uma grande quantidade dessas galáxias irregulares.

O estudo da BX442 pode ajudar os astrônomos a entenderem como as galáxias espirais se formaram, inclusive a Via Láctea. Participaram da pesquisa as universidades de Toronto, no Canadá, da Califórnia (UCLA), de Wisconsin, do Arizona e do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos EUA.

Telescópios fazem imagem mais precisa do centro de uma galáxia

Equipamentos do Chile e dos EUA captaram o quasar brilhante 3C 279.
Observação é passo importante para obter dados de buracos negros.

Do G1, em São Paulo

Uma equipe de astrônomos conseguiu realizar a observação direta mais precisa até hoje do centro de uma galáxia distante, o quasar brilhante 3C 279, de acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (18) pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), que disponibilizou o telescópio Atacama Pathfinder Experimente (Apex), instalado no Chile, para o feito.

Com a ajuda de outros dois telescópios que funcionam nos Estados Unidos – um no Arizona e outro no Havaí --, os cientistas divulgaram uma concepção artística que possibilita distinguir detalhes dois milhões de vezes mais precisos do que o conseguido pelo olho humano.

Quasares são núcleos de galáxias muito brilhantes e distantes da Terra. Possuem a massa de milhões de sóis, porém confinada em espaços tão "pequenos" quanto o Sistema Solar.

Estas observações representam um passo importante no sentido de obter imagens de buracos negros de elevada massa e das regiões que os rodeiam. A junção dos telescópios é um teste para a futura criação do “Telescópio de Horizonte de Eventos”, que vai auxiliar a obter imagens de outras galáxias. O projeto é uma colaboração internacional, coordenada pelo Observatório MIT Haystac.


Imagem do quasar (Foto: Divulgação/ESO)Concepção artística do quasar brilhante 3C 279. (Foto: Divulgação/ESO)
 
 Três telescópios -- um no Chile e outros dois nos EUA -- foram utilizados para reproduzir essa imagem. (Foto: Divulgação/ESO)
Três telescópios -- um no Chile e outros dois nos EUA -- foram utilizados para reproduzir essa imagem. (Foto: Divulgação/ESO)

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