sexta-feira, 4 de abril de 2014

Cientistas descobrem oceano em uma das luas de Saturno

Mar de Enceladus tem 10 km de profundidade sob grossa camada de gelo.
Não foi possível determinar se existe alguma forma de vida.

Da Associated Press
 

Ilustração feita pela Nasa mostra simulação do oceano na parte sul de lua de Saturno (Foto: NASA/JPL-Caltech/Divulgação) 
Ilustração feita pela Nasa mostra simulação do oceano na parte sul de lua de Saturno
(Foto: NASA/JPL-Caltech/Divulgação)
 
 
Cientistas descobriram um vasto oceano sob a superfície gelada de uma das luas de Saturno, a Enceladus. Pesquisadores italianos e norte-americanos fizeram a descoberta usando a sonda Cassini, da Agência Espacial Americana (Nasa). Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (3). Saturno tem mais de 60 luas orbitando ao seu redor.

Este novo oceano está centrado no polo sul de Enceladus e pode abranger boa parte da lua, que tem 310 milhas de diâmetro. Os dados obtidos não mostram se o oceano se estende até o polo norte da lua de Saturno. Nuvens de vapor de água e gelo foram detectadas pela primeira vez em 2005 na região polar sul.

Segundo Luciano Iess, da Universidade de Ciências de Roma, o mar tem 10 km de profundidade sob grossa espessura de 30 a 40 km de gelo.

Os pesquisadores não conseguiram determinar se o mar abriga alguma forma de vida. Para isso são necessários instrumentos de busca mais sofisticados.



Nuvens de vapor de água foram detectadas na região polar sul (Foto: NASA/JPL-Caltech/Divulgação) 
Nuvens de vapor de água foram detectadas na região polar sul
 (Foto: NASA/JPL-Caltech/Divulgação)

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Nasa capta poderosa erupção no Sol

Radiação emitida por evento deve chegar à Terra nesta semana, mas não oferece riscos aos humanos.

Da BBC

 
Imagem da erupção divulgada pela Nasa (Foto: Nasa/BBC) 
Imagem da erupção divulgada pela Nasa (Foto: Nasa/BBC)
 
 
Uma poderosa erupção no Sol foi registrada no sábado e gerou uma série de ondas de radiação e vento solar que provavelmente chegarão à Terra, de acordo com o Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, agência espacial dos Estados Unidos.

Estas ondas são chamadas de ejeções de massa coronal (CME, na sigla em Inglês), que ocorrem na camada externa da estrela.

Esta erupção, disse a Nasa, foi classificada como do tipo X1, o que significa que ela está entre as maiores e mais poderosas.


De acordo com o site especializado spaceweather.com, a erupção, um flash de radiação ultravioleta, causou uma perturbação relativamente menor do campo magnético do planeta, conhecida como efeito de 'crochê magnético', que resultou em uma breve interferência nas transmissões de rádio terrestres.

No entanto, a Nasa disse que as erupções solares não podem passar através da atmosfera e afetar fisicamente os seres humanos. As ejeções CME possivelmente chegarão à Terra nesta quarta-feira, mas não terão qualquer impacto sobre o planeta, disseram fontes da Nasa.

De acordo com especialistas, há chances de que mais erupções ocorram nos próximos dias. Há vários tipos de erupções solares, mas as classes M e X são mais notórias porque podem causar tempestades geomagnéticas na Terra.

Os números que são adicionados às letras indicam a força do evento. Para se ter uma idéia, um das erupções mais poderosas do atual ciclo solar de 11 anos ocorreu em 25 de fevereiro e foi uma X4, de acordo com a Nasa.

Galáxia ‘assassina’ se aproxima de nova vítima

  • Nova imagem da NGC 1316 destaca sinais de seu violento passado, enquanto vizinha NGC 1317 permaneceu intacta


Nova imagem divulgada pelo Observatório Europeu do Sul evidencia a interação entre as galáxias NGC 1316 (esquerda) e sua vizinha menor NGC 1317 (direita)
Foto: ESO
Nova imagem divulgada pelo Observatório Europeu do Sul evidencia a interação entre as galáxias NGC 1316 (esquerda) e sua vizinha menor NGC 1317 (direita) ESO
RIO - Uma nova imagem do par de galáxias NGC 1316 e NGC 1317, localizadas a cerca de 60 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação de Fornax (Fornalha), destaca o violento passado da primeira, com indicações de que a segunda pode se tornar sua próxima “vítima”. Para os astrônomos, as estruturas vistas na NGC 1316, como as longas faixas de poeira próximas de seu centro e uma população incomum de pequenos aglomerados estelares, revelam que ela já “engoliu” várias outras galáxias, o que lhe valeu o apelido de “galáxia assassina”.
Enquanto isso, a vizinha NGC 1317, uma pequena galáxia em formato espiral similar ao da Via Láctea, parece ter levado uma vida tranquila – até agora. Mas as longas e tênues “caudas” que podem ser vistas partindo da NGC 1316 - formadas por estrelas lançadas no espaço intergaláctico - sugerem que a interação gravitacional entre os dois objetos está ficando mais forte. Assim, os astrônomos esperam que em algum momento no futuro a NGC 1317 também acabe sendo engolida pela galáxia maior, em um processo que pode levar bilhões de anos para ser concluído.

A imagem do par de galáxias foi produzida a partir de novas observações com o telescópio de La Silla, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), no Chile, combinadas com imagens de arquivo da instituição com o objetivo de evidenciar a interação entre os dois objetos. Como bônus, ela ainda traz um vislumbre de regiões muito mais distantes do Universo, já que a maior parte dos nebulosos objetos vistos ao fundo na verdade são outras galáxias a bilhões de anos-luz da Terra.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/galaxia-assassina-se-aproxima-de-nova-vitima-12060850#ixzz2xk0CO6wI

sexta-feira, 28 de março de 2014

Após dois dias em órbita, Soyuz se acopla à ISS com 3 tripulantes



Nave demorou mais do que o previsto por falha técnica, mas sem risco.
Durante espera, ela deu 34 voltas na Terra; conexão ocorreu sobre o Brasil.

Do G1, em São Paulo
 

Soyuz a poucos metros da ISS, nesta quinta-feira (Foto: Nasa) 
Soyuz a poucos metros da ISS, nesta quinta-feira (Foto: Nasa)
 

A nave Soyuz chegou na noite desta quinta-feira (27) à Estação Espacial Internacional (ISS). O foguete havia decolado nesta terça (25) do Cosmódro de Baikonur, no Cazaquistão, com três tripulantes a bordo.

O acoplamento com a ISS aconteceu às 20h53 (horário de Brasília) desta quinta, quando o conjunto estava a 405 km acima do norte do Brasil, segundo informa a Nasa.

A Soyuz permaneceu em órbita por dois dias por causa de uma falha técnica, e deu 34 voltas na Terra durante esse período. O plano inicial era que ela chegasse à ISS seis horas após o lançamento.

O problema técnico que impediu a nave de chegar à ISS seis horas não colocou a tripulação em risco, segundo a Nasa.  O que ocorreu foi que, algumas horas após o lançamento, a Soyuz não conseguiu fazer a propulsão necessária para corrigir sua órbita e chegar à ISS no tempo inicialmente previsto, que seria suficiente para fazer quatro órbitas. Com isso, os técnicos responsáveis pela viagem decidiram então fazer a aproximação em 34 órbitas, procedimento que já foi o padrão anteriormente.

A tripulação inclui dois cosmonautas russos - os engenheiros de voo Alexander Skvortsov e Oleg Artemyev - e um astronauta americano - Steve Swansone. Após passarem por todos os procedimentos de abertura da da Soyuz, eles serão recebidos pelos três astronautas que já estavam na ISS, e se familiarizarão com o ambiente da estação. Depois, nesta sexta feira, todos os seis tripulantes terão um dia livre para descansar.

No domingo, partirá do Cabo Canaveral, na Flórida, o foguete SpaceX Falcon levando a cápsula de carga Dragon.


 Foto de longa exposição mostra nave Soyuz decolando no Cazaquistão (Foto: AP Photo/Dmitry Lovetsky) 
Foto de longa exposição mostra nave Soyuz decolando no Cazaquistão
 (Foto: AP Photo/Dmitry Lovetsky)
  •  
A Soyuz levanta voo de Baykonur (Foto: Reprodução/Nasa) 
A Soyuz levanta voo de Baikonur (Foto: Reprodução/Nasa)
 
Astronauta americano dentro da Soyuz instantes antes do lançamento (Foto: Reprodução/Nasa) 
Astronauta americano dentro da Soyuz instantes antes do lançamento (Foto: Reprodução/Nasa)
 
O engenheiro de voo Steve Swanson, da Nasa (esquerda), o comandante da Soyuz Alexander Skvortsov, da agência federal espacial russa (Roscosmos), e o engenheiro de voo Oleg Artemyev, também da Roscosmos, são fotografados nesta terça-feira (25) em Baikonur (Foto: NASA/Joel Kowsky) 
O engenheiro de voo Steve Swanson, da Nasa (esquerda), o comandante da Soyuz Alexander Skvortsov, da agência federal espacial russa (Roscosmos), e o engenheiro de voo Oleg Artemyev, também da Roscosmos, são fotografados nesta terça-feira (25) em Baikonur
 (Foto: NASA/Joel Kowsky)
 
 
 Um padre ortodoxo faz uma bênção na plataforma de lançamento da nave Soyuz, no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão (Foto:  NASA/Joel Kowsky) 
 Um padre ortodoxo faz uma bênção na plataforma de lançamento da nave Soyuz, no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão (Foto: NASA/Joel Kowsky)

quinta-feira, 27 de março de 2014

Cientistas identificam objeto mais longínquo do Sistema Solar

Possível planeta-anão fica na região chamada Nuvem de Oort.
Objeto fica 80 vezes mais longe do Sol do que a Terra.

Do G1, em São Paulo

 

 Imagens tiradas com duas horas de intervalo mostram movimento do objeto 2012 VP113, o que permitiu distingui-lo dos outros astros estáticos (Foto: Scott Sheppard/Canergie Institution for Science) 
Imagens tiradas com duas horas de intervalo mostram movimento do objeto 2012 VP113, o que permitiu distingui-lo dos outros astros estáticos (Foto: Scott Sheppard/Canergie Institution for Science)
 
Pesquisadores identificaram, por meio de observações feitas a partir da Terra, um objeto em órbita ao redor do Sol que pode ser considerado o mais longínquo do Sistema Solar. A descoberta foi publicada na edição desta quarta-feira (26) da revista "Nature".

De  acordo com o estudo, trata-se possivelmente de um planeta-anão que está localizado na região mais externa do Sistema Solar, chamada Nuvem de Oort.

Até então, o objeto identificado como o mais distante em nosso sistema era o planeta-anão Sedna, descoberto há 10 anos. Sua distância mínima do Sol ao longo da órbita é de 76 unidades astronômicas, ou seja, 76 vezes a distância entre a Terra e o Sol. Já o novo objeto - chamado de 2012 VP113 - se mantém a uma distância mínima do Sol de 80 unidades astronômicas.

Segundo os pesquisadores responsáveis pela descoberta, o Sedna (com diâmetro de mil quilômetros) e o 2012 VP113 (com diâmetro de 450 quilômetros) têm muitas características em comum e a existência desses dois corpos podem indicar que existam objetos "internos da Nuvem de Oort", que poderiam superar em número todos os outros corpos do Sistema Solar.

"Essa descoberta acrescenta o endereço mais distante conhecido até hoje ao mapa dinâmico de nossa vizinhança do Sistema Solar", disse Kelly Fast, cientista da Nasa.

O estudo foi feito pelos pesquisadores Chadwick Trujillo, do Observatório Gemini, no Havaí, e por Scott Sheppard, da Instituição Carnegie para a Ciência, de Washington. As observações foram feitas no telescópio do Observatório Nacional de Astronomia Ótica, no Chile.

"A descoberta do 2012 VP113 nos mostra que os confins do nosso Sistema Solar não são um deserto vazio como se chegou a pensar", disse Trujillo. "Em vez disso, essa é apenas a ponta do iceberg nos dizendo que existem muitos objetos internos da Nuvem de Oort esperando para serem descobertos. Também ilustra como nós sabemos pouco sobre as partes mais distantes de nosso Sistema Solar e o quanto ainda existe para explorar."


Imagem formada pela conjunção de três fotos mostram deslocamento de planeta-anão: pontos vermelho, verde e azul são mesmo objeto em movimento  (Foto: Sheppard/Canergie Institution for Science) 
Imagem formada pela conjunção de três fotos mostram deslocamento de planeta-anão: pontos vermelho, verde e azul são mesmo objeto em movimento (Foto: Sheppard/Canergie Institution for Science)

sábado, 22 de março de 2014

Ritratto a 360 gradi della Via Lattea

Ottenuto il primo ritratto a 360 gradi della Via Lattea (fonte: NASA/JPL)  
Ottenuto il primo ritratto a 360 gradi della Via Lattea (fonte: NASA/JPL)
 
La Via Lattea si concede in una spettacolare visione a 360 gradi: 'cucendo' 2 milioni di foto scattate dal telescopio spaziale Spitzer, un gruppo di ricerca dell'Università del Wisconsin ne ha realizzato un ritratto completo attraverso cui è possibile 'passeggiare' nella galassia e analizzarne i dettagli.

"Se volessimo stamparla - ha spiegato Robert Hurt, uno dei responsabili del lungo lavoro - avremmo bisogno di un 'cartellone' grande come l'intero stadio Rose Bowl di Los Angeles". La 'foto', battezzata Glimpse360 (Galactic Legacy Mid-Plane Survey Extraordinaire), è un mosaico di 20 gigapixel composto da ben 2 milioni di immagini a infrarossi scattate da Spitzer in 10 anni di lavoro.

La Via Lattea è un enorme disco con dei 'bracci' a spirale e il nostro Sistema Solare si trova circa a metà di uno di questi rami. Guardando verso il centro della Galassia, si osserva una vasta regione affollata di stelle e ricca di polveri che impediscono alla luce visibile di filtrare, e quindi di essere osservata dai telescopi 'tradizionali'.

Grazie ai suoi 'occhi' infrarossi, il telescopio Spitzer riesce però superare questo 'velo', permettendo agli astronomi di osservare l'intero disco galattico e di costruirne la mappa completa.

I dati raccolti per realizzare la grande foto Glimpse360 hanno permesso di verificare come una regione centrale, detta barra, si leggermente più grande di quanto ritenuto finora e permesso di misurare con precisione la velocità di formazione di nuove stelle, un dato che rappresenta il 'polso' della Galassia. La mappa servirà anche come riferimento per il grande telescopio spaziale James Webb, realizzato dalla collaborazione tra Nasa e Agenzia Spaziale Europea (Esa), destinato a diventare il successore del celebre telescopio spaziale Hubble.


www.ansa.it/scienza

sexta-feira, 21 de março de 2014

Perchè la Terra è un pianeta abitabile

Ricostruito il meccanismo che fa della Terra un pianeta abitabile (fonte: NASA)  
Ricostruito il meccanismo che fa della Terra un pianeta abitabile (fonte: NASA)
 
Il segreto che rende la Terra un pianeta abitabile è nel bilanciamento dell'anidride carbonica (CO2). Lo dimostra la ricerca pubblicata sulla rivista Nature e condotta nell’Università della California del Sud (Usc) e in quella cinese di Nanjing.

I nuovi dati indicano che il contributo dato dall’erosione delle rocce al bilanciamento del livello di CO2 nell'atmosfera gioca un ruolo fondamentale fino ad oggi sottostimato.

I ricercatori, coordinati da Mark West del’Usc, hanno spiegato come le rocce prodotte dalla formazione delle montagne avvenuta circa 60 milioni di anni fa abbiano agito come una spugna, assorbendo l’anidride carbonica. Se non ci fossero stati i vulcani e l’erosione delle rocce stesse, che emettono anidride carbonica, questo gas serra si sarebbe esaurito nel giro di qualche milione di anni, lasciando laTerra in un perenne inverno.

Per il co-autore della ricerca, Mark Torres, "la presenza dell’uomo sulla Terra dipende anche da questo ciclo del carbonio. Questo è uno dei motivi per cui gli organismi sono in grado di sopravvivere”.

Mentre l'aumento del livello di CO2 che dipende dall’uomo sta provocando cambiamenti significativi nel clima, il sistema geologico è riuscito a mantenere uno straordinario equilibrio per milioni di anni: "la Terra - ha osservato West - si comporta come un grande riciclatore naturale".

Lo studio si basa sul fatto che le grandi catene montuose, come l’Himalaya e le Ande, iniziarono a formarsi nel periodo Cenozoico, circa 60 milioni di anni fa, in concomitanza con un importante cambiamento nel livello di CO2 nell’atmosfera. ''La nostra ricerca mostra uno dei processi fondamentali dell'evoluzione planetaria, che avviene in maniera continua sulla Terra e che probabilmente è avvenuto sia su Marte che su Venere in ere geologiche passate”, rileva commentando la notizia John Robert Brucato, presidente della Società Italiana di Astrobiologia e ricercatore presso l’Osservatorio di Arcetri dell’Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf).

“Questa azione bilanciata dell’anidride carbonica – conclude Brucato - ha permesso all'atmosfera terrestre di mantenere per miliardi di anni una sufficiente quantità di calore tali da mantenere l'acqua in forma liquida, dando vita, così, ad un pianeta abitabile”.

www.ansa.it/scienza

Estudo sobre Big Bang confirma expansão cósmica, diz Hawking

Cientista britânico fez declaração durante entrevista a rádio da BBC.
Ele ressaltou que a expansão pode gerar ondas gravitacionais.

Da EFE

O cientista britânico Stephen Hawking disse nesta terça-feira (18) que a detecção das ondas gravitacionais geradas depois da criação do Universo pelo Big Bang é "outra confirmação da expansão" cósmica, teoria elaborada há mais de 30 anos.

Em declaração à Rádio 4 da "BBC", o cientista da universidade inglesa de Cambridge lembrou que a "expansão" foi concebida pela primeira vez pelo cosmólogo Alan Guth, que argumentou que na criação do Universo houve um período de "aceleração", um crescimento ultrarrápido.

Hawking lembrou que em 1982 convidou cientistas que estudavam a teoria para participar de uma "oficina de trabalho" na Universidade de Cambridge, onde concluíram que era válida a ideia da "expansão" no começo do Universo, o que só foi confirmado através de observação dez anos depois de sua proposição.

Em suas declarações, Hawking ressaltou que a expansão pode gerar ondas gravitacionais, algo que foi confirmado ontem por cientistas da Universidade americana de Harvard.


 Um conjunto especializado de detectores supercondutores é usado pelo telescópio Bicep2, no Polo Sul, para capturar luz de bilhões de anos atrás (Foto: Reuters/Nasa/JPL-Caltech) 
Um conjunto especializado de detectores
supercondutores é usado pelo telescópio Bicep2, no
Polo Sul, para capturar luz de bilhões de anos atrás
(Foto: Reuters/Nasa/JPL-Caltech)
 
Detecção de ondas
O Centro Harvard-Smithsonian para a Astrofísica de Massachusetts (EUA) revelou ter detectado pela primeira vez por meio do telescópio BICEP2, instalado no Polo Sul, as ondas gravitacionais primordiais geradas após o Big Bang.

A equipe dirigida por John Kovac conseguiu perceber pela primeira vez, em um pequeno pedaço do céu, essas ondas gravitacionais, consideradas o 'Santo Graal' da cosmologia por comprovarem diversas teorias.

Sempre interessado no futuro do universo, Hawking acredita que a espécie humana "enfrentará uma extinção iminente" se não puder conquistar "novos mundos espalhados pelo cosmos".

Em entrevista ao programa "Planet", Hawking estimou que haverá assentamentos humanos na lua dentro de 50 anos e que, nessa época, o homem estará a caminho de pisar em Marte. No planeta vermelho, segundo suas teorias, não será possível viver até 2100.

"Nosso planeta é um velho mundo, ameaçado com uma população cada vez maior e com recursos finitos. 

Devemos antecipar essas ameaças e ter um plano B", declarou Hawking. "Se a espécie humana quer sobreviver além dos próximos cem anos, é preciso que atravesse a escuridão do espaço para colonizar novos mundos pelo cosmos", acrescentou.


Nesta foto de 2007 o sol se põe por trás do telescópio BICEP2 na Antártida (Foto: Steffen Richter/AP) 
Nesta foto de 2007 o sol se põe por trás do telescópio BICEP2 na Antártida
 (Foto: Steffen Richter/AP)

quinta-feira, 20 de março de 2014

Nasa divulga imagens de tempestade gigante do planeta Júpiter

Imagens da Grande Mancha Vermelha foram tiradas em 1979.
Ventos na região podem chegar a 500 km/h.

Da France Presse
 

Imagem da Nasa mostra Grande Mancha Vermelha (no alto, à direita) de Júpiter (Foto: NASA/Goddard Space Flight Center/Divulgação) 
Imagem da Nasa mostra Grande Mancha Vermelha (no alto, à direita) de Júpiter 
(Foto: NASA/Goddard Space Flight Center/Divulgação)

A Agência Espacial Americana (Nasa) divulgou nesta quinta-feira (20) imagens da Grande Mancha Vermelha, uma tempestade anticiclônica (que gira no sentido anti-horário), do planeta Júpiter coloridas artificialmente a partir de negativos tirados em preto e branco pela sonda espacial Voyager em 1979.

As imagens, que lembram uma espuma de café, mostram o resultado dos ventos de mais de 500 km/h que circulam o maior planeta do Sistema Solar e geram grandes tempestades circulares como a Grande Mancha Vermelha, localizada no hemisfério sul de Júpiter.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Cientistas detectam pela primeira vez ecos diretos do Big Bang

Importante descoberta ajuda a esclarecer origem do universo.
É a 1ª evidência de 'inflação cósmica' (expansão rápida do universo).

Do G1, em São Paulo
 

Nesta foto de 2007 o sol se põe por trás do telescópio BICEP2 na Antártida (Foto: Steffen Richter/AP) 
O telescópio BICEP2, que fez descoberta (Foto: Steffen Richter/AP)
 

Cientistas americanos revelaram nesta segunda-feira (17) a detecção inédita de ecos do Big Bang, explosão ocorrida há cerca de 14 bilhões de anos que deu origem à expansão do cosmo. Trata-se de uma importante descoberta para entender as origens do universo.

A "primeira evidência direta da inflação cósmica" foi observada com um telescópio no Polo Sul e foi anunciada por especialistas do Centro de Astrofísica (CfA) de Harvard-Smithsonian.

A existência destas ondulações de espaço-tempo, primeiro eco do Big Bang, demonstra a expansão extremamente rápida do universo na primeira fração de segundo de sua existência, uma fase conhecida como inflação cósmica.

"A detecção destas ondulações é um dos objetivos mais importantes da cosmologia na atualidade e resultado de um enorme trabalho realizado por uma grande quantidade de cientistas", destacou John Kovac, professor de astronomia e de física no CfA e chefe da equipe de investigação BICEP2, que fez a descoberta.
 
Detecção de ondas
As ondas gravitacionais são ondulações minúsculas e primordiais que se propagam pelo cosmo. Os astrônomos as buscam há décadas, porque são a prova que falta para duas teorias, uma das quais inaugurou a era atual de pesquisa sobre as origens e a evolução do cosmo - a Teoria Geral da Relatividade de Einstein, publicada em 1916 - e outra que deu os retoques finais nela, a teoria da inflação cósmica, desenvolvida nos anos 1980.

 Um conjunto especializado de detectores supercondutores é usado pelo telescópio Bicep2, no Polo Sul, para capturar luz de bilhões de anos atrás (Foto: Reuters/Nasa/JPL-Caltech) Um conjunto especializado de detectores
supercondutores é usado pelo telescópio BICEP2, no
Polo Sul, para capturar luz de bilhões de anos atrás
(Foto: Reuters/Nasa/JPL-Caltech)
 
Uma fração de segundo após o Big Bang, a explosão do espaço-tempo que iniciou o universo 13,8 bilhões de anos atrás, o cosmo recém-nascido inflou muitas vezes seu tamanho inicial em menos de um quadrilionésimo de segundo (número representado por um zero seguido de uma vírgula seguida de 33 zeros e um 1).

As ondas gravitacionais foram detectadas pelo telescópio BICEP2 (Imagem de Fundo de Polarização Cósmica Extragalática, na sigla em inglês), que fica no Polo Sul. O instrumento, que escaneia o céu a partir dessa região, examina o que os cientistas chamam de micro-onda cósmica de fundo, uma radiação extremamente fraca presente em todo o universo. Sua descoberta em 1964 pelos astrônomos dos laboratórios Bell, em Nova Jersey, foi saudada como a melhor prova até hoje de que o universo começou em uma explosão imensamente quente.
 
Diferença de temperatura
A micro-onda cósmica de fundo, que passou a banhar o universo 380 mil anos após o Big Bang, está meros três graus acima do zero absoluto, tendo esfriado até a quase não existência desde o plasma imensuravelmente quente que era o universo nas primeira frações de segundo de sua existência.

A radiação de fundo não é exatamente uniforme. Como a luz, essa relíquia é polarizada, como resultado da interação com elétrons e átomos no espaço.

Modelos de computador previram um padrão espiral particular na radiação de fundo que combinaria com o que seria esperado com a inflação do universo após o Big Bang.

A equipe não só encontrou o padrão, mas descobriu ser consideravelmente mais forte do que o esperado. "Foi como procurar uma agulha no palheiro, e ao invés disso achar um pé de cabra", disse o co-líder do estudo Clem Pryke, da Universidade de Minnesota, em um comunicado.

Para o físico teórico Avi Loeb, da Universidade de Harvard, o avanço "representa um novo esclarecimento sobre algumas das questões mais fundamentais para saber por quê existimos e como o universo começou".

Coreia do Sul faz 'corrida' por pedras espaciais após chuva de meteoritos


France Presse 18/03/2014 08h55 - Atualizado em 18/03/2014 09h35

População busca artefatos em colinas e campos de arroz em Jinju.
Imprensa do país afirma que pedras podem trazer sorte.

Da France Presse

Pedaço de meteorito que caiu na Coreia do Sul no começo deste mês é pesado em laboratório (Foto: Korea Polar Research Institute/AFP) 
Pedaço de meteorito que caiu na Coreia do Sul no começo deste mês é pesado em laboratório (Foto: Korea Polar Research Institute/AFP)
 
Os caçadores de recordações espaciais se dirigiram em massa à região da Coreia do Sul onde há uma semana caiu uma chuva de meteoritos em busca de alguma pedra para levar para casa.

Centenas de pessoas fazem buscas em colinas e campos de arroz em busca de meteoritos perto da cidade de Jinju, no sul do país, após a "chuva" de 9 de março, algumas delas com a ajuda de GPS e de detectores de metais, segundo a imprensa.

As afirmações da imprensa de que os "condritos (um tipo de meteorito) poderiam trazer boa sorte despertaram a febre pelas pedras espaciais", declarou um funcionário da Administração da Herança Cultural da Coreia (CHAK).

Os proprietários das fazendas colocaram placas proibindo a entrada de intrusos após a descoberta de uma primeira pedra espacial, de nove quilos, em uma fazenda perto de Jinju. Outra pedra de quatro quilos foi encontrada em outra região próxima.

Os cientistas confirmaram que as duas rochas, encontradas dois dias após a chuva de meteoritos, caíram do céu. Um caçador de meteoritos americano distribuiu inclusive cartões de visita na região, pedindo que as pessoas vendam a ele qualquer pedaço de pedra espacial que encontrarem, informou o jornal "Korea JoongAng Daily".

O funcionário do CHAK declarou que a agência designará como bem cultural qualquer meteorito para impedir que saia da Coreia do Sul, que até agora não tinha meteoritos.

A chuva de meteoritos ocorre quando centenas de meteoros - fragmentos de pó e pedra que se queimam quando ultrapassam a atmosfera terrestre - iluminam o céu em um espetáculo incrível. Os meteoritos são os meteoros que não se queimam totalmente e resistem à queda na Terra.

Pesquisa identifica sinais de encolhimento de Mercúrio

O planeta mais próximo ao Sol está cerca de 7 km menor do que quando sua crosta se solidificou há mais de 4 bilhões de anos.

Da BBC

 

O esfriamento da porção mais interna de Mercúrio teria resultado em um encolhimento de 7km (Foto: NASA/JHU-APL/CARNEGIE) 
O esfriamento da porção mais interna de Mercúrio teria resultado em um encolhimento de 7km (Foto: NASA/JHU-APL/CARNEGIE)
 
 
O planeta Mercúrio está hoje cerca de 7 km menor do que quando sua crosta se solidificou há mais de 4 bilhões de anos, segundo uma pesquisa feita pela agência espacial americana, a Nasa. O menor planeta do Sistema Solar - e o mais próximo ao Sol - se esfriou ao longo do tempo provocando um enrugamento da superfície.

Cientistas perceberam pela primeira vez o fenômeno quando a sonda Mariner 10 passou próximo ao planeta nos anos 1970. No entanto, imagens recentes do satélite da Nasa Messenger permitiram que os pesquisadores aperfeiçoassem suas estimativas a respeito do tamanho da retração do planeta.

E, conforme artigo divulgado na publicação científica "Nature Geoscience", o encolhimento é significativamente maior do que se pensava anteriormente.

Resultados diferentes
O Mariner fez duas passagens por Mercúrio, em 1974 e 1975, e fotografou cerca de 45% da superfície do planeta. Nessas imagens foram evidenciadas longas marcas que demonstravam que rochas haviam sido deslocadas para cima, enquanto o planeta encolhia.

A partir dessas evidências, pesquisadores calcularam que Mercúrio deve ter diminuído o seu raio por cerca de 1 a 3 km ao longo de sua história. Mas esse resultado entrava em conflito com estudos de modelagem do planeta realizados na época que sugeriam uma contração muito maior, ocorrida nos 4 bilhões de anos.

O satélite Messenger ajudou a resolver essa inconsistência. Desde que ele entrou na órbita de Mercúrio, em 2011, já fotografou 100% do planeta. Isso permitiu um estudo mais amplo das características de Mercúrio. 

A nova avaliação calculou que a retração chega a 7 km do raio do planeta - estimativa mais próxima dos estudos de modelagem.

Paul Byrne, principal autor do estudo e cientista do Carnegie Institution for Science, em Washington, 
também ficou maravilhado com as características da superfície do planeta apontadas no monitoramento.

"Algumas dessas crateras são enormes", ele disse à BBC. "Há uma estrutura geográfica chamada Enterprise Rupes, localizada no hemisfério sul, que tem 1 mil km de comprimento e 3 km de relevo. É uma versão de cadeias montanhosas em Mercúrio. Trata-se de algo surpreendente, dado o reduzido tamanho do planeta. Imagina ficar diante delas?".
 
Relevância
O interior de Mercúrio é bem diferente do da Terra, que tem uma extensa crosta e um manto envolvendo seu núcleo de metal. Com mais de 4.000 km de diâmetro, o núcleo de metal do planeta é bem mais dominante. Ele é coberto apenas por um verniz rochoso fino com pouco mais que 400 km de espessura.

Embora parte do núcleo ainda esteja em forma líquida, uma parte terá esfriado e solidificado, resultando na perda de volume. A Europa e o Japão planejam lançar uma missão conjunta à Mercúrio para acompanhar as observações feitas pelo Messenger.

A sonda Bepi Colombo deve ser lançada em 2016. Um de seus principais pesquisadores será Dave Rothery da Open University na Grã-Bretanha. "As pessoas costumavam pensar que a Terra estava encolhendo - que de fato está um pouco, mas não podemos ver por causa da maneira como as placas tectônicas são criadas e destruídas na Terra", explicou.

"Antes de entendermos as placas tectônicas, as pessoas pensavam que as cadeias de montanhas da Terra eram formadas porque o planeta estava encolhendo e forçando o material para cima, e as áreas de acumulação de sedimentos aconteciam onde a crosta era forçada para baixo pela contração. Sabemos agora que, de modo geral, essa ideia é errada, mas este é o processo em Mercúrio, porque é um planeta com uma única placa."

O estudo é relevante para cientistas que tentam entender planetas fora do nosso Sistema Solar. Muitos deles podem também ter apenas uma única placa e apresentar características na superfície muito semelhantes às observadas em Mercúrio.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...