segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Planeta similar à Terra é achado ao redor de estrela parecida com o Sol

Do G1, em São Paulo -

A agência espacial norte-americana (Nasa) anunciou nesta segunda-feira (5) a descoberta do primeiro planeta com tamanho parecido com o da Terra e que gira ao redor de uma estrela parecida com o Sol. O planeta fica a 600 anos-luz de distância e foi detectado pela sonda Kepler, lançada em 2009 com o objetivo de descobrir novas "Terras" pelo espaço.
 
Outra característica do astro é que ele se encontra a uma distância da estrela que pode permitir o desenvolvimento de água líquida e atmosfera, condições ideais para o surgimento da vida como a conhecemos. Quando um planeta se encontra nessas condições, diz-se que ele está em uma "zona habitável" (em inglês também é comum o termo "goldilocks").

O planeta recebeu o nome de Kepler 22b. Sua descoberta será relatada na revista "The Astrophysical Journal", uma das principais publicações científicas sobre astronomia.

Em fevereiro, os astrônomos da Nasa haviam anunciado uma lista com 54 astros que poderiam ser habitáveis. Desses, apenas Kepler 22b foi confirmado como planeta. O astro possui um raio 2,4 vezes maior que o da Terra e gira ao redor de sua estrela em 290 dias. Os cientistas ainda não sabem dizer o planeta é rochoso ou gasoso.

Ilustração mostra como seria o planeta Kepler 22b.
 (Crédito: Ames / JPL-Caltech / Nasa)

Números da Kepler
O novo balanço da missão Kepler revelou a existência de 1.094 novos candidatos a planetas. Desses, 10 estariam na "zona habitável" das estrelas que orbitam. Observações futuras deverão confirmar se estes corpos são ou não planetas.
Atualmente, apenas 600 astros são confirmados como planetas pelos astrônomos. A sonda Kepler é, atualmente, a principal desvendadora de novos mundos. O instrumento vasculha as redondezas de 150 mil estrelas, todas localizadas em uma faixa no céu entre as constelações do Cisne e de Lira.

Para confirmar que Kepler 22b era mesmo um planeta, a sonda precisou verificar o sinal vindo daquela região pelo menos três vezes. A estrela que ela orbita é um pouco mais fria que o nosso Sol.

Desde o último balanço, em fevereiro, o número de candidatos a planetas cresceu 89% e agora chega a 2.326. Desses, 207 têm tamanho próximo ao da Terra, 680 são maiores que o nosso planeta e 1.181 são tão grandes quanto Netuno. A lista é completada por 203 astros com as mesmas dimensões que Júpiter e apenas 55 maiores que o maior astro do Sistema Solar (depois do Sol).

sábado, 3 de dezembro de 2011

Astrônomos descobrem 18 novos planetas fora do Sistema Solar

Do G1 em São Paulo - Uma equipe de astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, anunciou a descoberta 18 novos planetas fora do Sistema Solar. Segundo os pesquisadores, este é o maior número de exoplanetas encontrados de uma só vez percorrendo a órbita de estrelas com massas maiores que o Sol.
Apenas a sonda Kepler, lançada em 2009 pela Nasa somente com o objetivo de detectar exoplanetas que possam reunir condições para abrigar a vida, conseguiu encontrar um número superior: até agora foram mais de 1,2 mil possíveis novos planetas, que ainda precisam ser confirmados por novos estudos.

Já os cientistas californianos usaram telescópios do Observatório Keck, localizado no Havaí, e confirmaram os dados coletados com a ajuda dos observatórios McDonald, no Texas, e Fairborn, no Arizona.
Para encontrar novos planetas, os astrônomos buscam por estrelas com pertubações no brilho, que podem ser traços de astros que orbitem ao seu redor. No caso da pesquisa agora divulgada em uma publicação especial da revista "The Astrophysical Journal", todos os exoplanetas possuem uma massa parecida com a de Júpiter e orbitam a distâncias parecidas com a Terra em relação ao Sol. Ao todo, foram pesquisadas 300 estrelas.
Os autores do estudo acreditam que os novos planetas reforçam a ideia de que planetas podem ser gerados a partir de discos de poeira e gás ao redor das estrelas em formação. Eles ainda argumentam ser possível que o tamanho da estrela determine planetas maiores ou menores.

Outra interpretação seria o acúmulo de gás e poeira em grandes "bolas" que eventualmente se transformariam em planetas, tese que não condiz com as observações feitas pelo time californiano.
Atualmente, o número de exoplanetas conhecidos e confirmados já ultrapassou 600.


Exoplaneta GJ 1214b, um dos astros descobertos por pesquisas recentes.
(Foto: L. Calçada / ESO)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Nos limites do Sistema Solar, sonda detecta raios inéditos na Via Láctea

Sonda Voyager (Foto: Nasa)

Do G1 em SP - Pela primeira vez, cientistas conseguiram detectar emissões Lyman-alfa da Via Láctea. Essa radiação ultravioleta é uma luz brilhante, gerada pela interação entre átomos de hidrogênio, o elemento mais abundante do Universo.

Fora da nossa galáxia, essa de radiação já tinha sido detectada. Em locais distantes, é considerada um indicador de estrelas em formação.

Na nossa própria galáxia, porém, nunca tínhamos conseguido perceber essas emissões, justamente porque elas não podem ser captadas na Terra. Nossa “proximidade” do Sol (pouco menos de 150 milhões de quilômetros) faz com que a luz emitida por ele impeça a chegada dos raios Lyman-alfa.
 
A descoberta foi feita com dados obtidos pelas sondas Voyager, lançadas em 1977, que já atingiram os limites do Sistema Solar. Com eles, uma equipe de cientistas liderada pela francesa Rosine Lallement, da Universidade de Paris, escreveu um estudo publicado na edição desta quinta-feira (1º) da revista “Science”.

No artigo, os cientistas sustentam que a emissão tem origem em regiões de formação de estrelas, e acreditam que a detecção desses raios na nossa própria galáxia vai fornecer dados mais precisos para estudos futuros.

2 de dezembro - Dia da Astronomia

D.Pedro II

Astrônomos de todo País comemoram nesta sexta-feira (02/12) o seu dia. A escolha do dia 2 de dezembro deve-se ao fato de marcar a data de nascimento do mais erudito governante brasileiro, o imperador D. Pedro II. A partir da escolha, a efeméride ganhou força e surgiu o Dia Nacional da Astronomia, o Dia do Astrônomo.

MOTIVOS
Foram muitas as razões da escolha. Além de astrônomo amador, modernizou o Imperial Observatório criado por seu pai D. Pedro I pelo decreto de 15/10/1827 e contratou astrônomos europeus de renome para aqui trabalhar. No dia 29/07/1887, a convite do renomado astrônomo francês Camille Flammarion (1842-1925), esteve presente na inauguração do Observatório de Juvisy, ocasião em que plantou um pinheiro nos jardins do Observatório (que existe até hoje) e concedeu a Flammarion a comenda da Ordem da Rosa.

Membro da Sociedade Astronômica da França, sócio honorário da Academia de Ciências de Paris desde 1877, honraria alcançada por poucos, em seu observatório particular construído no telhado do Palácio de São Cristóvão, hoje Museu Nacional, recebia alunos para aprender a observar o céu e usar os instrumentos. No Imperial Observatório tinha um apartamento para descansar após horas de observação.

Sob forte oposição do Parlamento e até merecendo críticas e caricaturas na imprensa, concedeu aos astrônomos as verbas necessárias para instalar três missões científicas, uma delas em Punta Arenas, Patagônia chilena, para a observação da passagem do planeta Vênus pelo disco solar em 6/12/1882, fenômeno que só iria se repetir em 8/6/2004. As observações foram um sucesso, pois permitiram desenvolver cálculos precisos para determinar a distância Terra-Sol e com isto as demais distâncias dos outros planetas.

Junto com Luiz Cruls no Imperial Observatório efetuou a primeira análise espectroscópica de um cometa. Observou do seu observatório o eclipse do Sol de 1857. Doou vários instrumentos ao Imperial Observatório, dentre eles a luneta astrográfica que deveria ser usada no programa da Carta do Céu. Os trabalhos do Imperial Observatório passaram a ser reconhecidos e admirados internacionalmente. Em 1890, já no exílio, D. Pedro II foi homenageado com o nome do asteróide Brasilia de numero 293 descoberto em Nice pelo astrônomo A. Charlois (1864-1910).

Faltava, contudo, ao Imperial Observatório, atual Observatório Nacional do Rio de Janeiro, um grande telescópio e ele foi encomendado por D.Pedro II na Inglaterra. Desgraçadamente, contudo, o navio que transportava o instrumento chegou ao Rio justamente na ocasião da Proclamação da República e os republicanos não perderam tempo: mandaram o telescópio de volta! Para a Astronomia era o início da idade das trevas que culminaria em 1930 com a extinção da cosmografia dos bancos escolares, pelo então ministro da Educação Francisco Luiz da Silva Campos.

Enquanto nossos vizinhos Uruguai e Argentina a conservavam, nós a eliminávamos. Era o início de um analfabetismo cósmico que iria perdurar por muitas gerações. É somente na década de 60, com a criação do primeiro curso de formação em Astronomia pela UFRJ, pela importação de instrumentos e planetários pelo governo militar, pela implantação em 1980 do Laboratório Nacional de Astrofísica do Observatório Nacional em Brasópolis (MG), pela presença do Brasil nos dois maiores complexos astronômicos do mundo no Havaí e no Chile e, recentemente, com mais um curso de formação em astronomia pela USP, podemos dizer que estamos no caminho certo.
Cumpre ressaltar que pós-graduação e doutorado em Astronomia é realizado por várias universidades, pelo Observatório Nacional e pelo IAG-USP. Por outro lado, a criação de observatórios municipais, em colégios, planetários, Clubes de Astronomia e a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBAA) estão desenhando um novo perfil para a Astronomia nacional.

Extraído de www.walterbartels.com

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cientistas tentam explicar explosão estelar misteriosa no Natal de 2010

Do G1 em São Paulo - Cientistas europeus ofereceram duas explicações diferentes para uma explosão estelar que foi detectada na Terra no Natal de 2010. Ambas as sugestões foram apresentadas na edição desta semana da revista científica "Nature".
O evento foi uma emissão de raios gama intensa, que ficou conhecida pelos astrônomos como GRB 101225A. Ela foi descoberta pelo satélite Swift, da agência espacial norte-americana (Nasa).
Segundo Sergio Campana, do Observatório Astronômico de Brera, na Itália, uma das hipóteses é o encontro de um cometa com uma estrela de nêutrons, que poderia ter causado uma grande explosão (veja ilustração abaixo).



Ilustração mostra como seria o encontro do cometa com uma estrela de nêutrons. (Crédito: A. Simonnet / NASA / E/PO / Universidade Estadual Sonoma)

Já a segunda explicação é mais convencional: a emissão de raios gama pode estar ligada a uma supernova - uma explosão que marca o fim de estrelas com muita massa. Esta versão foi apresentada por Christina Thöne, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, na Espanha.
O grupo de Thöne tentou estimar a distância da suposta supernova, mas não conseguiram identificar uma galáxia possível a qual ela pudesse pertencer (veja ilustração abaixo).


Imagem mostra como seria uma supernova, uma fonte poderosa de emissão de raios gama. (Foto: A. Simonnet / NASA / E/PO / Universidade Estadual Sonoma)

Italiano studio esplosione cometa Natale


Roma - La collisione fra una cometa e una stella di neutroni e' all'origine della gigantesca e insolita esplosione di lampi gamma osservata il 25 dicembre del 2010 e per questo chiamata Christmas gamma-ray burst. A spiegare il fenomeno su Nature un gruppo di ricerca italiano coordinato da Sergio Campana dell'Osservatorio astronomico di Brera dell'Istituto Nazionale di Astrofisica. A rendere insolito l'evento: i picchi di variazione di luminosita' e la durata di oltre trenta minuti.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fotógrafo captura rastro de Estação Espacial e Júpiter em foto de longa exposição

Da BBC - O fotógrafo britânico Mark Humpage produziu uma foto noturna de longa exposição em que conseguiu capturar as trilhas de luz deixadas pela Estação Espacial Internacional, o planeta Júpiter e estrelas do céu.

Humpage, famoso por suas imagens do céu e de paisagens, aproveitou o clima ameno da Grã-Bretanha para esta época do ano, e acampou durante a noite do último domingo no pátio da igreja de Misterton, em Leicestershire.
"Eu tinha planejado (a foto) neste local há algum tempo e só estava esperando pelas condições ideais - sem nuvens, sem Lua e céu limpo", afirmou o fotógrafo.
"A igreja de Misterton com seu cemitério assustador e esta árvore formam um ótimo primeiro plano", escreveu o fotógrafo em seu website.

"Se você olhar atentamente entre a ponta da torre da igreja e a árvore, você vai ver a Estação Espacial Internacional (EEI) cruzando os arcos dos rastros deixados pelas estrelas", disse Humpage.


Foto noturna de longa exposição mostra 'rastro' da Estação Espacial Internacional e do planeta Júpiter no céu de Leicestershire, na Grã-Bretanha. (Foto: Mark Humpage / Caters)

Júpiter, por sua vez, deixa o rastro mais brilhante, cruzando atrás da torre da igreja e se dirigindo para o horizonte.
O fotógrafo usou um cabo remoto em sua câmera para fotografar de forma contínua o céu noturno durante um período de 11 horas.
Neste intervalo, Humpage fez 2.700 imagens com uma lente grande angular, que ele usou para formar esta imagem.

MÉXICO QUER ENTRAR PARA GUINNESS COM RECORDE DE OBSERVAÇÃO DA LUA

Cidade do México - O México buscará no dia 3 de dezembro entrar para o Guinness Book com o maior de pessoas reunidas para observar a Lua simultaneamente, com mais de 5 mil telescópios em todo o país, informaram os organizadores do "Desafio México 2011".

O Instituto de Astrofísica, Ótica e Eletrônica, que integra o comitê organizador, indicou que eles pretendem superar a marca conquistada em outubro de 2009, quando conseguiram reunir 1.042 telescópios para a observação da Lua em quarto crescente.

Para alcançar a meta neste ano, as instituições que participam do evento convocaram a aficionados e astrônomos para ocupar mais de 40 praças públicas e arqueológicas de todos os estados às 19h30 locais do sábado (22h30 no horário de Brasília).

Os participantes deverão cadastrar seus telescópios no site do evento (www.nochedeestrellas.org.mx ) ou nas próprias sedes.

Os juízes oficiais serão responsáveis pela contagem dos instrumentos, dos quais alguns serão colocados à disposição do público em geral para que possam observar o satélite. Além disso, os participantes contarão com o apoio de astrônomos que vão assessorar e darão uma breve explicação do que se vê na abóbada celeste.

O comitê organizador do desafio é formado pela Universidade Nacional do México, pela Academia Mexicana de Ciências, pela embaixada da França no México e pelo Instituto Politécnico Nacional.

O evento será uma amostra da Noite das Estrelas 2012, que terá como objetivo abordar as estrelas maias e os mitos astronômicos, com o propósito de desmistificar os conhecimentos dessa cultura que tem sido relacionada com o fim do mundo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Foto mostra cratera em Marte onde jipe-robô Curiosity deverá pousar

Do G1 em São Paulo - Uma imagem divulgada pela agência espacial norte-americana (Nasa) mostra o local onde deverá pousar o jipe-robô Curiosity, que integra uma missão para exploração de Marte. O local de aterrisagem fica dentro de uma cratera chamada Gale, na parte central do planeta vermelho.
Colorida artificialmente, a foto mostra diferenças de relevo na região. Os tons azuis representam altitudes menores e os marrons, maiores. O pouso deverá ocorrer entre 6 e 20 de agosto de 2012. Já o lançamento pode ocorrer já neste sábado (26), às 13h02 pelo horário de Brasília.

Local do pouso é mostrado na parte superior da imagem, marcado por uma elipse. A diferença entre a região mais baixa da cratera e o pico dos montes ao redor é de até 5 km. (Foto: JPL-Caltech / Nasa / via Reuters)

Estudo identifica planetas com mais chance de vida extraterrestre

Da BBC - A lua de Saturno Titã e o exoplaneta Gliese 581g estão entre os planetas e luas mais propensos à existência de vida extraterrestre, segundo um artigo científico publicado por pesquisadores americanos.

O estudo da Universidade de Washington criou um ranking que ordena os países segundo a sua semelhança com a Terra e de acordo com condições para abrigar outras formas de vida.

Segundo os resultados publicados na revista acadêmica "Astrobiology", a maior semelhança com a Terra foi demonstrada por Gliese 581g, um exoplaneta - ou seja, localizado fora do Sistema Solar - de cuja existência muitos astrônomos duvidam.

Em seguida, no mesmo critério, veio Gliese 581d, que é parte do mesmo sistema. O sistema Gliese 581 é formado por quatro - e possivelmente cinco - planetas orbitando a mesma estrela anã a mais de 20 anos-luz da Terra, na constelação de Libra.
Imagem artística mostra como seria o exoplaneta Gliese 581g.
 (Crédito: Lynette Cook / Nasa)

Condições favoráveis Um dos autores do estudo, Dirk Schulze-Makuch, explicou que os rankings foram elaborados com base em dois indicadores.
O Índice de Similaridade com a Terra (ESI, na sigla em inglês) ordenou os planetas e luas de acordo com a sua similaridade com o nosso planeta, levando em conta fatores como o tamanho, a densidade e a distância de sua estrela-mãe.
Já o Índice de 'Habitabilidade' Planetária (PHI, sigla também em inglês) analisou fatores como a existência de uma superfície rochosa ou congelada, ou de uma atmosfera ou um campo magnético.

Também foi avaliada a energia à disposição de organismos, seja através da luz de uma estrela-mãe ou de um processo chamado de aceleração de maré, no qual um planeta ou lua é aquecido internamente ao interagir gravitacionalmente com um satélite.

O satélite Titã é representado artisticamente, recebendo uma sonda.
  (Crédito: Craig Attebery / JPL)

Por fim, o PHI leva em consideração a química dos planetas, como a presença ou ausência de elementos orgânicos, e se solventes líquidos estão disponíveis para reações químicas.
"Habitáveis"
No critério da "habitabilidade", a lua Titã, que orbita ao redor de Saturno, ficou em primeiro lugar, seguida da lua Europa, que orbita Marte e Júpiter.
Os cientistas acreditam que Europa contenha um oceano aquático subterrâneo aquecido por aceleração de maré.
O estudo contribuirá para iniciativas que, nos últimos tempos, têm reforçado a busca por vida extraterrestre.
Desde que foi lançado em órbita em 2009, o telescópio espacial Kepler, da Nasa, a agência espacial americana, já encontrou mais de mil planetas com potencial para abrigar formas de vida.
No futuro, os cientistas creem que os telescópios sejam capazes de identificar os chamados "bioindicadores" - indicadores da vida, como presença de clorofila, pigmento presente nas plantas - na luz emitida por planetas distantes.

Sonda russa Fobos-Grunt dá sinais de vida, diz agência espacial europeia

Sonda interplanetária russa Fobos-Grunt.(Foto: Reuters)

Da EFE - Horas após ser considerada perdida no espaço, a sonda interplanetária russa Phobos-Grunt, que por uma ação ainda não esclarecida ficou em órbita terrestre em vez de seguir rumo a Marte, deu sinais de vida, confirmou em comunicado a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
A ESA indicou que a estação de acompanhamento de Perth (Austrália) recebeu sinais da Fobos-Grunt nesta terça-feira, primeira vez que se consegue estabelecer contato com a sonda, lançada ao espaço há duas semanas.
"Estabelecemos comunicação com o aparelho em uma frequência, mas por enquanto não recebemos informações", disse o representante da ESA na Rússia, Rene Pishel, à agência de notícias oficial russa Itar-Tass.
O contato ocorreu horas após o subdiretor da Roscosmos (agência espacial russa), Vitaly Davydov, considerar a sonda praticamente perdida.
A ESA anunciou que estuda agora maneiras de manter a comunicação com a sonda e ressaltou que suas equipes "estão trabalhando estreitamente com engenheiros da Rússia para determinar a melhor maneira de manter a comunicação".
Lançada no último dia 8, a Fobos-Grunt deveria cumprir uma missão de 34 meses que incluía o voo a Fobos (uma das duas luas de Marte), um pouso à superfície do astro e, por fim, o retorno à Terra de uma cápsula com amostras do solo do satélite marciano.
O projeto, avaliado em 5 bilhões de rublos (US$ 170 milhões), tinha como objetivo estudar a matéria inicial do sistema solar e ajudar a explicar a origem de Fobos e Deimos - outra lua marciana -, assim como dos demais satélites naturais do Sistema Solar.

Nasa se prepara para lançar robô Curiosity a Marte

Da EFE - Os técnicos da Nasa (agência espacial americana) anunciaram nesta quarta-feira (23) que está tudo pronto para o lançamento do robô Curiosity, que viajará a Marte a bordo de um foguete Atlas para buscar sinais de vida no Planeta Vermelho.
"O lançamento neste sábado (26) e os sucessos obtidos pela Nasa no último ano mostram quão equivocadas são as especulações de que acabaram os tempos de glória da Nasa", disse Colleen Hartman, executiva da agência espacial.
O robô, que carrega o Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês), partirá de Cabo Canaveral, na Flórida, no sábado às 10h02 locais (13h02 de Brasília).
Depois de uma viagem de 9,65 milhões de quilômetros nos próximos oito meses e meio, ele se aproximará da cratera Gale de Marte. A plataforma superior, equipada com foguetes, se manterá a cerca de 40 metros da superfície e fará o robô descer a Marte.

Ilustração de um artista de como será a exploração do Curiosity em Marte.
 (Foto: Nasa/JPL-Caltech)

O Curiosity pesa uma tonelada e tem três metros de comprimento. É cinco vezes mais pesado que os robôs antecessores - os exploradores Spirit e Opportunity, que chegaram a Marte em janeiro de 2004 na busca de rastros de água.
"O Curiosity irá mais longe e descobrirá muito mais que o imaginado", destacou Hartman. "Eu acredito que estarei viva no dia em que poderemos ver a primeira astronauta a pisar em Marte", acrescentou.
O diretor de lançamentos em Cabo Canaveral, Omar Báez, explicou que os técnicos completaram nesta quarta-feira uma nova revisão dos equipamentos e sistemas do foguete propulsor e a cápsula com o robô. "Tudo está pronto para a partida", resumiu ele. "Na sexta-feira (25), levaremos o foguete e a cápsula do hangar à plataforma de lançamento", afirmou Báez. "E no sábado, às 3h da manhã (pelo horário local, 6h de Brasília), começará o abastecimento de combustível", disse.

O jipe-robô Curiosity, da Nasa. (Foto: Nasa)

O lançamento, inicialmente previsto para sexta-feira, foi adiado para sábado após os técnicos terem constatado no último fim de semana que era necessário substituir uma das baterias do foguete que levará o robô.
Os engenheiros contam com um período de chances de lançamento até 18 de dezembro e esperam que tudo ocorra conforme o previsto para que o veículo chegue a Marte em agosto de 2012.
O Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês) conta com dez instrumentos para buscar evidências de um ambiente propício para a vida microbiana, inclusive os ingredientes químicos essenciais para a vida. Isso representa o dobro de instrumentos que os robôs lançados anteriormente pela Nasa. Este será o primeiro a utilizar um laser para analisar o interior das rochas e analisar os gases com o espectrômetro que pode enviar dados à Terra.
O Curiosity leva todos os instrumentos para medir as condições de vida no passado e no presente, estudando as condições ambientais do planeta. Ele buscará compostos que contenham carbono - um dos principais ingredientes para a vida como se conhece - e avaliará como eram em suas origens.
Ao contrário dos outros robôs, o Curiosity conta com o equipamento necessário para obter amostras de rochas e solo e processá-las.

A cratera Gale, na superfície marciana, onde deve pousar o robô Curiosity.
 (Foto: Nasa)

A Nasa começou a planejar a missão MSL em 2003. Nos últimos oito anos, cientistas e engenheiros construíram e testaram as capacidades do robô, que, segundo as expectativas, levará a pesquisa planetária a outro nível.
"Esta máquina é o sonho de qualquer cientista", assinalou à imprensa Ashwin Vasavada, cientista adjunto do projeto MSL no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) em uma das sessões prévias informativas.
O Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, localizado na Califórnia, elaborou o Curiosity para que fosse capaz de superar obstáculos de até 65 centímetros de altura, com o objetivo de evitar que se prendesse, como aconteceu com o Spirit, e de se locomover cerca de 160 metros por dia.

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