sábado, 11 de agosto de 2012

Fotografia de Saturno - 03/08/2012



Abaixo, belíssima fotografia do planeta Saturno, gentilmente cedida pelos amigos e astrônomos amadores Fernando Tadeu Candido (Observatório Astronômico Virtual Alfa Centauro-SP) e Antonio Carlos Tavares (Observatório Astronômico Herschel-Santos,SP).



CLIQUE NA FOTOGRAFIA ABAIXO PARA AMPLIÁ-LA:


Temos muito prazer em compartilhar, com nossos leitores e amigos, este belo trabalho que vem sendo realizado por Antonio e Fernando, bem como parabenizá-los, desejando sucesso e céus límpidos em todas as suas jornadas de "desbravamento" do Cosmos.


PS:. Visitem o Blog do Observatório Astronômico Virtual Alfa Centauro
( http://observatrioastronomicoalfacentauro.blogspot.com.br )




Telescópio Hubble da Nasa capta detalhes da Nebulosa da Tarântula

Região fica na Grande Nuvem de Magalhães, galáxia vizinha à Via Láctea.
Massa de poeira e gás é a maior, mais ativa e brilhante das proximidades.

Do G1, em São Paulo

O telescópio Hubble, administrado em parceria da agência espacial americana (Nasa) com a Agência Espacial Europeia (ESA), registrou uma imagem em close da borda da principal nuvem da Nebulosa da Tarântula, situada na Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias vizinhas à Via Láctea.

Essas estruturas brilhantes, a 170 mil anos-luz de distância da Terra, são formadas por gás hidrogênio ionizado, chamado pelos astrônomos de H II. Na verdade, elas são vermelhas, mas os filtros escolhidos – captados tanto em luz visível quanto infravermelha – fazem o gás parecer verde na imagem abaixo.

Nebulosa da Tarântula (Foto: Nasa/ESA)Borda da principal nuvem da Nebulosa da Tarântula é captada pelo telescópio Hubble
 (Foto: Nasa/ESA)
 
A região da Nebulosa da Tarântula contém estrelas jovem, recém-formadas, que emitem uma poderosa radiação ultravioleta, que acaba ionizando o gás ao redor. Esse processo químico faz com que moléculas neutras ganhem ou percam elétrons, ficando mais ou menos carregadas.

As nuvens dessa área são passageiras e variam conforme os ventos estelares, formando aglomerados quentes e brilhantes como as Plêiades, que ficam na constelação de Touro e são facilmente visíveis dos dois hemisférios da Terra.

A Nebulosa da Tarântula é a mais brilhante já conhecida do Grupo Local de galáxias, que reúne a Via Láctea, Andrômeda e outras dezenas, cobrindo cerca de 10 milhões de anos-luz de diâmetro. A região é também a maior (com 650 anos-luz de diâmetro) e mais ativa do grupo, com numerosas nuvens de gás e poeira e dois aglomerados de estrelas.

Essa massa é tão luminosa que, se estivesse localizada dentro de mil anos-luz da Terra, sua luz faria sombras sobre o nosso planeta. Por conta de toda essa intensidade, a nebulosa foi responsável pela descoberta, em 1987, da supernova mais próxima de nós desde a invenção do telescópio. A área era visível até a olho nu.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Nave da Nasa falha, pega fogo e explode durante teste na Flórida

Do G1, em São Paulo

O protótipo do projeto Morpheus, da Agência Espacial Americana, pegou fogo e explodiu nesta quinta-feira (9) poucos segundos após decolar durante um teste no Centro Espacial Kennedy (Cabo Canaveral), na Flórida. Segundo a Nasa, o objetivo da sonda era o desembarque de carga para missões na Lua. O Acidente não deixou feridos.

Protótipo Morpheus falhou, pegou fogo e explodiu logo após decolar. (Foto: Nasa / Reuters)Protótipo Morpheus falhou, pegou fogo e explodiu logo após decolar. 
(Foto: Nasa / Reuters)
 
O veículo já havia sido submetido a outros exercícios, e passava pelo seu primeiro teste de voo autônomo. 

Ao decolar, a sonda desviou bruscamente e bateu no solo, incendiando-se e explodindo.

Cientista descobre placas tectônicas em Marte parecidas com as da Terra

Do G1, em São Paulo

Um cientista da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos EUA, anunciou a descoberta de placas tectônicas em Marte. Os resultados estampam a capa da edição de agosto da revista "Lithosphere".

Por muitos anos, pensava-se que essas estruturas geológicas localizadas logo abaixo da superfície do planeta – cujos movimentos podem resultar em terremotos e erupções vulcânicas – fossem exclusivas da Terra. Ao todo, nosso globo tem sete placas principais e outras dezenas menores, comparadas a uma "casca de ovo" rachada, que nos protege do magma contido no interior.

Segundo o professor de ciências espaciais e da Terra Um Yin, único autor do estudo, o planeta vermelho está em um estágio primitivo desse fenômeno, o que pode ajudar a entender como ocorreu a formação desses blocos na nossa litosfera, composta por duas camadas: a crosta terrestre e o manto superior.

Placas tectônicas marte (Foto: Google Mars/Mola Science Team)Placas tectônicas de Marte foram analisadas por imagens de satélite
 (Foto: Google Mars/Mola Science Team)
 
Yin fez a descoberta ao analisar cem imagens de satélite de uma nave da agência espacial americana (Nasa) chamada Themis e também da câmera HiRISE, da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, que orbita Marte. Uma dúzia dessas fotos revelaram as placas tectônicas.

O pesquisador conduziu os trabalhos no Himalaia e no Tibete, onde duas das maiores placas da Terra se encontram. De acordo com ele, muitas das características das falhas dessas regiões, e também da Califórnia, se assemelhavam às de Marte.

O professor viu, por exemplo, deslizamentos de terra, um desfiladeiro e um penhasco – comparável às falésias (escarpa íngreme à beira-mar, feita por erosão) do Vale da Morte, na Califórnia – que só podem ter se formado por uma placa tectônica.

Vale da Mariner
A superfície marciana tem o sistema mais longo – com mais de 4 mil km, nove vezes maior que o Grand Canyon, no Arizona – e profundo de cânions do Sistema Solar, conhecido como Vale da Mariner, em homenagem à antiga sonda Mariner 9, que descobriu essa região em 1971.

Yin diz que, ao contrário de outros cientistas, que achavam que aquela era uma fenda pontual que se abriu, ele acredita que esse seja o limite de duas placas, que se movem horizontalmente por quase 150 km.

A Falha de San Andreas, em São Francisco, na Califórnia, também está sobre a intersecção de duas placas, e já se chocou pelo dobro dessa distância, mas a Terra é cerca de duas vezes maior que Marte, então o fenômeno entre os dois planetas se torna equivalente.

De acordo com Yin, a falha está ativa, mas raramente "acorda", a cada um milhão de anos ou mais. Ele crê que o planeta não tenha mais que essas duas placas.

Além disso, Marte tem uma zona vulcânica linear, algo típico de onde existem esses blocos sob a superfície. Isso não ocorre nos outros planetas do Sistema Solar, segundo Yin.

O que o pesquisador ainda quer investigar é o quão abaixo da crosta de Marte essas placas estão localizadas e por que elas se movimentam em um ritmo tão lento, mas de alta magnitude.

Appuntamento con le stelle cadenti

Una Perseide fotografata dall' Isola d'Elba, vicino Capoliveri (fonte: Stefano De Rosa, http://stefanoderosa.com/)  
 
Una Perseide fotografata dall' Isola d'Elba, vicino Capoliveri
 (fonte: Stefano De Rosa, http://stefanoderosa.com/)
 
 
E' ormai giunta l'ora di stilare la lista dei desideri per la notte di San Lorenzo, ma la vera caccia alle stelle cadenti entrerà nel vivo solo nel weekend, con il picco massimo previsto nella notte fra domenica 12 e lunedì 13 agosto. La Luna resterà a guardare e non rovinerà lo spettacolo delle 'Lacrime di San Lorenzo' con la sua luminosità. Per ingannare l'attesa, come ogni anno, sono in programma numerose iniziative e serate osservative in tutta Italia.
Anche questa estate la Terra si è tuffata nella nube di polveri seminata dalla cometa Swift-Tuttle lungo il proprio percorso attorno al Sole e le prime meteore, note come Perseidi, hanno già iniziato a fare capolino da alcuni giorni: penetrando a grande velocita' nell'atmosfera terrestre si incendiano, lasciando nel cielo la loro inconfondibile scia. 

''Il picco è previsto nelle ore diurne del 12 agosto, quando da noi non sarà possibile fareosservazioni se non nel dominio radio'', ricordano gli esperti dell'Unione Astrofili Italiani (Uai). L'attività sara' comunque piuttosto intensa anche nelle notti precedenti e seguenti: le ore migliori per l'osservazione, meteo permettendo, saranno quelle centrali della notte tra il 12 e 13 agosto. ''Nella seconda parte della notte si assisterà ad un sensibile aumento dell'attività meteorica - osserva l'astrofisico Gianluca Masi, curatore scientifico del Planetario di Roma e responsabile del Virtual Telescope - perchè all'alba l'osservatore è sulla parte della Terra che avanza lungo la propria orbita verso le polveri cometarie, dunque è  come se vedesse dal 'parabrezza' anziche' dal 'lunotto' posteriore del nostro pianeta''. 

Per le Perseidi quest'anno si prevede ''una normale apparizione, con valori che non dovrebbero superare durante il massimo di attivita' le 100 meteore all'ora. Occorre ricordare pero' - sottolinea la Uai - che si tratta di un valore quasi teorico, che in realtà risulta sempre ben minore''. Lo spettacolo non sarà comunque disturbato dalla luminosità della Luna: il nostro satellite sarà infatti poco oltre la fase di ultimo quarto e il suo chiarore diventerà tangibile solo nelle ore che precedono l'alba.

Per godersi la pioggia di stelle cadenti basterà avere un occhio attento. Gli unici strumenti necessari saranno una comoda sdraio o una coperta da stendere a terra, lontano dall'inquinamento luminoso delle città. Numerose iniziative sono previste in tutta Italia, con serate osservative nei diversi osservatori astronomici e le 'Notti delle stelle' organizzate dalle associazioni astrofili locali e promosse dall'Unione Astrofili Italiani.

www.ansa.it

terça-feira, 7 de agosto de 2012

La prima notte su Marte

I bordi del cratere Gale e sullo sfondo il Monte Sharp, nelle immagini inviate da Curiosity (fonte: NASA/JPL-Caltech)  
I bordi del cratere Gale e sullo sfondo il Monte Sharp, nelle immagini inviate da Curiosity 
(fonte: NASA/JPL-Caltech)

Cielo sereno e temperatura a meno 85 gradi nel cratere Gale, nella prima notte marziana del robot laboratorio Curiosity. Dopo la giornata di sole e la temperatura a meno cinque gradi che ha accompagnato la sua discesa su Marte, anche  la prima notte di Curiosity è stata serena.     Gli aggiornamenti meteo dal pianeta rosso arrivano dai satelliti in orbita intorno a Marte, ossia Mars Odyssey e Mars Reconnaissance Orbiter (Mro), entrambi della Nasa, e Mars Express, dell’Agenzia Spaziale Europea (Esa). I dati meteo forniti da questi satelliti indicano che la tempesta che nei giorni scorsi aveva tormentato il pianeta si è completamente placata e che Curiosity si trova in un ambiente tranquillo, il più favorevole per cominciare con le prime operazioni previste dall’intenso programma di lavoro che lo ha aspetta nei prossimi due anni. Innanzitutto comincerà a dispiegare l’antenna principale per trasmettere i primi dati con l’aiuto dei satelliti americani e per la prima comunicazione diretta con la Terra. Per giovedi’ sono in programma i test degli strumenti di bordo, compresa la stazione meteo, chiamata Rems ( Rover Environmental Monitoring Station), che permetterà di conoscere in dettaglio che tempo fa su Marte con dati raccolti dalla superficie del pianeta.  Non è una semplice curiosità perchè i dati raccolti da Curiosity, combinati con quelli dei satelliti permetteranno di conoscere l’atmosfera e il clima sul pianeta rosso con una precisione senza precedenti. Oltre a permettere di studiare fenomeni estremi, come le grandi tempeste di polvere, la stazione meteo di Curiosity fornirà i dati sulla radiazione ultravioletta che riesce a penetrare nell’atmosfera rarefatta del pianeta: informazioni cruciali in vista delle future missioni umane su Marte.


www.ansa.it

Morre o astrônomo britânico Bernard Lovell

Da France Presse


Sir Bernard Lovell and the Jodrell Bank radio telescope

O físico e radioastrônomo britânico Bernard Lovell, que construiu nos anos 1950 o maior radiotelescópio do mundo na época, faleceu na segunda-feira aos 98 anos, anunciou esta terça-feira a universidade de Manchester.

Bernard Lovell era profesor emérito da universidade. Ele fundou e foi o primeiro diretor do Observatório Jodrell Bank, em Cheshire, noroeste da Inglaterra. O local abriga o telescópio Lovell, de 76 metros de altura, que ele inventou.

"Seu legado é considerável", destacou a universidade de Manchester em um comunicado.

Quando foi concluído, em 1957, o telescópio era o maior do mundo. Conseguiu avistar o foguete russo que pôs em órbita o Sputnik 1, primeiro satélite artificial da Terra.

O telescópio, que continua em uso, teve papel chave na busca dos pulsares, elementos astrofísicos que produzem sinais periódicos.

Além de sua contribuição para a física e a astronomia, Bernard Lovell foi condecorado com a ordem do Império Britânico por ter concebido um radar durante a Segunda Guerra Mundial.


imagem arquivo virtual Google

Nave espacial registra chegada de jipe-robô Curiosity a Marte

Do G1, em São Paulo

A sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) fez imagens da descida do jipe-robô Curiosity em Marte. A fotografia, feita com a câmera de alta resolução da nave, mostra o laboratório móvel voando pela atmosfera marciana com a ajuda de paraquedas.

O jipe-robô Curiosity e seu paraquedas foram fotografados pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter. (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona) 
 
O jipe-robô Curiosity e seu paraquedas foram fotografados pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter. (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)
 
O Curiosity pousou no planeta na madrugada desta segunda-feira (6) – às 2h33 de Brasília. Agora, deve passar um ano marciano (dois da Terra) pesquisando sinais que indiquem se o planeta já teve condições de abrigar vida.

Os controladores da missão da Nasa aplaudiram e gritaram com entusiasmo quando receberam sinais confirmando que o jipe-robô sobreviveu à perigosa descida no céu marciano e aterrissou são e salvo no fundo da vasta cratera Gale, no hemisfério sul, perto do equador.

Após sua chegada à superficie de Marte, ele  iniciará uma revisão de todos os seus sistemas, antes de começar a enviar informações e dados vindos do planeta vermelho. Ainda esta semana, o jipe deve ativar outra câmera e enviar imagens coloridas, depois de já ter mandado fotos em preto e branco.

As informações recolhidas pelo Curiosity serão enviadas apenas uma vez por dia. Após essa transmissão, o explorador automaticamente passa a processar e interpretar novas informações. As observações registradas são armazenadas no computador de controle do robô e, posteriormente, no satélite que mantém sua comunicação com a Terra.

Primeira imagem feita pelo Curiosity em Marte mostra a roda do Jipe na superfície do planeta. (Foto: Reprodução / Nasa TV / Reuters)Primeira imagem do Curiosity mostra a roda do jipe no solo marciano 
(Foto: Reprodução/Nasa TV/Reuters)
 
 
Pouso nesta madrugada
Momentos após o pouso, a Curiosity enviou suas três primeiras imagens do solo marciano. Numa delas, uma roda do veículo e a sombra do jipe apareciam à frente do terreno pedregoso.

A operação de pouso foi considerada a mais complexa na história dos voos espaciais não tripulados. Por causa da demora nas comunicações por rádio entre a Terra e Marte, todo o processo precisou ser autoguiado, sem a interferência de técnicos.

Para reduzir sua velocidade, a sonda contou com um paraquedas especial, uma mochila a jato e um inédito "guindaste aéreo" que auxiliou no pouso.

O Curiosity é o primeiro laboratório completo sobre rodas a ser enviado para outro planeta. Ele passará dois anos explorando a cratera Gale e uma montanha vizinha de 5 mil metros de altura, que parece ser formada por sedimentos provenientes da cratera, gerada por sua vez pelo impacto de um grande corpo celeste.

Nasa divulga primeiro vídeo colorido de Marte após pouso do Curiosity

Do G1, em São Paulo

A agência espacial americana (Nasa) divulgou o primeiro vídeo com imagens coloridas do pouso do robô Curiosity em Marte, que ocorreu na segunda-feira (6) após uma viagem de oito meses e meio e 352 milhões de quilômetros.

São 297 quadros em stop-motion, em baixa resolução (192 por 144 pixels), que revelam os dois minutos e meio finais de descida do veículo ao planeta vermelho, quando o escudo térmico que protegia o jipe foi liberado, e também três segundos depois disso.

Na imagem abaixo, o Mardi mostra o escudo térmico de 4,5 metros de diâmetro quando estava a 16 metros da nave (Foto: NASA/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems) 
 
Câmera Mardi, localizada no Curiosity, mostra o momento após o escudo térmico de 4,5 m de diâmetro ter se desprendido do robô, a uma distância de 16 metros (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems)
 
O vídeo é uma prévia das mais de 1.500 imagens feitas na descida e mantidas na memória a bordo do Curiosity.

O robô é capaz de captar fotos coloridas por meio da câmera Mars Descent Imager (Mardi), que fica no chassi do veículo e registra tudo em uma resolução de 1.600 x 1.200 pixels, com cinco frames por segundo.
Agora, foram divulgadas imagens menores, mas ao longo dos próximos meses devem chegar outras bem definidas.

A missão do Curiosity inclui coletar e analisar rochas e materiais do solo em busca de elementos-chave para a vida.

Curiosity (Foto: NASA/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems) 
 
Solo arenoso de Marte é revolvido instantes antes da aterrissagem do jipe-robô Curiosity na Cratera Gale, localizada ao sul do equador do planeta vermelho (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems)
 
O primeiro dia da missão, chamado pela Nasa de Sol 1, começou oficialmente na segunda-feira (6), e a missão toda deve durar pelo menos dois anos terrestres ou um ano marciano.

Na imagem abaixo, aparecem dunas escuras, crateras e encostas íngremes de vários tamanhos. A imagem foi obtida 1 minuto e 16 segundos antes da chegada à superfície. (Foto: NASA/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems) 
 
Imagem indica dunas escuras, crateras e encostas íngremes de vários tamanhos. Frame foi obtido 1 minuto e 16 segundos antes do pouso do robô na superfície (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems)
 
 
A imagem abaixo foi feita com outra câmera, chamada Mahli e situada no braço do Curiosity, em um ângulo de 30 graus com o solo.

A foto aparece um pouco escura porque havia poeira sobre a tampa da lente, que é transparente e não será aberta pelo menos durante uma semana após o desembarque.

A Mahli vai registrar imagens em close, de alta resolução, tanto das rochas quanto da superfície do planeta. A câmera é capaz de se concentrar em qualquer alvo a uma distância que varia de 2 centímetros até o infinito.

curiosity colorida nova (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems) 
 
Imagem da câmera Mahli, situada no braço do Curiosity, foi tirada na tarde do primeiro dia após o pouso em Marte. No horizonte, fica a parte norte da Cratera Gale (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems)
 
Na segunda-feira, no Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês), a chefe da missão, Jennifer Trosper, falou em uma coletiva de imprensa em Pasadena, na Califórnia, sobre as imagens feitas também pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter após a aterrissagem do Curiosity na Cratera Gale, ao sul do equador do planeta.

A câmera de alta resolução do orbitador de sete anos de idade flagrou o paraquedas do Curiosity sendo aberto, a uma distância de 340 quilômetros.

Para quem quiser acompanhar as aventuras do jipe-robô em Marte, há o site da missão e também o da Nasa. Nas redes sociais, os responsáveis pelo projeto também têm feito atualizações no Facebook e no Twitter.

Jennifer (Foto: Fred Prouser/Reuters) 
 
Líder da missão da Nasa em Marte, Jennifer Trosper falou em coletiva de imprensa usando um modelo do robô Curiosity, que chegou ao planeta vermelho no início da segunda-feira (6) (Foto: Fred Prouser/Reuters)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Supertempestade solar pode afetar 130 milhões nos EUA, diz relatório

Da Reuters

Uma gigantesca liberação de partículas geomagnéticas vindas do Sol poderia destruir mais de 300 dos 2.100 transformadores de alta voltagem que são a espinha dorsal da rede elétrica dos Estados Unidos, segundo a Academia Nacional de Ciências dos EUA.

O Sol está entrando em um período de atividade intensa, conhecido como "máximo solar", que deve atingir seu auge em 2013. Por isso, há um ímpeto por parte de um grupo de agências federais para buscar maneiras de preparar os EUA para uma grande tempestade solar nesse ano.

Especialistas dos EUA estimam em até 7% o risco de uma grande tempestade em 2013. Pode parecer pouco, mas os efeitos seriam tão amplos - semelhantes à colisão com um grande meteorito - que o fato tem atraído a atenção das autoridades.

Apagões isolados podem causar caos, como ocorreu em julho, na Índia, quando mais de 600 milhões de pessoas ficaram sem energia durante várias horas em dois dias consecutivos.

Já um blecaute de longa duração, como o que poderia acontecer no caso de uma enorme tempestade solar, teria efeitos mais profundos e custosos.

Imagem de satélite da Nasa mostra imagem de raio-X do Sol nesta sexta-feira (3) (Foto: AP)Imagem de satélite da Nasa mostra imagem de raio-X do Sol nesta sexta-feira (3) (Foto: AP)
Há discordâncias sobre o custo, mas especialistas do governo dos EUA e da iniciativa privada admitem que se trata de um problema complexo, que exige uma solução coordenada.

Um relatório da Academia Nacional de Ciências estimou que cerca de 365 transformadores de alta voltagem no território continental dos EUA poderiam sofrer falhas ou danos permanentes, que exigiriam a substituição do equipamento.

A troca poderia levar mais de um ano, e o custo dos danos no primeiro ano após a tempestade poderia chegar a US$ 2 trilhões, disse o relatório. As áreas mais vulneráveis ficam no terço leste dos EUA, do Meio-Oeste à costa atlântica, e no Noroeste do país.

A rede elétrica nacional foi construída ao longo de décadas para transportar a eletricidade ao preço mais baixo entre os locais de geração e consumo. Uma grande tempestade solar tem a capacidade de derrubar a rede, segundo o relatório dos cientistas.

De acordo com estimativas do relatório, mais de 130 milhões de pessoas nos EUA poderiam ser afetadas. Andres disse que no pior cenário a cifra de mortos poderia chegar a milhões.

Outros países também sentiriam o impacto se uma supertempestade solar atingisse seu sistema de energia, mas o dos EUA é tão amplo e interconectado que qualquer grande impacto teria resultados catastróficos no país.

Robô Curiosity pousa em Marte e Nasa comemora início da missão

Do G1, com agências internacionais *

Sombra do jipe-robô Curiosity, na superfície de Marte. (Foto: Nasa / Brian van der Brug / AFP Photo)Sombra do Curiosity aparece na superfície de Marte nesta segunda (6) 
(Foto: Nasa/Brian van der Brug/AFP)
O jipe-robô Curiosity pousou na superfície de Marte por volta das 2h33 (horário de Brasília) desta segunda-feira (6), segundo a agência espacial americana (Nasa). A aterrissagem ocorreu após uma viagem de 567 milhões de quilômetros e quase nove meses.

A missão, que investiu cerca de US$ 2,5 bilhões (mais de R$ 5 bilhões) no projeto que pretende saber se o planeta vermelho já reuniu condições favoráveis à vida, foi declarada completa e um sucesso 1 minuto depois.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou de "feito histórico" a chegada do Curiosity a Marte. "Esse é um triunfo da tecnologia sem precedentes", diz o comunicado presidencial.

A Nasa confirmou que a nave, de 1 tonelada, entrou na atmosfera do planeta a 20 mil km/h e pousou na Cratera Gale, ao sul do equador, após uma complexa manobra que se chamou de "sete minutos de terror'. Isso, porque a atmosfera marciana é bem menos densa que a da Terra, o que torna mais difícil frear uma nave lá do que aqui.

"Estou inteiro e a salvo na superfície de Marte", diz uma mensagem no blog da Nasa, que deu lugar a uma comemoração de pelo menos 10 minutos, com aplausos e abraços, entre funcionários na sala de controle do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), em Pasadena, na Califórnia.

Primeira imagem feita pelo Curiosity em Marte mostra a roda do Jipe na superfície do planeta. (Foto: Reprodução / Nasa TV / Reuters)Primeira imagem feita pelo Curiosity mostra a roda do jipe sobre Marte 
(Foto: Reprodução/Nasa TV/Reuters)
Como havia sido planejado, a cápsula abriu um gigantesco paraquedas para frear a queda. A cerca de 20 metros do solo, um sistema baixou o Curiosity, que abriu suas seis rodas e iniciou a aventura em Marte.

O robô está equipado com ferramentas que podem, entre outras coisas, perfurar rochas e coletar amostras de materiais do solo para analisar a composição mineral local.

Controladores da missão espacial festejam o pouso do Curiosity em Marte. (Foto: Reprodução / Nasa)Controladores da missão espacial festejam o pouso do Curiosity em Marte. 
(Foto: Reprodução / Nasa)
A poucas horas de o jipe tocar a superfície do planeta vermelho, ainda no domingo (5), o site da Nasa informou que o robô estava com "boa saúde".

estatico curiosity (Foto: Arte/G1)Editoria de Arte / G1
Lançado em 26 de novembro de 2011, o Curiosity vinha provocando "fortes emoções" no JPL, segundo descreveu o texto no site da agência. "O entusiasmo vai crescendo enquanto a equipe está diligentemente monitorando a nave (que transporta o robô)", afirmou comunicado oficial o chefe do laboratório, Brian Portock.

Na época do lançamento do jipe, o G1 preparou o vídeo que você vê ao lado, detalhando todo o processo de pouso.

O veículo deve executar a primeira fase de sua missão em 1 ano, 10 meses e 2 semanas, mas a expectativa é de que continue suas pesquisas por cerca de uma década. Geradores de plutônio têm capacidade de fornecer calor e eletricidade à missão por pelo menos 14 anos. É um sistema de geração de energia diferente do de outras missões que contaram com painéis para geração de energia solar.

Os estudos do robô começarão em uma montanha localizada no interior da Cratera Gale. O Curiosity vai subir a montanha e estudar as pedras ali sedimentadas ao longo de bilhões de anos. Indícios da presença de água no passado de Marte foram detectados em estudos anteriores, feitos a partir de imagens do local.

Estratégias de descida
O Curiosity é maior e mais pesado que os jipes que a Nasa já mandou para Marte, razão pela qual exige uma nova estratégia de descida. Não bastaria usar apenas paraquedas e retrofoguetes: desta vez, foi criado um novo mecanismo – um guindaste em que o robô desce, pendurado na nave Mars Science Laboratory, até tocar o solo.

"Sabemos que parece maluco", afirmou Adam Steltzner, do Laboratório de Propulsão de Jatos da Nasa (JPL, na sigla em inglês), líder da equipe que projetou o Curiosity. "Mas é, na verdade, o resultado de decisões cautelosas", completou.

Se qualquer parte do plano desse errado, o Curiosity se esborracharia no chão e a missão terminaria imediatamente. A Nasa só soube se o pouso foi ou não um sucesso 14 minutos após o ocorrido, porque esse é o tempo que o sinal levou para chegar à Terra.

O sinal, aliás, não veio direto do veículo para a Terra. Ele foi rebatido pela sonda Odissey, que orbita o planeta vermelho desde 2001. Da perspectiva do Curiosity, a Terra está abaixo do horizonte, e a manobra foi a maneira que a Nasa encontrou para fazer o sinal chegar o mais rápido possível.

O local de pouso foi escolhido de acordo com o objetivo da missão. A Cratera Gale oferece um alvo seguro para a aterrissagem, com uma área de cerca de 140 km² – maior que o município de Niterói (RJ). Dali, o veículo está relativamente próximo ao Monte Sharp, onde sondas na órbita já visualizaram minerais que podem ter sido formados na água.

Curiosity e seus antecessores
Do tamanho de um carro, o novo robô é cinco vezes mais pesado que os jipes Spirit e Opportunity, precursores na exploração de Marte. Mesmo sem tripulação, ele chega a ser maior até que o jipe lunar que carregava dois astronautas por vez nas missões americanas Apollo, que exploraram a Lua nas décadas de 1960 e 1970.

O Curiosity é tão grande porque traz dentro de si um laboratório inteiro. Os instrumentos científicos incluem uma carga 15 vezes maior do que a levada por seus antecessores.

A missão está programada para durar um ano marciano, mas isso não quer dizer muita coisa. Quando o Spirit e o Opportunity chegaram ao planeta, em 2004, tinham como missão apenas três meses de explorações. O Opportunity é usado até hoje, e o Spirit só foi inutilizado porque perdeu contato com a Terra, em 2010.

Os primeiros objetos feitos pelo homem a pousarem em solo marciano foram as sondas Viking 1 e 2, lançadas pela Nasa em 1975 – a chegada foi em 1976. Em 1997, o Mars Pathfinder levou os EUA de volta ao planeta vermelho e inaugurou a era dos jipes, seguida pelo Spirit, pelo Opportunity e, agora, pelo Curiosity. A União Soviética também tentou lançar veículos para lá, mas não obteve sucesso.

(*) Com informações da Nasa e das agências de notícias Efe, France Presse e Reuters

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Cientistas estudam 'super-Terras' simulando a vaporização de planetas

Do G1, em São Paulo

Cientistas simularam a vaporização da Terra para estudar a atmosfera de outros planetas (Foto: A. Leger/Icarus) 
Ilustração do planeta CoRoT-7b, em concepção artística, planeta semelhante à Terra com atmosfera muito quente, tão próximo de estrela que uma de suas faces é um "mar" de rocha derretida (Foto: A.. Leger/Icarus)
 
Cientistas das universidades de Washington e de Harvard, nos Estados Unidos, usaram computadores e modelos matemáticos para simular a vaporização da Terra e de planetas similares a ela. O objetivo da pesquisa é estudar a atmosfera e composição de "superplanetas", com características semelhantes ao nosso.

Financiado pela agência espacial americana (Nasa), o estudo foi publicado na edição de agosto da revista "Astrophysical Journal".

A pesquisa mostra que grandes planetas, conhecidos como "super-Terras", têm atmosferas compostas muitas vezes por vapor e dióxido de carbono, com pequenas quantidades de outros gases que distinguiriam uma formação planetária de outra.

As "super-Terras" são planetas com mais massa que o nosso, porém menores que Netuno e feitos de rocha em vez de gás. Elas se localizam fora do nosso Sistema Solar, e por isso são conhecidas como exoplanetas ou planetas extrassolares.

O termo "super-Terra" faz referência apenas à massa do planeta e não à sua composição ou à possibilidade de ser um local habitável, de acordo com Bruce Fegley, professor de ciência planetária da Universidade de Washington.

Os planetas pesquisados teriam temperatura de superfície oscilando entre 270 e 1,7 milº C. Em comparação com a Terra, cuja temperatura média é de 15º C, são muito quentes.

Com a alta temperatura e outras características, é possível que esses planetas tenham a formação de monóxido de silício e que haja "chuvas" de pedras, por causa da condensação dos gases formadores de rochas.

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