sábado, 1 de setembro de 2012

NOSSOS CÁLCULOS - 2012 SETEMBRO

 

NOSSOS CÁLCULOS – 2012  SETEMBRO

LUA

Fenômeno

Dia

Hora (TU)

Nodo ascendente

20

13h55

Nodo descendente

07

02h11

Perigeu

19

02h53

Apogeu

07

06h01

Lua Nova

16

02h11

Quarto Crescente

22

19h41

Lua Cheia

30

03h19

Quarto Minguante

08

13h16

                       

EFEMÉRIDES DO SOL – 0hTU

data

dec

AR

longitude

distância

semidiâmetro

1/9/2012

8,21

10:42

358,40

1,009194

15,85

2/9/2012

7,84

10:45

358,39

1,008955

15,85

3/9/2012

7,48

10:49

358,37

1,008713

15,86

4/9/2012

7,11

10:53

358,35

1,008469

15,86

5/9/2012

6,74

10:56

358,34

1,008222

15,86

6/9/2012

6,37

11:00

358,32

1,007972

15,87

7/9/2012

5,99

11:03

358,31

1,007721

15,87

8/9/2012

5,62

11:07

358,29

1,007467

15,88

9/9/2012

5,24

11:11

358,28

1,007211

15,88

10/9/2012

4,86

11:14

358,26

1,006952

15,88

11/9/2012

4,48

11:18

358,25

1,006692

15,89

12/9/2012

4,10

11:21

358,24

1,006429

15,89

13/9/2012

3,72

11:25

358,22

1,006165

15,90

14/9/2012

3,34

11:29

358,21

1,005898

15,90

15/9/2012

2,95

11:32

358,20

1,005630

15,90

16/9/2012

2,57

11:36

358,19

1,005360

15,91

17/9/2012

2,18

11:39

358,18

1,005089

15,91

18/9/2012

1,79

11:43

358,17

1,004816

15,92

19/9/2012

1,41

11:47

358,16

1,004541

15,92

20/9/2012

1,02

11:50

358,15

1,004265

15,93

21/9/2012

0,63

11:54

358,14

1,003988

15,93

22/9/2012

0,24

11:57

358,13

1,003709

15,93

23/9/2012

-0,15

12:01

358,13

1,003430

15,94

24/9/2012

-0,54

12:04

358,12

1,003149

15,94

25/9/2012

-0,93

12:08

358,12

1,002867

15,95

26/9/2012

-1,32

12:12

358,11

1,002584

15,95

27/9/2012

-1,71

12:15

358,10

1,002301

15,96

28/9/2012

-2,10

12:19

358,10

1,002016

15,96

29/9/2012

-2,49

12:22

358,10

1,001731

15,97

30/9/2012

-2,87

12:26

358,09

1,001446

15,97

EFEMÉRIDES DA LUA – 0hTU

data

dec

AR

paralaxe

distância

frac disc

semidiam

1/9/2012

2,89

23:41

0,9349

390918,9252

0,9782

15,28

2/9/2012

7,35

00:29

0,9256

394842,9436

0,9381

15,13

3/9/2012

11,41

01:16

0,9173

398403,8426

0,8810

15,00

4/9/2012

14,91

02:04

0,9106

401320,8123

0,8100

14,89

5/9/2012

17,74

02:53

0,9061

403339,3916

0,7285

14,81

6/9/2012

19,79

03:42

0,9040

404256,1512

0,6397

14,78

7/9/2012

20,97

04:32

0,9047

403939,9405

0,5463

14,79

8/9/2012

21,22

05:23

0,9083

402348,6077

0,4511

14,85

9/9/2012

20,50

06:15

0,9147

399539,4732

0,3569

14,95

10/9/2012

18,82

07:06

0,9236

395672,0073

0,2664

15,10

11/9/2012

16,20

07:58

0,9347

391001,8504

0,1831

15,28

12/9/2012

12,74

08:49

0,9471

385865,4499

0,1107

15,48

13/9/2012

8,56

09:40

0,9601

380654,0611

0,0534

15,70

14/9/2012

3,84

10:32

0,9725

375776,1681

0,0154

15,90

15/9/2012

-1,20

11:24

0,9834

371610,3059

0,0002

16,08

16/9/2012

-6,26

12:17

0,9919

368455,5487

0,0103

16,22

17/9/2012

-11,04

13:13

0,9972

366491,5725

0,0465

16,30

18/9/2012

-15,20

14:10

0,9992

365760,3541

0,1074

16,33

19/9/2012

-18,42

15:09

0,9980

366175,7478

0,1898

16,32

20/9/2012

-20,44

16:10

0,9943

367557,8133

0,2886

16,25

21/9/2012

-21,14

17:11

0,9886

369680,6858

0,3979

16,16

22/9/2012

-20,48

18:11

0,9816

372319,8218

0,5113

16,05

23/9/2012

-18,59

19:09

0,9738

375287,0935

0,6226

15,92

24/9/2012

-15,66

20:05

0,9657

378447,9157

0,7263

15,79

25/9/2012

-11,95

20:59

0,9574

381720,2462

0,8177

15,65

26/9/2012

-7,70

21:49

0,9491

385059,2720

0,8931

15,52

27/9/2012

-3,16

22:39

0,9408

388433,8252

0,9495

15,38

28/9/2012

1,45

23:26

0,9328

391801,4960

0,9854

15,25

29/9/2012

5,92

00:14

0,9250

395088,9181

0,9997

15,12

30/9/2012

10,06

01:01

0,9178

398181,6313

0,9928

15,00

Equinócio de Primavera – 2012 setembro 22, às 14h50 TU

Para estes cálculos, foram utilizadas as equações contidas na obra intitulada "Astronomical Algorithms", de Jean Meeus – Willmann Bell, Inc.

Atenciosamente

Marco Aurélio Álvares da Silva - Pirassununga – SP – Brasil

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Scoperti milioni di buchi neri

Localizzazione dei milioni di buchi neri scoperti dal telescopio spaziale Wise (fonte: NASA/JPL-Caltech/UCLA)  
Localizzazione dei milioni di buchi neri scoperti dal telescopio spaziale Wise (fonte: NASA/JPL-Caltech/UCLA)
 
Strane galassie chiamate 'hot-Dog' (Hot Dust-Obscured Galaxies) e milioni di giganteschi buchi neri mai visti prima: sono i nuovi 'bizzarri' oggetti scoperti in alcune regioni di cielo distanti circa 10 miliardi di anni luce. Sono stati svelati per la prima volta dagli strumenti del telescopio spaziale Wise e descritti in tre differenti studi pubblicati sulle pagine della rivista Astrophysical Journal.

Scansionando l'intero cielo, osservandolo nella lunghezza d'onda dell'infrarosso, il telescopio spaziale Wise e' riuscito a completare nei primi due anni di attivita' due panoramiche complete e, dopo aver rilasciato questi dati gratuitamente agli astronomi di tutto il mondo per analizzarli, sono emersi, nascosti finora da immense nubi di polveri, milioni di oggetti sconosciuti. Sono cosi' venuti alla luce quasi 2 milioni di buchi neri super-massicci rimasti finora celati e migliaia di galassie estremamente brillanti ma 'avvolte' da una fitta polvere. Le galassie 'Hot-Dog' ospitano al centro buchi neri super-massivi e risultano avere una intensa e burrascosa attività da cui nascono continuamente nuove stelle.

Nel complesso queste galassie possono emettere 100 milioni di miliardi di volte la luce prodotta dal nostro Sole ma essendo avvolte da polveri solo una piccola parte di luce, in particolare infrarossa, e' in grado di superarne il filtro. "Queste polverose e cataclismatiche formazioni galattiche - ha spiegato Peter Eisenhardt, uno dei responsabili di Wise - sono così rare che, per trovarle, Wise ha dovuto scansionare l'intero cielo. Alcune osservazioni ci stanno facendo inoltre supporre che i buchi neri presenti al loro centro possano essersi formati prima ancora della maggior parte delle loro stelle. Come dire che l'uovo sia venuto prima della gallina".

www.ansa.it

Família e amigos dão adeus a Neil Armstrong em cerimônia particular

Funeral do primeiro homem a pisar na lua foi na cidade de Cincinnati.
Companheiros da missão Apollo 11 compareceram ao funeral.

Da AP

O primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong, em 1969. (Foto: Nasa) 
O primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong,em 1969. (Foto: Nasa)
 
Centenas de amigos e familiares do astronauta Neil Armstrong participaram nesta sexta-feira (31) de seu funeral na periferia de Cincinnati, no estado americano de Ohio, onde ele morava. O primeiro homem a pisar na Lua morreu no último sábado, aos 82 anos, após complicações enfrentadas em uma cirurgia cardíaca.
Astronautas contemporâneos de Armstrong compareceram à cerimônia, incluindo Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins. Os dois foram comandados por ele na missão Apollo 11, que levou o ser humano à Lua pela primeira vez, em 20 de julho de 1969.

O funeral incluiu também uma guarda cerimonial da Marinha. Caças da Marinha também sobrevoaram o local em homenagem a Armstrong, que foi piloto da corporação antes de se tornar astronauta, e lutou na Guerra da Coreia.

No dia 12 de setembro, uma cerimônia oficial será realizada na capital Washington, mas nenhum outro detalhe foi dado sobre o evento, e nem mesmo sobre o enterro em si. Armstrong era conhecido por evitar aparições públicas desde que voltou da Lua.

Michael Collins e Edwin 'Buzz' Aldrin no funeral de Neil Armstrong (Foto: AP Photo/NASA, Bill Ingalls) 
Michael Collins e Edwin 'Buzz' Aldrin no funeral de Neil Armstrong 
(Foto: AP Photo/NASA, Bill Ingalls)
 
“Ele era a personificação de tudo de tudo que essa nação representa”, afirmou Charles Bolden, diretor da Nasa. Segundo ele, o astronauta era um homem “incrivelmente humilde” e provavelmente não gostaria de receber toda a atenção que teve no funeral desta sexta.


“Ninguém que eu conheça teria aceitado o desafio e a responsabilidade que veio com ele com mais dignidade que Neil Armstrong”, afirmou Eugene Cernan, último homem a pisar na Lua, que visitou Armstrong dois meses atrás.

“Neil Armstrong foi provavelmente um dos caras mais humanos que já conheci na minha vida”, completou. Horas antes do funeral, Cernan, em parceria com James Lovell – outro ex-astronauta – lançou uma iniciativa para ajudar crianças no Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati, em homenagem a Armstrong.

Jim Lovell (esquerda) e Eugene Cernan lançaram um plano de apoio à saúde infantil em homenagem a Armstrong (Foto: AP Photo/Al Behrman) 
Jim Lovell (esquerda) e Eugene Cernan lançaram um plano de apoio à saúde infantil em homenagem a Armstrong (Foto: AP Photo/Al Behrman)

Busca por 'Terras' e a origem do Universo pautam encontro na China

Mais de dois mil astrônomos se reuniram por duas semanas em Pequim.
Supertelescópios, novas descobertas e observatórios solares foram temas.

Da EFE

Os avanços na busca das origens do Universo e dos planetas similares à Terra foram os principais assuntos discutidos na 28ª edição da Assembleia Geral da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), que termina nesta sexta-feira (31) em Pequim, na China.

Durante duas semanas, mais de dois mil astrônomos compartilharam seus descobrimentos e experiências nesse evento que começou em 1922 e ocorre a cada três anos. Nesta ocasião, foi sediado em um dos países que mais apostam na pesquisa espacial.

Os futuros observatórios solares, a construção de "supertelescópios" no Chile e no Havaí (EUA) e os avanços no descobrimento de objetos cada vez menores foram alguns dos temas mais abordados nas conferências.
Astronomia (Foto: Alexander F. Yuan/AP) 
Vice-presidente chinês, Xi Jinping, cumprimenta chefe da IAU, Robert Williams 
(Foto: Alexander F. Yuan/AP)
"Um dos objetivos é encontrar um planeta o mais similar possível com a Terra. Estão se descobrindo 'Jupíteres', mas podemos descobrir planetas menores", contou à Agência Efe David Montes, astrofísico da Universidade Complutense de Madri, na Espanha, e um dos participantes da assembleia.

Nesta 28ª edição da assembleia, os astrônomos também anunciaram um importante descobrimento, o do primeiro sistema multiplanetário e circumbinário (dois planetas orbitando ao redor de dois sóis), batizado de Kepler-47 e situado na constelação do Cisne da Via Láctea, há 5 mil anos-luz da Terra.

A China, uma nação que durante séculos foi uma das mais avançadas em astronomia (na previsão de eclipses e na observação de supernovas, que os chineses chamavam de "convidadas"), tem uma grande intenção de colaborar com a procura dessa nova "Terra", já que possui telescópios e observatórios na Antártica.

O país também tem um programa de missões tripuladas e a intenção de construir seu próprio telescópio solar e de aumentar o potencial de seus observatórios no Polo Sul.

"Agora, a China tem tanta capacidade em ciência, que praticamente se iguala a todos os projetos europeus e americanos", afirmou Valentín Martínez Pillet, coordenador de projetos do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias, que pertencem à Espanha.

Segundo Pillet, se os chineses se esforçarem em torno dos mesmos objetivos da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA), será possível obter mais dados, o que "seria estupendo".

Outra linha de pesquisa muito viva na astrofísica atual é sobre a origem do Universo: o "Bing Bang" já não é um mistério, mas ainda não há um consenso sobre o que se passou desde aquela grande explosão até o Universo atual.

"Graças a uma nova câmara instalada no telescópio espacial, há dois ou três anos, estamos começando a analisar como se formaram os primeiros objetos, descobrindo que eram muito menores que o tamanho das galáxias atuais", explicou Ignacio Trujillo, também cientista do Observatório Astrofísico das Ilhas Canárias.

"Tínhamos visto a explosão do 'Big Bang' com a radiação de fundo, mas nos faltava unir esses períodos primitivos até o Universo próximo", declarou o especialista, que ressaltou que outro desafio é ver qual vai a ser o futuro do telescópio das Canárias, o maior atualmente. No entanto, em dez anos, ele deve ser superado pelos do Chile e do Havaí.

Os chineses, de fato, poderiam ter interesse em usar o arquipélago espanhol para seus projetos paralelos aos programas internacionais. "Uma possibilidade é de que países como China e Índia, que estão investindo muito dinheiro agora, decidam pôr nas Canárias um telescópio com essas mesmas características", explicou Trujillo.

Em relação à vida em outros planetas, essa não parece ser uma grande obsessão dos cientistas, sendo que alguns, como o Nobel de Física de 2011, Brian Schmidt, dizem que talvez seja melhor nem buscá-la.

"Provavelmente, não é o mais inteligente dizer aos alienígenas onde estamos, já que um encontro com eles poderia não ser muito agradável", assinalou o cientista na assembleia, enquanto Martínez Pillet afirmou que progressos nesse sentido são inevitáveis.

"Esses avanços serão alcançados em alguma missão que será lançada não antes de 2030 e 2040. Nesse período de 10 anos, é possível que a Nasa e a ESA lancem uma missão que permita encontrar moléculas orgânicas na atmosfera de outros planetas", completou.

Telescópio da Nasa capta superbolha brilhante a 160 mil anos-luz da Terra

Estrelas ficam dentro de nebulosa na galáxia Grande Nuvem de Magalhães.
Imagem foi feita há dez e montada agora com três registros diferentes.

Do G1, em São Paulo

O telescópio de raio-X Chandra, da agência espacial americana (Nasa), detectou uma "superbolha" brilhante a 160 mil anos-luz da Terra. O registro foi feito há dez anos, durante mais de 5 horas, e divulgado nesta quinta-feira (30) após a união de três registros diferentes.

Trata-se do aglomerado de estrelas NGC 1929, localizado dentro da nebulosa N44, na galáxia-anã Grande Nuvem de Magalhães, vizinha da nossa Via Láctea.

As estrelas jovens e massivas desse aglomerado produzem uma intensa radiação e expulsam matéria em alta velocidade, o que as faz explodir rapidamente como supernovas – explosões estelares muito violentas, resultantes da morte de uma estrela.

Nebulosa (Foto: Nasa/CXC/U.Mich./S.Oey, IR: Nasa/JPL, Optical: ESO/WFI/2.2-m) 
Aglomerado de estrelas fica em nebulosa
 (Foto: Nasa/CXC/U.Mich./S.Oey, IR: Nasa/JPL, Optical: ESO/WFI)
 
A imagem acima é composta por três capturas diferentes, representadas pelas cores azul, vermelho e amarelo.

Em azul, o Chandra flagrou o vento proveniente desses astros e o choque das supernovas que esculpem superbolhas no gás. Em vermelho, estão dados infravermelhos, que mostram a poeira e um gás mais frio. Jás as informações em amarelo foram obtidas por luz óptica – feitas pelo telescópio Max-Planck, do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile –, que revelam onde a radiação ultravioleta faz o gás brilhar.
Esta é a primeira vez que os dados obtidos foram suficientes para distinguir as diferentes fontes de raios-X produzidas pelas superbolhas. O estudo foi liderado pela Universidade de Michigan, nos EUA. Também participaram a Universidade Johns Hopkins, em Maryland, a Universidade de Illinois e o Instituto de Astronomia da Universidade Nacional Autônoma do México.

O programa Chandra é gerenciado pelo Centro de Voos Espaciais Marshall, em Huntsville, no Alabama. O Observatório de Astrofísica Smithsonian controla as operações científicas e de voo do telescópio em Cambridge, Massachusetts.

Lua azul

Quem costuma fuçar os calendários durante o ano – no meu caso, atrás dos feriados – deve ter notado que o mês de agosto terá duas Luas cheias. A primeira foi logo no dia 2 e a segunda vai ser no dia 31. Esta segunda Lua cheia em um mês é chamada de “Lua azul”. Mas por quê?

A expressão “Lua azul” tem sido usada há pelo menos 400 anos, mas não como sendo a segunda Lua cheia do mês. Este significado nasceu de um erro ocorrido em 1946 e se tornou popular nos últimos 20 anos. Já vi muita gente graúda dizendo que este hábito remonta aos fenícios ou egípcios, mas é pura bobagem.



Veremos o porquê.
No século 16, dizer que a Lua era azul significava exprimir algum tipo de exagero. Dizia-se: “fulano é tão desligado que diria que a Lua é azul!” Esse conceito levou a outra expressão que indicava uma probabilidade bem remota de algo acontecer. Por exemplo, no século 18, dizia-se: “eu pagarei minha dívida com você quando a Lua estiver azul”.

Apesar de parecer muito estranho, já houve algumas vezes em que a Lua realmente se tornou azul no céu. Em 1883, quando o vulcão Krakatoa explodiu na Indonésia, a atmosfera ficou carregada por partículas de poeira que fizeram o pôr do Sol ficar esverdeado e deixaram a Lua azul no mundo todo por quase dois anos. Sempre que há uma grande quantidade de poeira na atmosfera, esse efeito se repete. Foi assim em 1927, na Índia, quando uma tempestade depois de uma enorme seca levantou toneladas de poeira na atmosfera. Ou em 1951, quando um enorme incêndio florestal no Canadá lançou uma quantidade de cinzas que deixou a Lua azul.

Em tempos mais modernos a expressão Lua azul se tornou um sinônimo de coisa rara, mas também de tristeza. Várias músicas usam esta expressão para associar tristeza e solidão, basta checar algumas músicas de Elvis Presley.

Já no final dos anos 1980, nos EUA, a expressão “Lua azul” se tornou moda. Foi uma febre que deu nome a milhares de restaurantes e mostras de arte no país. Quem for do meu tempo vai se lembrar daquela série de TV com a Cybill Shepherd e o Bruce Willis em começo de carreira, que no Brasil se chamava “A Gata e o Rato”. Eles tinham uma agência de investigação particular que se chamava “Blue Moon” (literalmente, “Lua azul”) e o nome original da série era “Moonlighting” (expressão que significa “segundo emprego” e faz um trocadilho com a palavra “luar”).

Já a partir desta época, Lua azul também significava uma segunda Lua cheia em um mesmo mês. Mas nem sempre foi assim.

Esse é um daqueles casos em que uma definição nasce de um erro. A definição de Lua azul aparece em um livro chamado “Almanaque do Fazendeiro do Maine” nas edições anuais entre 1819 e 1962. Em nenhum destes exemplares a definição é esta que conhecemos. A definição que aparece neste almanaque é bem diferente e tem mais a ver com as estações do ano, do que com os meses. É assim: “Em primeiro lugar considera-se o ano tropical, aquele que começa em um solstício de inverno (mais ou menos no dia 21 de dezembro para o Hemisfério Norte) e vai até o solstício de inverno seguinte. A maioria dos anos tropicais consegue conter 12 Luas cheias, três em cada estação do ano. Cada uma delas tem um nome específico para a atividade humana da época. Ocasionalmente, temos um ano tropical com 13 Luas cheias, o que significa que uma das estações do ano deverá ter quatro delas, ao invés de três. Nesta estação com quatro Luas cheias, a terceira a acontecer é chamada de Lua azul”, diz o almanaque.

Essa definição começou a se moldar em julho de 1943 em uma coluna de perguntas e respostas da revista Sky & Telescope nos EUA. Laurence J. Lafleur citou o fato de ocasionalmente haver 13 Luas cheias em um ano, mas não disse que se tratava de um ano tropical. Ainda assim, ele não falou nada de duas Luas cheias em um mesmo mês. Mas a vaca foi para o brejo mesmo em março de 1946. Na página 3 da edição deste mês, James Pruett, um astrônomo amador que escrevia costumeiramente para a revista, em um especial sobre meteoros, resolveu falar sobre Luas azuis. Ele repetiu uma conclusão do tal almanaque, que dizia que: “Em 19 anos, sete vezes aconteceu (e ainda acontece) de haver 13 Luas cheias em um ano. Isto dá 11 meses com uma Lua cheia em cada um e um mês com duas”. Mas concluiu erroneamente: “esta segunda Lua cheia do mês, assim eu interpreto, foi chamada de Lua azul.”

Talvez por ser mais fácil de se entender, a própria revista encampou esta nova definição e passou a tratar a Lua azul desta maneira em suas páginas. Na década de 1980, a onda se espalhou e agora não tem mais volta.

Isto não é uma coisa ruim de todo, quantas pessoas aí não acharam que o novo milênio começava em primeiro de janeiro de 2000? Este erro tem sim implicações mais práticas do que confundir uma Lua cheia. Entretanto, uma diferença fundamental pode ser notada das definições. Pelo almanaque, uma Lua azul pode ocorrer em qualquer mês do ano, basta ser a terceira Lua cheia da estação. Pela definição da revista, não é possível que ocorra uma Lua azul em fevereiro e os meses de 31 dias são os mais prováveis de ter uma Lua azul. Isto porque o intervalo de tempo entre duas Luas cheias consecutivas – uma lunação – é de 29 dias – e uns quebrados. Como fevereiro não pode ter mais que 29 dias, não tem jeito.

A Lua azul deste dia 31 de agosto é muito especial. Ela vai acontecer no mesmo dia do enterro de Neil Armstrong, o primeiro ser humano a dar o primeiro passo na Lua – com o pé esquerdo. Será uma boa oportunidade para render uma homenagem a ele. Basta se lembrar de ver a Lua cheia azul, lembrar-se de Armstrong e dar uma piscadela.

http://g1.globo.com/platb/observatoriog1/2012/08/31/lua-azul/

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Astrônomo amador descobre explosão estrelar por acaso

Irlandês havia descoberto outra supernova a partir de seu quintal, em 2010.

Da BBC

Supernova (Foto: BBC) 
Supernova (Foto: BBC)
 
Menos de dois anos após descobrir uma explosão estrelar, evento chamado de supernova, um astrônomo amador avistou uma segunda explosão, as únicas já descobertas na Irlanda.

O desenvolvedor de software Dave Grennan, de 41 anos, estava vendo o céu com um telescópio a partir de seu jardim em Dublin, quando presenciou o espetáculo, na noite de 22 de agosto.

"Levei o maior susto da minha vida. Já ia dormir e, ao examinar a última foto, quase caí da cadeira. Sabia exatamente o que era, que não se tratava de sujeira na minha câmera, mas de uma supernova", disse ele.

Grennan afirmou que passou as horas seguintes examinando os dados e checando se mais alguém no mundo havia relatado o fenômeno. Ele então contatou a União Astronômica Internacional, que reconheceu e catalogou a descoberta.

"Fiquei muito animado de descobrir algo que não havia sido relatado em nenhum local do mundo antes" disse.

Neil Armstrong
Grennan dedicou a descoberta ao astronauta Neil Armstrong, que morreu no sábado (25), e explica que ela não pode ser batizada com o nome do americano, já que "apenas objetos permanentes recebem nomes".

Segundo explica o astrônomo amador, "a explosão pode ser vista por alguns meses e depois desaparece".

A supernova descoberta foi a de uma estrela cem vezes maior que o Sol ocorrida em outra galáxia, chamada IC2 166. O astro tornou-se grande demais e não suportou seu próprio peso, segundo especialistas. A explosão aconteceu há 123 milhões de anos-luz.

"Isso significa que levou mais de 120 milhões de anos para a luz da explosão viajar pelas profundezas do universo até o nosso planeta. É como olhar diretamente para o passado", disse.

O desenvolvedor de software já havia descoberto outra supernova em setembro de 2010, usando o mesmo telescópio.

Há quatro anos, ele descobriu também um pequeno asteroide, de apenas 3 metros de diâmetro, batizado com o nome de sua mãe, Catherine Griffin, que encorajou seu interesse pelas estrelas quando criança.

Astrônomos acham açúcar ao redor de estrela jovem pela primeira vez

Do G1, em São Paulo

Um time internacional de astrônomos detectou, pela primeira vez, moléculas de açúcar ao redor de uma estrela jovem, informou nesta quarta-feira (29) o Observatório Europeu do Sul (ESO). A descoberta foi feita pelo telescópio Alma, localizado a 5 mil metros de altura no deserto do Atacama, no Chile.

Açúcar espaço (Foto: NASA/JPL-Caltech/WISE Team ) 
A estrela IRAS 16293-2422 fica na nebulosa escura Rho Ophiuchi, na constelação do Serpentário, vista na imagem com luz infravermelha por outro telescópio, o Wise, da Nasa (Foto: NASA/JPL-Caltech/WISE Team )
 
Os resultados aparecem na revista científica "Astrophysical Journal Letters" e mostram que os blocos de "glicoaldeído", um tipo simples de açúcar – com a fórmula química C2H4O2 –, estavam no disco de gás e poeira que circunda a estrela IRAS 16293-2422.

O astro fica na constelação do Serpentário, a cerca de 400 anos-luz de distância da Terra, o que é considerado "próximo" na escala do Universo. Ele tem massa semelhante à do Sol e pertence a um sistema binário, ou seja, onde há duas estrelas orbitando um centro comum.

Açúcar espaço (Foto: ESO/L. Calçada & NASA/JPL-Caltech/WISE Team) 
 
Moléculas de açúcar foram achadas na região que fica onde está indicado o detalhe, à esquerda (Foto: ESO/L. Calçada & Nasa/JPL-Caltech/WISE Team)
 
Segundo os cientistas, o açúcar encontrado estava no local e na altura certos para serem incluídos na formação dos planetas desse sistema. Além disso, as moléculas se movimentavam na direção correta, caindo sobre um dos astros.

O glicoaldeído já havia sido observado anteriormente no espaço entre as estrelas, mas nunca tão perto de um corpo do tipo solar, a uma distância equivalente entre Urano e o Sol.

Segundo o principal autor do artigo, Jes Jørgensen, do Instituto Niels Bohr, na Dinamarca, essa forma de açúcar não é muito diferente da que usamos para adoçar o café, por exemplo. Moléculas assim são um dos ingredientes necessários para a formação do RNA, composto orgânico que está ligado ao DNA e é um dos elementos essenciais à vida.

Açúcar (Foto: ESO/NAOJ/NRAO/L. Calçada) 
Glicoaldeído foi descoberto ao redor de nuvem de gás e poeira de estrela. Os átomos de carbono aparecem em cinza, os de oxigênio em vermelho e os de hidrogênio em branco (Foto: ESO/NAOJ/NRAO/L. Calçada)
 
"A grande questão é: qual a complexidade que essas moléculas podem atingir antes de serem incorporadas em novos planetas? Isso pode nos dizer algo sobre como a vida aparece em outros locais, e as observações do Alma são vitais para desvendar esse mistério", diz Jørgensen.

Astrônomos descobrem sistema planetário com duas estrelas

Do G1, em São Paulo

Astrônomos anunciaram nesta terça-feira (28) a descoberta de um sistema planetário situado ao redor de duas estrelas. Foi a primeira vez que duas estrelas e dois planetas foram registrados no mesmo sistema.

Ilustração do sistema visto das proximidades de um dos planetas (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle) 
lustração do sistema visto das proximidades de um dos planetas 
(Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)
 
 
Em 2011, uma pesquisa já tinha mostrado pela primeira vez um planeta que orbita duas estrelas. Ele foi comparado a Tatooine, planeta fictício da série “Guerra nas Estrelas”, que também tinha essa característica.

O que é inédito na atual pesquisa, apresentada na Assembleia Geral da União Astronômica Internacional e na revista “Science”, é que o “Tatooine” em questão tem um planeta vizinho no mesmo sistema, como Marte é em relação à Terra.

O conjunto de duas estrelas é conhecido na astronomia como “estrela binária”. Essa recebeu o nome de Kepler-47, pois foi descoberta pela sonda Kepler, da Nasa. A maior das estrelas tem aproximadamente a mesma massa do Sol, enquanto a menor tem apenas um terço do tamanho.

Nenhum dos dois planetas identificados tem condições de abrigar vida. Um deles é cerca de três vezes maior que a Terra, mas fica perto demais da estrela binária e não poderia ter água em estado líquido. O outro fica na chamada zona habitável, onde as temperaturas permitiriam a existência de vida, mas é grande demais para isso – tem o tamanho aproximado de Urano, cerca de 4,6 vezes o tamanho da Terra.

Na série 'Guerra nas estrelas', Tatooine serve de lar para Luke Skywalker. (Foto: Divulgação) 
Na série 'Guerra nas Estrelas', Tatooine serve de lar para Luke Skywalker. 
(Foto: Divulgação)

Do G1, em São Paulo

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