quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Astrônomos descobrem cinturão de asteroides em torno da estrela Vega

Descoberta sugere existência de planetas orbitando ao redor da estrela.
Cinturão foi detectado pelos telescópios Spitzer e Herschel.

Do G1, em São Paulo

Aneis de fragmentos de rochas ao redor de vegas (Foto: Divulgação/Nasa) 
Ilustração mostrsa anéis de fragmentos de rochas ao redor de Vegas
 (Foto: Divulgação/Nasa)
 
Astrônomos detectaram evidências da existência de um cinturão de asteroides ao redor da estrela Vega – a segunda estrela mais brilhante no céu noturno do norte. Os cientistas utilizaram dados do Telescópio Spitzer, da Nasa, e do Telescópio Herschel, da Agência Espacial Europeia.

A descoberta de um cinturão de asteroides torna a estrela semelhante a outra, chamada Fomalhaut. Os dados são consistentes quanto ao fato de as duas estrelas terem no interior de seus sistemas cinturões quentes e, no exterior, cinturões frios, separados por um espaço. Esta estrutura é semelhante à do nosso próprio sistema solar.

Mas, o que está mantendo o espaço entre os cinturões quentes e frios em torno de Vega e Fomalhaut? Os resultados dos estudos sugerem que ele é sustentado por vários planetas.

O cinturão de asteroides do nosso sistema solar, que fica entre Marte e Júpiter, é mantido pela gravidade dos planetas terrestres (aqueles formados principalmente por rochas e metais) e por planetas gigantes (compostos majoritariamente de gás). O mesmo acontece com o Cinturão de Kuiper, que é sustentado por planetas gigantes.

“Nossas descobertas recentes mostram que sistemas com múltiplos planetas são comuns, para além do nosso sistema solar”, afirmou Kate Su, astrônoma do Observatório da Universidade do Arizona.

Tanto os cinturões internos quanto os externos de Vega e Fomalhaut contêm mais asteroides do que os cinturões do nosso Sistema Solar. Isso acontece por duas razões. A primeira delas é que ambas as estrelas são muito mais jovens do que a nossa, e elas ainda terão dezenas de milhões de anos a mais para “limpar a casa”. Além disso, ambos os sistemas foram formados por uma nuvem de gás e poeira mais sólida do que aquela que formou nosso Sistema Solar.

O espaço entre os cinturões interno e externo para Vega e Fomalhaut também corresponde à distância entre o nosso cinturão de asteroides e o Cinturão de Kuiper. Pela largura, é bastante provável que existam vários planetas, do tamanho de Júpiter ou menores, criando uma zona livre de poeira entre os dois cinturões.

Para os astrônomos da Nasa, esses planetas não permanecerão escondidos por muito tempo. Eles acreditam que, em breve, os corpos celestes serão descobertos pelos telescópios.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Italiana foto satellitare piu' bella della Terra


La foto di Erica Cova 
 La foto di Erica Cova
 
 
La 'sua' fotografia della Terra e' stata scelta come l'immagine satellitare piu' rappresentativa del 2012. La soddisfazione e' di Erica Cova, previsore di MeteoTrentino, il servizio provinciale, ed esperta di analisi delle immagini satellitari, che ha vinto il concorso bandito dall'Eumetsat (European Organisation for the Exploitation of Meteorological Satellites ) ovvero l'ente che gestisce i satelliti meteorologici europei. L'immagine selezionata e' stata scelta per l'homepage natalizia del sito, come l'immagine satellitare rappresentativa dell'anno appena trascorso.

Realizzata grazie ai dati trasmessi dal satellite Meteosat-9 in orbita geostazionaria attorno alla Terra a una quota di 36.000 km, e' una composizione di tre canali in tre diverse bande di frequenze nel visibile. Questa composizione permette di distinguere la presenza di vegetazione al suolo e la quota delle formazioni nuvolose: le nuvole piu' basse e calde composte da acqua appaiono bianche, mentre quelle a quote piu' elevate composte principalmente da cristalli di ghiaccio vengono indicate in azzurro.

L'immagine si riferisce al 22 settembre 2012 e mostra la Terra illuminata a meta' durante l'equinozio d'autunno. 

www.ansa.it

Asteroide Apophis se aproxima da Terra na quarta sem oferecer perigo

Corpo celeste deve passar a 14,4 milhões de quilômetros da Terra.
Descoberto em 2004, objeto tem 270 metros de diâmetro.

Do G1, com informações da AFP

Asteróide Apophis passa pela Terra sem oferecer perigo nesta quarta-feira (Foto: HO / NASA/JPL UH/IA / AFP) 
Probabilidade de asteroide colidir com a Terra em 2036 é de 1 em 250 mil.
(Foto: HO / NASA/JPL UH/IA / AFP)
 
O asteroide Apophis, que deve passar rente à Terra em 2029 e pode eventualmente atingi-la em 2036, se aproxima do planeta nesta quarta-feira (9). De acordo com as previsões dos astrônomos, o corpo celeste irá passar a 14,4 milhões de quilômetros da Terra.

Num primeiro momento, os cientistas avaliaram em 2,7% (uma em 45) a probabilidade de uma colisão catastrófica com a Terra em 2029. Descoberto em 2004, o asteroide tem 270 metros de diâmetro, o equivalente a três campos de futebol. O nome Apophis foi inspirado em um demônio da mitologia egípcia.

No entanto, novos cálculos feitos pela NASA em 2009, após um sobrevoo perto do asteroide, preveem a passagem de Apophis a 22.208 quilômetros da Terra no dia 13 de abril de 2029. Trata-se da menor distância observada nos tempos modernos.

Já a chance de colisão com a Terra em 2036 é de 1 em 250 mil, de acordo com novos cálculos realizados por Steve Chesley e Paul Chodas, do Jet Propulsion Laboratory (Laboratório de Propulsão a Jato) da NASA, em Pasadena, na Califórnia, com base em novas técnicas de análise de dados. A estimativa anterior falava em 1 em 45 mil.

Grande parte dos novos dados que permitiram recalcular a órbita do Apophis foi obtida a partir de observações feitas pelo astrônomo Dave Tholen e sua equipe, no Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí.

A passagem do asteroide na quarta-feira pode ser acompanhada em tempo real pelo site slooh.com.

Jornal compara estrela de nêutrons e máscara de 'O Fantasma da Ópera'

Pulsar está a mil anos-luz da Terra e foi registrado por telescópio da Nasa.
Estrela gira em torno de si mais rápido que as hélices de um helicóptero.

Do G1, em São Paulo

A agência espacial americana (Nasa) divulgou a imagem de uma estrela de nêutrons captada por um telescópio espacial de raios-X. Segundo o jornal britânico "Daily Mail", o corpo celeste se assemelha à máscara usada na peça de teatro "O Fantasma da Ópera".

A estrela de nêutrons Vela, também classificada como um pulsar, emite jatos de partículas de alta energia conforme gira. A cena foi captada pelo telescópio Chandra, da Nasa, e divulgada nesta terça-feira (8).

Imagem mostra estrela de nêutrons; no detalhe, máscara eternizada na peça de teatro (Foto: Divulgação/Nasa/Reuters/"The Phantom of the Opera") 
Imagem mostra estrela de nêutrons; no detalhe, máscara eternizada na peça de teatro 
(Foto: Divulgação/Nasa/Reuters/"The Phantom of the Opera")
 
A estrela de nêutrons está localizada a cerca de mil anos-luz da Terra, e faz mais de 11 rotações por segundo em torno de si mesmo, girando mais rápido que as hélices de um helicóptero, de acordo com o "Daily Mail".

Conforme o pulsar gira, ele emite jatos de partículas que viajam a cerca de 70% do valor da velocidade da luz, dizem agências internacionais. Há cerca de 10 mil anos, o corpo celeste tornou-se uma supernova, e então entrou em colapso, dando origem à estrela de nêutrons.

Além do jato de partículas, uma nuvem de gás quente envolve o pulsar, dando a forma "misteriosa" da máscara, de acordo com o "Daily Mail".

Descoberta 'triplica' número de exocometas conhecidos

Dupla de astrônomos americanos anunciou identificação de sete novos cometas fora do Sistema Solar; até então, apenas quatro eram conhecidos.

Da BBC

A descoberta de um novo grupo de cometas que orbitam estrelas distantes, anunciada na reunião semestral da Sociedade Astronômica Americana, quase triplica o número desses corpos celestes conhecidos.

O primeiro chamado "exocometa" foi descoberto em 1987, mas desde então apenas mais três haviam sido encontrados. Mas no encontro realizado desta semana na Califórnia o astrônomo americano Barry Welsh deu detalhes sobre mais sete desses cometas.

A possibilidade de provar que os cometas são comuns no universo tem implicações sobre seu possível papel de levar água ou até mesmo partículas que podem gerar vida aos planetas.

Corpos celestes como o Cometa Halley, que faz um caminho longo e elíptico, passando perto do Sol a cada 75 anos, são conhecidos pelas longas 'caudas' de gás e detritos que aparecem quando eles se aproximam de suas estrelas hospedeiras.

Foram essas caudas que Welsh e sua colaboradora Sharon Montgomery mediram, usando imagens do observatório McDonald, no Texas. As caudas dos exocometas absorvem uma pequena fração da luz de suas estrelas hospedeiras - e a absorção muda com o tempo, conforme os cometas aceleram ou desaceleram.

Com uma observação paciente, a dupla verificou a existência de sete novos cometas de fora do Sistema Solar.
 
Astrônomos veem cometas como potenciais transportadores de água ou vida (Foto: Nasa/BBC) 
Astrônomos veem cometas como potenciais transportadores de água ou vida 
(Foto: Nasa/BBC)
 
'Sobras'
No nosso Sistema Solar, muitos cometas vêm do cinturão de Kuiper, um disco de detritos localizado além da órbita de Netuno, e da nuvem de Oort, um disco de detritos ainda maior e mais distante. Welsh explicou que esses discos são 'sobras' características da formação de planetas. "Imagine um 'canteiro de obras cósmico' onde a construção já terminou - os planetas", disse ele à BBC.

"Estamos olhando o que sobrou - os tijolos, o concreto, os pregos - os discos de detritos têm cometas, planetesimais (pequenos corpos celestes gerados com a aglutinação de poeira cósmica) e asteroides", explica.

Mas algo precisa perturbar a órbita dos cometas para colocá-los na direção de sua estrela hospedeira. Apesar de colisões entre cometas serem capazes disso, acredita-se que a gravidade dos planetas próximos fazem esse trabalho.

De fato, em 1987, quando o primeiro exocometa foi observado em torno da estrela Beta Pictoris, surgiu a hipótese de que um planeta podia ser responsável por sua órbita, e em 2009 um planeta gigante foi encontrado por lá.
 
Primeiro exocometa foi identificado em 1987 na órbita da estrela Beta Pictoris (Foto: Nasa/BBC) 
Primeiro exocometa foi identificado em 1987 na órbita da estrela Beta Pictoris (Foto: Nasa/BBC)

Nos últimos anos tem havido um foco maior sobre os exoplanetas (planetas de fora do Sistema Solar), com o anúncio na segunda-feira de 461 novos candidatos a serem reconhecidos como planetas e a possibilidade da existência de bilhões desses planetas com tamanho semelhante à Terra.

O novo estudo ajuda a esclarecer a relação entre esses planetas e os discos de detritos de seus locais de origem. Isso pode ajudar também a compreensão da formação do nosso próprio Sistema Solar.

"Parece que o processo de construção de planetas é muito semelhante em muitos casos, e para provar isso você precisa olhar não somente o produto final, mas também as coisas das quais eles são feitos", observa Welsh.

A descoberta de mais e mais cometas também aumenta a possibilidade de que cometas tenham um papel importante no transporte de materiais. "Há duas teorias: uma é de que os cometas antigos no nosso Sistema Solar levaram gelo aos planetas e que esse gelo derreteu e formou os oceanos", relata Welsh.

"A outra, talvez um pouco mais rebuscada, é que as moléculas orgânicas nos cometas eram as sementes da vida nos planetas. E se os cometas são tão comuns em todos os sistemas planetários, então talvez a vida também seja", diz.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Astrônomos desvendam enigma na constelação de Centaurus

Hubble identificou galáxias que aparentavam ter mesma distância da Terra.
Após estudo, astrônomos descobriram que se tratava de uma galáxia-anã.

Do G1, em São Paulo

O telescópio Hubble, operado pela agência espacial americana Nasa, detectou uma imagem da constelação de Centaurus que intrigou os astrônomos. A foto mostra duas galáxias que aparentam estar à mesma distância da Terra.

O fato chamou a atenção dos pesquisadores da Nasa: se as duas galáxias estão à mesma distância do planeta, deveria haver sinais de interações entre elas. No entanto, não foi detectado qualquer sinal visual de influência de uma na outra.

A NGC 5011B (à direita na foto) é uma galáxia espiral pertencente à constelação de Centaurus, localizada a 156 milhões de anos-luz de distância da Terra.

Já a NGC 5011C (galáxia no centro da imagem) é um corpo celeste peculiar. Por muito tempo, ela foi considerada como parte do distante aglomerado de galáxias, mas agora os astrônomos identificaram nela características típicas de uma galáxia-anã e o tamanho de uma espiral precoce.

Para resolver o problema, os astrônomos estudaram a velocidade com que as galáxias estão se afastando da Via Láctea e descobriram que NGC 5011C está se afastando mais lentamente do que sua vizinha aparente. Além disso, seu movimento é compatível com o da vizinha Centaurus A, a 13 milhões de anos-luz de distância da Terra.

Após analisar o fenômeno, a agência espacial concluiu que a NGC 5011C não pertence ao distante complexo de galáxias Centaurus, como se acreditava anteriormente. Na verdade, ela é uma galáxia-anã, com apenas cerca de dez milhões de vezes a massa do sol em suas estrelas.

Hubble mostra imagem de duas galáxias que aparentam estar a mesma distância da Terra (Foto: ESA/Nasa) 
As galáxias NGC 5011B (à direita) e NGC 5011C (acima no centro) aparentavam estar a mesma distância da Terra (Foto: ESA/Nasa)

sábado, 5 de janeiro de 2013

Apophis si avvicina alla Terra

Il 9 gennaio l'asteroide passerà alla distanza di 15 milioni di chilometri


Immagine dell’asteroide Apophis catturata dall’Italia mediante uno dei telescopi del progetto Virtual Telescope (fonte: Gianluca Masi, Francesca Nocentini) 
 Immagine dell’asteroide Apophis catturata dall’Italia mediante uno dei telescopi del progetto Virtual Telescope (fonte: Gianluca Masi, Francesca Nocentini)
 
L’asteroide Apophis prosegue la sua corsa e si avvicina al nostro pianeta. Il 9 gennaio alle 12:43, ore italiane, l'asteroide raggiungerà la distanza minima di 15 milioni di chilometri dalla Terra, ma senza alcun rischio di collisione. “Si tratta di una distanza di tutta sicurezza”, commenta l'astrofisico Gianluca Masi, curatore scientifico del Planetario di Roma e responsabile del Virtual Telescope. ''Va notato però - agggiunge - che prima del 2029, anno del passaggio record, Apophis non arriverà più così vicino a noi''.

Questa enorme roccia vagante, larga circa 300 metri, venne scoperta il 19 giugno del 2004 dal Kitt Peak National Observatory dell’Arizona e già all’epoca venne stimato che si sarebbero successivamente verificati altri tre incontri ravvicinati. Oltre al passaggio di questi giorni, Apophis tornerà a visitare la Terra nel 2029, quando passera' alla distanza di a circa 35 mila chilometri, e poi nel 2036.

Sulla base dei dati scientifici che verranno raccolti nell’imminente avvicinamento dell’asteroide, sarà possibile calcolare con più precisione sia la traiettoria del 2029 che le probabilità d’impatto con la Terra nell’avvicinamento del 2036, oggi considerate molto basse.

www.ansa.it

Sonda da Nasa flagra erupção solar com 20 vezes o diâmetro da Terra

Evento ocorreu no dia 31 de dezembro e teve duração de quatro horas.
Fenômeno se estendeu por mais de 257 mil quilômetros fora do Sol.

Do G1, em São Paulo

Uma sonda da agência espacial americana (Nasa) captou uma erupção solar de "pequenas proporções" com 20 vezes o diâmetro da Terra. O evento ocorreu nesta segunda-feira (31) e durou quatro horas.

Abaixo, aparece uma imagem em escala do nosso planeta, para dar uma noção do tamanho da erupção solar, que se estendeu por mais de 257 mil quilômetros além do Sol.

Erupção solar (Foto: Nasa/SDO/Steele Hill) 
Erupção solar registrada na segunda é comparada acima ao tamanho da Terra 
(Foto: Nasa/SDO/Steele Hill)
 
Como identificou a sonda Solar Dynamics Observatory em luz ultravioleta extrema, forças magnéticas impulsionaram o fluxo de plasma do Sol, mas sem força suficiente para vencer a gravidade, razão pela qual a maioria do plasma caiu novamente sobre a estrela.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Stelle e pianeti crescono all'unisono

Rappresentazione artistica del disco di polveri e gas che circonda la stella HD 142527, con i flussi di gas che alimentano la stella (fonte: ALMA-ESO/NAOJ/NRAO)/M. Kornmesser-ESO)   
 Rappresentazione artistica del disco di polveri e gas che circonda la stella HD 142527, con i flussi di gas che alimentano la stella (fonte: ALMA-ESO/NAOJ/NRAO)/M. Kornmesser-ESO) 
 
Stelle e pianeti crescono all'unisono: i secondi aiutano le prime 'nutrendole'. E' quanto ha scoperto uno studio pubblicato sulla rivista Nature. E' quanto ha scoperto lo studio pubblicato sulla rivista Nature da un gruppo di ricerca internazionale coordinato da Simon Casassus, dell'università del Cile. La scoperta è stata possibile grazie al telescopio Alma (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) sulle Ande cilene, al quale l'Italia partecipa attraverso l'Osservatorio Europeo Meridionale (Eso) e con la Thales Alenia Space, che ha realizzato parti delle antenne.

Per la prima volta è stata osservata una fase affascinante della formazione stellare: quella nella quale i pianeti in formazione intorno ad una stella giovane, aiutano la loro stella a continuare a crescere.

Il risultato risolve un mistero di lunga data e siega come una stella continua a guadagnare massa anche quando il materiale che la circonda nelle regioni più vicine si esaurisce.

La scoperta è stata possibile osservando con dettagli senza precedenti la giovane stella HD 142527, situata a oltre 450 anni luce dalla Terra, ed il disco di gas e polveri che la circonda, residuo della nube da cui la stella si è formata.

Le immagini raccolte con il telescopio Alma hanno mostrato che il disco di polveri è diviso in una regione interna ed una esterna da un vuoto, scolpito dall'orbita di un pianeta gassoso che si sta formando.

Il disco interno si estende per una distanza equivalente all'orbita di Saturno nel Sistema Solare, mentre il disco esterno inizia circa 14 volte più lontano.

Per la prima volta i ricercatori hanno osservato in modo diretto un gas diffuso che pervade il varco scavato dal pianeta e due flussi di denso gas che fluiscono dalla regione esterna alla regione più interna. Questo flusso di materiale, sottolineano gli esperti, alimenta la stella e le permette di continuare a crescere. ''I pianeti – rileva uno degli autori, Sebastian Perez, dell'università del Cile - crescono catturando una parte del gas dal disco esterno, ma in realtà sono mangiatori disordinati: lasciano fuggire parte del gas che catturano fino alle regioni vicine alla stella''.

Senza questo processo il gas presente nel disco interno si sarebbe esaurito in meno di un anno. Invece il gas trainato dal pianeta in formazione è sufficiente per mantenere il tasso di crescita della stella.

www.ansa.it

Meteorito rico em água achado no Saara pode ser de Marte, diz Nasa

Objeto NWA 7034, apelidado de 'beleza negra', foi encontrado em 2011.
Rocha de 320 gramas teria se formado na superfície há 2,1 bilhões de anos.

Do G1, em São Paulo

Um meteorito rico em água que pode ter saído da superfície de Marte foi identificado por pesquisadores financiados pela agência espacial americana (Nasa). O objeto NWA 7034, que recebeu o apelido de "beleza negra", foi encontrado em 2011 no Deserto do Saara, no norte da África, e pesa 320 gramas.

A descoberta está publicada na edição desta quinta-feira (3) da revista "Science Express". Até então, objetos como esse eram estudados apenas pelos robôs e satélites que orbitam o planeta vermelho.

Essa nova classe de meteorito contém dez vezes mais água e é mais velha que outras rochas marcianas já achadas. Após mais de um ano de estudos, a equipe de cientistas determinou que o objeto se formou há 2,1 bilhões de anos, durante o período geológico mais recente de Marte, chamado Amazoniano.

Meteorito Marte (Foto: Nasa) 
Meteorito feito de fragmentos de basalto pode pertencer ao último período geológico de Marte (Foto: Nasa)
 
O NWA 7034 é feito de fragmentos de basalto – rocha formada quando a lava vulcânica se resfria rapidamente –, que contêm substâncias chamadas feldspato e piroxênio.

Segundo Mitch Schulte, do Programa de Exploração de Marte, da Nasa, agora os pesquisadores têm um pedaço da história do planeta vermelho, que pertenceu a um momento crítico de sua evolução, quando havia atividade vulcânica e condições ambientais muito diferentes na crosta.

O administrador associado John Grunsfeld, do Diretório de Missões Científicas da Nasa, diz que esses resultados também podem servir de referência para o jipe Curiosity, que está em Marte desde agosto à procura de materiais orgânicos em minerais coletados na Cratera Gale.

A equipe responsável pelas análises incluiu cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego, do Instituto Carnegie, em Washington, e do Instituto de Meteorítica da Universidade do Novo México, em Albuquerque. Eles avaliaram a composição química e mineral do meteorito, a idade dele e o teor de água.
Os pesquisadores supõem que a grande quantidade de H20 contida no NWA 7034 pode ter se originado a partir da interação entre as rochas de Marte e a água então presente na superfície. Outras características do objeto, que o tornam único, seriam resultado do contato dele com a atmosfera do planeta.

A maioria dos meteoritos marcianos se divide em três tipos de pedras, chamadas Shergotty, Nakhla e Chassigny. Atualmente, há 110 "SNC" conhecidos, e o ponto de origem deles não é identificado – mas dados recentes de missões apontam que eles são incompatíveis com a superfície do planeta vermelho.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Correntes de gás formam e 'nutrem' planetas gigantes, aponta estudo

Do G1, em São Paulo

Um supertelescópio por ondas de rádio que está sendo construído no Chile identificou correntes de gás capazes de formar e "alimentar" planetas. A descoberta está descrita em um artigo publicado na revista "Nature" desta quarta-feira (2).

As análises do Alma (sigla para Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) permitiram que astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO), do Observatório de Genebra, na Suíça, e de universidades e institutos do Chile, dos EUA, da França e Alemanha estudassem uma fase crucial no nascimento de planetas gigantes.
ESO Alma (Foto: Alma (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Kornmesser (ESO)/Nick Risinger) 
Concepção artística mostra o disco de gás e poeira cósmica em volta da estrela jovem HD 142527, observada pelo supertelescópio Alma (Foto: Alma (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Kornmesser (ESO)/Nick Risinger)
 
Esses corpos engolem o gás que flui dentro de um disco ao redor de uma estrela jovem e, assim, aumentam de tamanho. Segundo o líder da pesquisa, Simon Casassus, da Universidade do Chile, essa é a primeira vez que cientistas veem diretamente essas correntes de gás – apesar de já saberem da existência delas.

Durante o trabalho, a equipe analisou a estrela HD 142527, que fica a mais de 450 anos-luz de distância da Terra e é cercada por um disco de gás e poeira cósmica. Cada disco tem uma parte interna e outra externa. A primeira apresenta uma dimensão que, no nosso Sistema Solar, vai do Sol até Saturno. Já a área exterior começa 14 vezes mais longe e tem a forma de uma ferradura, provavelmente causada pela gravidade dos planetas na órbita da estrela.

De acordo com a teoria dos astrônomos, esses planetas gigantes crescem à medida que capturam o gás do disco exterior, em correntes que formam "pontes" entre as partes interna e externa. O grupo de pesquisadores também observou gás difuso entre os discos e duas correntes densas de gás que fluem do disco exterior, passam pelo espaço vazio e chegam até o disco interior.
  •  
ESO Alma (Foto: Alma (ESO/NAOJ/NRAO), S. Casassus et al.) 
Disco de gás e poeira cósmica ao redor da estrela jovem. A poeira no disco externo aparece em vermelho, a parte verde é formada por gás denso e o azul é gás difuso (Foto: Alma (ESO/NAOJ/NRAO), S. Casassus et al.)
 
A estrela HD 142527 também se alimenta do material captado no disco interior, e os "restos" que os planetas deixam é justamente o necessário para que o astro se mantenha em crescimento.

Segundo Sebastián Perez, também da Universidade do Chile, planetas gigantes "escondidos" no interior do disco podem dar origem a essas correntes. Esses corpos são camuflados pelas correntes de gás – que são opacas –, razão pela qual ainda não puderam ser detectados de forma direta. Perez, porém, acredita que no futuro, ao estudar a quantidade de gás restante na região, talvez se possa estimar a massa desses planetas.

Due ‘mostri’ nel cuore della Via Lattea


Le mostruose torri di gas nel cuore della Via Lattea (fonte: A. Mellinger, U.Central Michigan; radio image: E. Carretti, CSIRO; radio data;  S-PASS team; composition; E. Bresser, CSIRO)  
Le mostruose torri di gas nel cuore della Via Lattea (fonte: A. Mellinger, U.Central Michigan; radio image: E. Carretti, CSIRO; radio data; S-PASS team; composition; E. Bresser, CSIRO) 
 
Ci sono due 'mostri' nel cuore della Via Lattea: sono due 'torri' di gas e particelle cariche di energia. Simili a colossali geyser, questi getti sono generati dalle stelle al centro della nostra galassia.

La scoperta, descritta su Nature, si deve a un gruppo di ricerca coordinato dall'italiano Ettore Carretti, che lavora presso l'Agenzia nazionale australiana per la ricerca scientifica, il Csiro (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation). Alla ricerca hanno partecipato altri due italiani: Gianni Bernardi, che lavora negli Stati Uniti presso l'Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, e Sergio Poppi, dell'Osservatorio di Cagliari dell'Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf).

Identificati e analizzati grazie al radiotelescopio australiano Parkes, questi mostruosi flussi di particelle, visti dalla Terra, occupano circa due terzi del cielo da un orizzonte all'altro. Complessivamente i geyser si estendono per 50.000 anni luce, pari alla metà del diametro della nostra galassia e vengono emessi alla velocità di circa 1.000 chilometri al secondo.
''Contengono una straordinaria quantità di energia, circa un milione di volte l'energia di una stella esplosa'', osserva Carretti.

Per fortuna questi geyser non rappresentano alcun pericolo per la Terra e il Sistema Solare perché, rileva Carretti, ''non arrivano nella nostra direzione ma vengono emessi verso l'alto e verso il basso rispetto al piano galattico. Rispetto al centro della Via Lattea, noi ci troviamo a 30.000 anni luce di distanza''.

Il fenomeno corrisponde a una 'nebbia' di microonde osservata dai telescopi spaziali Wmap e Planck e ad emissioni di raggi gamma rilevate dal telescopio spaziale Fermi nel 2010 e chiamate 'Bolle di Fermi'. Queste precedenti osservazioni però non avevano fornito indicazioni sulla sorgente delle radiazioni. ''Le possibilità erano due: che l'origine di questi getti fosse dovuta ad emissioni associate all’attività del buco nero al centro della nostra galassia, oppure fosse legata all’attività stellare, generata cioè da venti stellari provenienti da stelle di recente formazione o addirittura da esplosioni stellari'', spiega Bernardi.

I ricercatori sono giunti a queste conclusioni studiando le proprietà del campo magnetico dei getti, misurando in particolare la polarizzazione delle onde radio captate. Informazioni che potrebbero aiutare a rispondere anche a uno dei più grandi quesiti relativi alla nostra Galassia, ovvero come si genera e come è alimentato il suo campo magnetico.

“Dal punto di vista tecnologico, la realizzazione di questo esperimento è stata una sfida” osserva Poppi. “Questi flussi – aggiunge - date le loro grandi dimensioni, richiedono radio telescopi in modalità ‘single- dish’, ovvero osservazioni di un solo strumento alla volta affinché possano essere rivelati”.

Nell'immediato futuro, osserva Poppi, “l'esperienza acquisita nella realizzazione di questa indagine su strutture a grande scala sarà di fondamentale importanza per lo sfruttamento scientifico del Sardinia Radio Telescope, dell’Inaf'', un radiotelescopio simile all'australiano Parkes, ma che oggi, conclude, ''rappresenta lo stato dell’arte della ricerca astrofisica nelle onde radio''. 

www.ansa.it

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...