sexta-feira, 14 de junho de 2013

Pesquisadores dizem ter descoberto novo tipo de estrela

Estudo apontou que 36 astros analisados possuem luminosidade variável.
Nova classe de estrelas ainda não foi batizada, diz observatório.

Da France Fresse
Conjunto de estrelas; estudo cuidadoso mostra que 36 delas pertencem a uma nova classe de astro (Foto: ESO/AFP) 
Conjunto de estrelas; estudo apontou que 36 delas pertencem a uma nova classe (Foto: ESO/AFP)
 
 
Pesquisadores atuando no Observatório de la Silla, no Chile, dizem ter descoberto um novo tipo de estrelas com luminosidade variável. O achado consta em um artigo publicado nesta quarta-feira (12) na revista científica "Astronomy and Astrophysics".

A descoberta se baseia na medição ao longo de sete anos de mais de 3 mil estrelas situadas no agrupamento galático NGC 3766, afirma a agência de notícias France Presse. O achado foi feito por uma equipe de astrônomos suíços, que trabalharam com o telescópio Euler, situado no Chile, pertencente ao Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).

Neste agrupamento galático, a equipe do pesquiador Nami Mowlavi descobriu um grupo de 36 estrelas que apresentaram um padrão inesperado, com "minúsculas variações regulares do seu brilho, ao nível de 0,1% do brilho normal das estrelas", afirmou o ESO, em um comunicado.

"As observações revelaram propriedades destas estrelas anteriormente desconhecidas, que desafiam as atuais teorias e levantam questões sobre a origem das variações [de luminosidade]", de acordo com o ESO.

A periodicidade das variações de brilho está entre duas e 20 horas, segundo o observatório europeu. A nova categoria de estrelas variáveis ainda não foi batizada, de acordo com a France Presse. Elas são levemente mais quentes e mais brilhantes que o Sol, ressalta o ESO.

"A existência desta nova classe de estrelas variáveis constitui um desafio para os astrofísicos", explicou Sophie Saesen, uma das integrantes da equipe de pesquisa, em comunicado divulgado pelo ESO.

"Os modelos teóricos atuais não preveem que a luz varie periodicamente e nosso esforço consiste, por isso, em conhecer melhor o comportamento desse novo tipo de estrela", acrescentou.

A origem das variações é desconhecida, mas os astrônomos observaram que algumas das estrelas parecem ter uma rotação rápida, superior à sua "velocidade crítica", limite a partir do qual as estrelas se tornam instáveis e ejetam matéria ao espaço.

"Nestas condições, a rotação rápida terá um impacto importante em suas propriedade internas", afirmou Nami Mowlavi. O estudo das variações de luminosidade das estrelas já conhecidas, que recebem o nome de "variáveis" ou "pulsantes", criou um novo ramo da astrofísica chamado algumas vezes de astrosismologia, de acordo com a agência France Presse.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Buraco negro 'dormente' no centro de galáxia é visto pela Nasa

Galáxia NGC 253, que possui um buraco negro 'hibernando' em seu centro (Foto: Divulgação/Nasa/JPL-Caltech/JHU) Do G1, em São Paulo
 
Galáxia NGC 253, que abriga um buraco negro 'hibernando' (Foto: Divulgação/Nasa/JPL-Caltech/JHU)
 
Uma imagem divulgada pela agência espacial americana (Nasa) nesta terça-feira (11) mostra um buraco negro "dormente" no centro de uma galáxia localizada a milhões de anos-luz da Terra, a chamada galáxia do Escultor ou NGC 253.

A imagem foi obtida graças a um telescópico da agência chamado NuSTAR, que capta emanações de raio-X de alta energia. O buraco negro inativo tem cerca de cinco milhões de vezes a massa do Sol e está localizado no centro da galáxia. A NGC 253 costuma produzir novas estrelas, de acordo com a Nasa.

"Nossos resultados apontam que o buraco negro entrou em hibernação nos últimos dez anos", disse o pesquisador Bret Lehmer, da agência americana, em entrevista ao site da Nasa. "Observações periódicas os telescópios vão dizer claramente se o buraco negro pode voltar à atividade. Se isso ocorrer nos próximos anos, esperamos estar olhando", ressaltou Lehmer, que também dá aulas na Universidade Johns Hopskins.

"Buracos negros se 'alimentam' da matéria ao redor deles. Quando essa matéria acaba, eles hibernam", disse a pesquisadora Ann Hornschemeier, também dos laboratórios da Nasa. "A galáxia NGC 253 é incomum porque há uma tremenda atividade de formação estelar ao redor do buraco negro enquanto ele está dormente", afirmou.

A Via Láctea é mais "tranquila" do que a galáxia do Escultor, porque produz menos estrelas. Também existe na região um buraco negro gigantesco e inativo, com cerca de quatro milhões a massa do Sol.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Asteroide do tamanho de um caminhão passou próximo da Terra

Da Reuters

 
 
Um asteroide do tamanho de um pequeno caminhão passou neste sábado (8) pela Terra a uma distância equivalente a quatro vezes a que separa o planeta da Lua.

Esse foi o último de uma sequência de objetos celestes que passaram próximo ao planeta, o que aumentou a consciência sobre impactos potencialmente perigosos no planeta.

Segundo a Agência Espacial norte-americana (Nasa, na sigla em inglês), o asteróide 2013 LR6 foi descoberto cerca de um dia antes de sua aproximação da Terra, que ocorreu à 1h42 (horário de Brasília) deste sábado. O asteroide estava a uma distância de cerca de 105 mil quilômetros do Oceano Antártico, ao sul da Tasmânia, na Austrália.
 
Com dez metros de largura, o asteroide não representava nenhuma ameaça, segundo  Nasa. Há uma semana, o enorme asteróide QE2, com 2,7 km de largura e com uma própria lua a reboque, passou a 5,8 milhões de quilômetros da Terra.

Em 15 de fevereiro, um pequeno asteroide explodiu na atmosfera sobre Chelyabinsk, na Rússia. Seus destroços deixaram mais de 1,5 mil pessoas feridas. No mesmo dia, um asteroide não relacionado passou a cerca de 27,7 mil km da Terra, mais perto do que costumam ficar os satélites de comunicação que cercam o planeta.

"Teoricamente, há uma possibilidade de colisão entre asteroides e o planeta Terra", disse o astrônomo do projeto Telescópio Virtual, Gianluca Masi, durante uma transmissão do Google+ que mostrou imagens ao vivo da aproximação de um asteróide.

A Nasa diz que já encontrou cerca de 95% dos asteróides maiores, aqueles com diâmetro de 1 km ou mais, com órbitas que os levam relativamente perto da Terra.

Um objeto deste tamanho atingiu o planeta há cerca de 65 milhões de anos onde hoje é península de Yucatán, no México, provocando uma mudança climática global que se acredita ser responsável pela extinção dos dinossauros e muitas outras formas de vida na Terra.

A agência espacial dos EUA e outras organizações de pesquisa, além de empresas privadas, estão trabalhando no rastreamento de objetos menores que voam perto da Terra.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Estrelas 'bebês' lançam jato de poeira em regiões distantes da Via Láctea

Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, ajuda a mapear a nossa galáxia.
Até o fim do ano, astrônomos esperam ter uma visão em 360° do céu.

Do G1, em São Paulo

 
 
Bolha gigante esculpida na poeira espacial por estrelas de grande massa provoca a formação de bolhas menores (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin ) 
Imagem em infravermelho mostra bolha gigante que foi esculpida na poeira espacial por estrelas de grande massa e é responsável pela formação de bolhas menores (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin )
 
Novas observações de áreas mais distantes e desabitadas da Via Láctea, feitas pelo Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, mostram dezenas de estrelas recém-nascidas lançando jatos de seus "casulos" de poeira. O estudo da Universidade de Wisconsin foi apresentado na quarta-feira (5) durante reunião da Sociedade Americana de Astronomia, em Indianápolis.

As imagens foram captadas por raios infravermelhos em azul e verde do Spitzer, e combinadas com informações em vermelho do telescópio Wise, também da Nasa, que preencheu lacunas nas áreas que o Spitzer não cobriu.

Uma das fotos revela a região próxima à constelação do Cão Maior, com mais de 30 astros jovens ejetando material. Até agora, já foram identificadas 163 regiões que contêm jatos expelidos por estrelas, algumas agrupadas e outras isoladas.

Os registros fazem parte do projeto Glimpse 360, que está mapeando a topografia do céu da nossa galáxia. 

Ainda este ano, devem ser divulgados os resultados, que incluem uma visão completa em 360°. Até agora, o projeto já mapeou 130° do céu ao redor do centro da galáxia.

A Via Láctea é uma coleção de estrelas espiral e predominantemente plana, como um disco de vinil, mas com uma ligeira dobra – que também será mapeada. Nosso Sistema Solar está localizado a cerca de dois terços de seu centro em direção às extremidades, no chamado Esporão de Órion, um desdobramento do braço de Perseus, um dos principais braços da galáxia.

Segundo a astrônoma Barbara Whitney, da Universidade de Wisconsin, os cientistas estão descobrindo todos os tipos de formação de novas estrelas em áreas menos conhecidas das bordas exteriores da Via Láctea.

Para ajudar no Glimpse 360, os astrônomos também têm contado com a ajuda do público leigo, que vasculha as imagens obtidas em busca de bolhas cósmicas que indiquem a presença de estrelas quentes e de grande massa. Essas pessoas participam do Projeto Via Láctea, que funciona em esquema colaborativo e voluntário.
Dezenas de estrelas recém-nascidas expelem jatos de seus 'casulos' de poeira (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin) 
Astros recém-nascidos expelem jatos de 'casulos' de poeira
 (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin)
Imagem feita pelo Spitzer lembra corais e algas, segundo astrônomos (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin) 
Imagem do Spitzer lembra corais e algas, dizem cientistas
(Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin)

Supertelescópio em deserto do Chile descobre 'fábrica' de cometas

Alma identificou fenômeno ao ver 'armadilha' de poeira em volta de estrela.
Região fica a 400 anos-luz da Terra, na constelação do Serpentário.

Do G1, em São Paulo
Concepção artística mostra 'armadilha' de poeira no sistema Oph-IRS 48 (Foto: ESO/L. Calçada) 
Concepção artística mostra 'armadilha' de poeira no sistema Oph-IRS 48 (Foto: ESO/L. Calçada)
 
O supertelescópio Alma (sigla de Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), instalado no Deserto do Atacama, no Chile, identificou pela primeira vez uma "fábrica" de cometas ao observar uma "armadilha" de poeira ao redor de uma estrela jovem, a 400 anos-luz da Terra.

Os resultados do estudo, coordenado pelo Observatório de Leiden, na Holanda – e com participação de institutos e universidades dos EUA, Chile, Alemanha, Irlanda e China –, serão publicados na revista "Science" desta sexta-feira (7), e estão antecipados online nesta quinta (6). Os registros foram feitos quando o Alma ainda estava sendo construído – a inauguração ocorreu em março.

Esta é a primeira vez que uma armadilha de poeira do tipo é claramente observada e reproduzida – até agora, não havia provas concretas de que elas realmente existissem.

A estrela identificada no sistema Oph-IRS 48, na constelação do Serpentário, é rodeada por um anel de gás com um buraco central, provavelmente criado por um planeta invisível ou uma estrela companheira.

A armadilha, localizada no redemoinho de gás do disco, funciona como um "porto seguro" para favorecer o crescimento de partículas de poeira, que começam como grãos milimétricos que vão se colidindo e aglutinando, até atingir a dimensão de cascalhos ou pedregulhos de um metro de comprimento, capazes de formar cometas.

Essa cilada tem um tempo de vida médio de centenas de milhares de anos – apesar disso, mesmo quando perde sua função, a poeira acumulada leva milhões de anos para se dispersar.

Segundo os autores, liderados pela cientista Nienke van der Marel, a descoberta soluciona um mistério de longa data sobre a formação dos planetas, pois ajuda a explicar como as partículas de poeiras nos discos estelares crescem até atingir o tamanho suficiente para formar cometas, planetas e outros corpos rochosos.

Há tempos, os cientistas sabem que há inúmeros planetas orbitando em torno de estrelas, mas o que eles ainda não compreendem muito bem é como esses corpos se formaram.

terça-feira, 4 de junho de 2013

La nuova 'casa' del Sistema Solare

E' in uno dei bracci principali della Via Lattea


A sinistra la vecchia collocazione del Sistena Solare nella Via Latte; a destra la nuova posizione (fonte: Robert Hurt, IPAC; Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF)     
 A sinistra la vecchia collocazione del Sistena Solare nella Via Latte; a destra la nuova posizione (fonte: Robert Hurt, IPAC; Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF)



Non più in una periferica appendice ma all'interno di uno dei bracci principali: la posizione del nostro Sistema Solare nella Via Lattea è stata rivalutata alla luce di nuove misurazioni. Lo studio internazionale, pubblicato sull'Astrophysical Journal, è coordinato dall'italiano Alberto Sanna, che ora lavora presso l'Istituto Max Planck di Radioastronomia di Bonn. Il risultato ha permesso di costruire una nuova e più accurata immagine della nostra galassia.

La determinazione dell'esatta 'forma' della nostra galassia, la Via Lattea, e della nostra posizione al suo interno è da sempre un difficile problema per gli astronomi. Questo è dovuto principalmente al fatto che ci troviamo al suo interno e dalla necessità di avere misure accurate delle distanze delle miliardi di stelle che la costituiscono.

Grazie alle osservazioni realizzate negli ultimi anni si è compreso che la Via Lattea è una galassia di tipo a spirale barrata, che ha quindi una serie di bracci a spirale che partono dal centro, un nucleo molto allungato a forma di barra. All'interno di questa enorme struttura il Sistema Solare si trova in una posizione molto periferica, nel cosiddetto braccio Locale o di Orione. Non si tratterebbe neppure di un vero braccio, piuttosto di una protuberanza, uno sperone, del principale braccio del Sagittario.

Nuove misurazioni realizzate dal 2008 al 2012 grazie al Very Long Baseline Array (Vlba), il più grande radiotelescopio al mondo, hanno ora permesso di ricostruire una nuova immagine più accurata della forma della Via Lattea. La nuova mappa ha di fatto 'promosso' la posizione del Sole: il cosiddetto braccio Locale non sarebbe una semplice protuberanza bensì una struttura più importante, forse una diramazione del braccio di Perseo oppure un piccolo braccio indipendente.

www.ansa.it

Estudo explica por que gravidade da Lua é irregular

Do G1, em São Paulo
 
Ilustração mostra como funcionam as sondas 'gêmeas' do Grail (Foto: NASA/JPL-Caltech) 
Ilustração mostra como funcionam as sondas 'gêmeas' do Grail (Foto: NASA/JPL-Caltech)
 
 
Uma missão da Nasa que estudou a Lua ao longo de nove meses conseguiu desvendar alguns segredos sobre a gravidade do satélite natural da Terra. A gravidade da Lua varia de regiões para regiões, e essa irregularidade afeta o projeto de naves que fiquem na órbita lunar.

Desde 1968, os cientistas sabem que a Lua tem áreas com grande concentração de massa, e que nessas áreas a força gravitacional. No entanto, até o momento, não se sabia por que essas áreas existiam e nem como identificá-las com imagens.

O Laboratório de Interior e Recuperação de Gravidade (Grail, na sigla em inglês) estudou a estrutura da Lua durante nove meses e chegou a essa resposta em um estudo publicado nesta semana pela revista “Science”. Segundo o artigo, essas áreas foram formadas pelo impacto de asteroides e cometas sobre a superfície da Lua.

O Grail consiste de duas sondas “gêmeas” que ficaram na órbita lunar estudando a superfície com equipamentos especializados na análise da força gravitacional, em busca dessas concentrações de massa. 

Elas revelaram a localização exata dessas áreas mais densas, algo que as câmeras ópticas tradicionais nunca conseguiriam mostrar.

Como essas variações gravitacionais afetam o percurso de sondas na órbita da Lua, a melhor compreensão do fenômeno vai aumentar a precisão da navegação desses satélites. A técnica pode ainda ser repetida em outros corpos celestes que a Nasa venha a explorar.

Além disso, os cientistas acreditam que o estudo possa ter relevância até mesmo nos estudos sobre a geologia da própria Terra.

“Nosso planeta sofreu impactos similares em seu passado distante, e entender as concentrações de massa pode nos ensinar mais sobre a Terra antiga, talvez sobre como as placas tectônicas surgiram e o que criou os primeiros depósitos de minério”, comentou o autor do estudo, Jay Melosh, da Universidade Purdue, no estado americano de Indiana.

Planeta descoberto pode ser o mais leve fora do Sistema Solar, diz estudo

Do G1, em São Paulo
Imagem do exoplaneta HD 95086 b (Foto: ESO/Divulgação) 
Exoplaneta HD 95086 b aparece como um pequeno ponto azul abaixo do círculo; a estrela HD 95086 foi substituída por um desenho para melhorar a visualização do planeta (Foto: ESO/J. Rameau)
 
Astrônomos identificaram o que pode ser o planeta com menor massa fora do Sistema Solar já observado de forma direta, por meio de um telescópio terrestre. A descoberta a cerca de 300 anos-luz de distância do nosso planeta, na constelação de Carina ou Quilha, foi feita pelo Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO), instalado no Deserto do Atacama, no norte do Chile.

Os resultados da pesquisa, que envolveu autores de países como França, Suíça, Alemanha, Itália, Holanda, EUA e Chile, serão publicados na revista especializada "Astrophysical Journal Letters".

O planeta gigante HD 95086 b tem de quatro a cinco vezes a massa de Júpiter – o maior do Sistema Solar, equivalente a 318 Terras – e orbita uma estrela brilhante chamada HD 95086, que tem uma temperatura de 700º C, está rodeada por um disco de detritos e fica a uma distância de 56 vezes entre o nosso planeta e o Sol.
 
As observações foram feitas em raios infravermelhos, por uma técnica conhecida como imagem diferencial, que aumenta o contraste entre o planeta e a estrela hospedeira, cuja massa é pouco maior que a do Sol.

Esse astro tem "apenas" entre 10 e 17 milhões de anos, o que leva os astrônomos a pensar que o novo planeta se formou provavelmente no interior do disco cheio de gás e poeira que envolve a estrela.

De acordo com a astrofísica francesa Anna-Marie Lagrange, interações entre o planeta e o disco podem ter feito o corpo celeste se deslocar do lugar onde "nasceu".


Observações indiretas
Até agora, quase mil exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar) já foram detectados indiretamente, pelo método de trânsito (fenômeno durante o qual um astro passa por outro maior e bloqueia sua visão) ou de velocidade radial (velocidade com que um objeto se aproxima ou se afasta do observador). Mas apenas uma dúzia deles foi achada por observação direta, com instrumentos em solo ou no espaço.
O principal autor da pesquisa, Julien Rameau, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble, na França, explica que obter imagens de planetas de forma direta requer o uso de técnicas extremamente complexas.
Segundo os cientistas, a descoberta poderá ajudar a entender a formação e a evolução dos planetas gigantes e dos sistemas planetários.


Céu ao redor da jovem estrela HD 95086, na constelação de Carina, ou Quilha (Foto: ESO/Digitized Sky Survey 2) 
Céu ao redor da jovem estrela HD 95086, na constelação de Carina
 (Foto: ESO/Digitized Sky Survey 2)

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Asteroide que passará pela Terra nesta sexta tem lua própria, diz Nasa

Objeto faz parte de um sistema binário; satélite tem 600 metros de diâmetro.
1998 QE2 terá aproximação máxima do nosso planeta às 17h59 de Brasília.

Do G1, em São Paulo
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Sequência de imagens mostra asteroide e sua lua (ponto branco, à direita) (Foto: Nasa/JPL-Caltech/GSSR ) 
Sequência de imagens mostra asteroide e sua lua (ponto branco, à direita)
(Foto: Nasa/JPL-Caltech/GSSR )
 
Imagens de radar obtidas por cientistas da agência espacial americana (Nasa) na noite de quarta-feira (29) revelam que o asteroide 1998 QE2 – que passará pela Terra nesta sexta-feira (31), às 17h59 de Brasília – tem sua própria lua.

A sequência de fotos foi feita pelo Observatório Goldstone, localizado no Deserto de Mojave, na Califórnia, em um período de duas horas. Naquele momento, o asteroide estava a 6 milhões de quilômetros da Terra.

Nesta sexta, o objeto deve se aproximar no máximo a 5,8 milhões de quilômetros daqui, o equivalente a uma distância de 15 vezes entre o nosso planeta e a Lua. Esse será o ponto que ele chegará mais perto de nós pelos próximos dois séculos, pelo menos.

Segundo as imagens, o 1998 QE2 faz parte de um sistema binário, ou seja, formado por dois objetos que se orbitam mutuamente. Enquanto o asteroide tem 2,7 quilômetros de diâmetro (tamanho de nove navios transatlânticos Queen Elizabeth 2), seu satélite tem 600 metros de diâmetro.

As observações de radar foram lideradas pela cientista Marina Brozovic, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, Califórnia.

Apesar de não representar perigo, o 1998 QE2 pode ser um objeto interessante de estudo, entre esta quinta-feira (30) e o dia 9 de junho, para os astrônomos que tiverem um telescópio de radar de pelo menos 70 metros de comprimento.

Esse objeto foi descoberto em 19 de agosto de 1998, pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Segundo o cientista Lance Benner, também do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, uma série de imagens de alta resolução podem revelar detalhes sobre o 1998 QE2.
"Sempre que um asteroide se aproxima, ele fornece uma importante oportunidade científica para estudá-lo e entender seu tamanho, forma, rotação, características da superfície e origem", explicou.
 
Monitoramento constante
A Nasa estabeleceu como alta prioridade o monitoramento de asteroides e cometas, e os EUA têm o maior programa de levantamento de objetos próximos à Terra do mundo – uma parceria entre agências governamentais, astrônomos de universidades e institutos de ciência. Até hoje, o país já identificou mais de 98% do total desses corpos conhecidos. E só no ano passado, o orçamento da Nasa para esse fim aumentou de R$ 12 milhões para R$ 40 milhões.

Em 2016, a Nasa planeja lançar uma sonda em direção ao asteroide potencialmente mais perigoso de que se tem notícia, chamado 1999 RQ36, ou 101955 Bennu. A missão Osiris-Rex também planeja fazer reconhecimentos em todos os objetos ameaçadores recém-descobertos. Além de monitorar possíveis ameaças, o aparelho poderá revelar detalhes sobre a origem do Sistema Solar, da água na Terra e das moléculas orgânicas que levaram ao desenvolvimento da vida.

Recentemente, a agência americana anunciou ainda que está desenvolvendo uma missão para identificar, capturar e mudar de rumo um asteroide para exploração humana.

Asteroide 1998 QE2 vai se aproximar da Terra nesta sexta (Foto: Nasa/JPL-Caltech) 
Asteroide 1998 QE2 vai se aproximar da Terra nesta sexta-feira (31)
 (Foto: Nasa/JPL-Caltech)
 
 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Scoperte 28 nuove famiglie di asteroidi

Rappresentazione artistica di collisioni fra asteroidi (fonte: NASA/JPL-Caltech) 
 Rappresentazione artistica di collisioni fra asteroidi (fonte: NASA/JPL-Caltech)
 
Sono state scoperte 28 nuove famiglie di asteroidi nella fascia compresa fra Marte e Giove: il risultato, pubblicato sulla rivista Astrophysical Journal, si deve alla missione della Nasa NeoWise, il cui obiettivo è studiare gli asteroidi vicini alla Terra (Neo - near-Earth object) e quindi potenzialmente pericolosi.

Gli astronomi hanno analizzato milioni di istantanee scattate nell'infrarosso dal satellite americano Wise (Wide-field Infrared Survey Explorer) e relative a 120.000 asteroidi dei 600.000 conosciuti. E' stato scoperto che 38.000 di questi oggetti possono essere assegnati a 76 famiglie, di cui 28 nuove.

Questa scoperta viene considerata un passo fondamentale nella comprensione delle origini delle famiglie di asteroidi e delle collisioni che si pensa abbiano dato vita a questi 'clan' di sassi rocciosi. Non solo, aiuterà a studiare meglio gli oggetti più minacciosi per il nostro pianeta.

Una famiglia di asteroidi si forma infatti quando una collisione rompe l'oggetto madre e lo frammenta in pezzi di varie dimensioni. I pezzi si muovono insieme 'in branco', in viaggio nello stesso percorso intorno al Sole, ma nel tempo i frammenti si allontanano e diventano sempre più sparsi.

"La missione Neowise ci sta permettendo di comprendere in modo dettagliato l'evoluzione degli asteroidi del sistema solare", ha detto Lindley Johnson, del programma di osservazione dei Neo della Nasa. "Questo - ha aggiunto - ci aiuterà a ripercorrere la traiettoria dei Neo dalle loro posizioni originarie e capire come alcuni di essi sono emigrati in orbite pericolose per la Terra".

La fascia principale degli asteroidi è una fonte importante di oggetti che orbitano 'pericolosamente' vicini al nostro pianeta. Alcuni di questi oggetti iniziano in orbite stabili, fino a quando una collisione o un disturbo gravitazionale li scaglia come palline di un flipper verso le zone interne del Sistema Solare e verso la Terra.


www.ansa.it

'Dieta' pobre em sódio é chave para estrelas viverem mais, diz estudo

Cientistas australianos analisaram aglomerado de astros a 13 mil anos-luz.
Componente do sal ajuda corpos celestes a atingir fase final da evolução.

Do G1, em São Paulo
O aglomerado globular NGC 6752 (Foto: ESO/Divulgação) 
O aglomerado de estrelas antigas NGC 6752, localizado na constelação do Pavão 
(Foto: ESO/Divulgação)
 
Quanto menor a quantidade de sódio presente em uma estrela, maior é a duração da vida dela, segundo um novo estudo feito pelo Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO) e publicado na revista "Nature" desta quarta-feira (29).

Os astrônomos analisaram a radiação emitida por um aglomerado de estrelas antigas chamado NGC 6752, que fica na constelação do Pavão, a cerca de 13 mil anos-luz da Terra.

A equipe avaliou duas gerações de astros, e os resultados apontam que a maioria deles simplesmente não atinge um determinado estágio de evolução, porque contêm muito sódio. Nessa última fase, ocorre uma queima de combustível nuclear, e grande parte da massa dos corpos se perde sob a forma de gás e poeira.

O material expelido, então, é usado para formar uma nova geração de estrelas, planetas e até vida orgânica. Segundo os cientistas, esse ciclo de perda de massa e renascimento ajuda a explicar a evolução química do Universo.

O estudo foi conduzido pelo especialista em teorias estelares Simon Campbell e colegas da Universidade Monash, em Melbourne, na Austrália. A equipe espera agora encontrar resultados semelhantes em outros aglomerados estelares e planeja novas observações.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Nave Soyuz chega à Estação Espacial com 'novos moradores'

Yurtchikhin, Parmitano e Karen Nyberg são os novos tripulantes da ISS.
Jornada durou seis horas e foi completada com sucesso, segundo a Nasa.

Do G1, em São Paulo
Três novos tripulantes levados pela Souyz à ISS (macacão azul claro) dão entrevista coletiva ao lado de outros três astronautas que já estavam na Estação. (Foto: Reprodução/Nasa) 
Três novos tripulantes levados pela Souyz à ISS (macacão azul claro) dão entrevista coletiva ao lado de outros três astronautas que já estavam na Estação. (Foto: Reprodução/Nasa)
 
A nave Soyuz, com três tripulantes a bordo, acoplou com sucesso na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) na noite desta terça-feira (28) após uma jornada de cerca de seis horas, segundo a Nasa, a agência espacial norte-americana. A nave decolou do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, às 17h31.
O cosmonauta russo Fyodor Yurtchikhin, o astronauta italiano Luca Parmitano e a astronauta norte-americana Karen Nyberg são agora os três novos moradores da ISS.

Tripulantes da Soyuz Karen Nyberg (embaixo),  Fyodor Yurchikhin,  e Luca Parmitano, momentos antes de embarcar na Soyuz. (Foto: Reuters) 
Tripulantes da Soyuz Karen Nyberg (embaixo),
Luca Parmitano e Fyodor Yurtchikhin (topo),
momentos antes de embarcar na Soyuz.
(Foto: Reuters)
 
Este é o quarto voo espacial de Yurtchikhin, que esteve na ISS em 2002 a bordo da Atlantis, e em 2007 e 2010 para longas missões. O cosmonauta já fez cinco caminhadas espaciais e ficou 371 dias no espaço.

Para Nyberg, que tem doutorado em engenharia mecânica, esta é a segunda missão espacial. Ela esteve na ISS em 200, a bordo do ônibus espacial Discovery com a missão de entregar e instalar o laboratório Kibo e o braço robótico pressurizado.

Parmitano, major da Força Aérea Italiana, faz sua estreia no Espaço após ser escolhido como astronauta em 2008 e ter recebido o certificado em 2011.

O novo trio vai se juntar ao engenheiro de vôo da Nasa Chris Cassidy, ao comandante Pavel Vinogradov, e ao engenheiro de vôo Alexander Misurkin, completando a equipe da Expedição 36.

A equipe está programada para fazer cinco caminhadas espaciais, preparando o complexo para instalar em dezembro um laboratório multifuncional russo. Além disso, está prevista uma outra caminhada espacial, desta vez carregando a tocha olímpica. Os tripulantes também deverão receber foguetes de carga, com previsão de acoplamento em junho, julho e agosto.

De acordo com a Nasa, os tripulantes vão continuar a fazer experiências científicas. Entre elas está a pesquisa que vai avaliar a perda de densidade óssea durante longas expedições espaciais. O experimento usa a análise em 3D do quadril dos astronautas para coletar informações detalhadas sobre a qualidade dos ossos. Esta pesquisa também vai contribuir para compreender a osteoporose na Terra, segunda a Nasa.

Outro experimento é sobre o crescimento das plantas, o que pode levar expedições futuras a cultivarem seus próprios alimentos no espaço. A equipe também vai testar um novo monitor portátil de gás, para estudar o fogo em gravidade zero. Este experimento poderá ter impacto direto em futuros voos espaciais.

Há duas semanas, a equipe do astronauta Chris Hadfield deixou a ISS e voltou em segurança à Terra. O pouso foi em Dzhezkazgan, no Cazaquistão.
O foguete espacial Soyuz decolou na noite desta terça-feira, do Cazaquistão (Foto: Mikhail Metzel/AP) 
O foguete espacial Soyuz decolou na noite desta terça-feira, do Cazaquistão
 (Foto: Mikhail Metzel/AP)
Os três astronautas estão sendo submetidos a exames e vão ser enviados à Estação Espacial Internacional (ISS), de acordo com agências internacionais. A previsão é que o lançamento rumo à ISS ocorra no dia 29 de maio, na base situada do Cazaquistão, inform (Foto: Yuri Kadobnov/AFP) 
Os três astronautas foram submetidos a exames antes de ser enviados à Estação Espacial Internacional (ISS), de acordo com agências internacionais (Foto: Yuri Kadobnov/AFP)
 

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