quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Fotos mostram encontros bem-sucedidos com cometas

Enquanto sonda Rosetta se aproxima do Churyumov-Gerasimenko, veja imagens de outras naves que conseguiram ver cometas de perto.

BBC
O cometa Halley talvez tenha o formato mais conhecido. A foto acima foi feita no Peru em 1910, usando uma exposição de 30 minutos. Devido ao percurso regular feito pelo corpo celeste perto do Sistema Solar (a cerca de cada 75 a 76 anos), o Halley é observado há séculos. Sua próxima aparição será em 2061 (Foto: Observatório de Harvard/SPL/BBC)O cometa Halley talvez tenha o formato mais conhecido. A foto acima foi feita no Peru em 1910, usando uma exposição de 30 minutos. Devido ao percurso regular feito pelo corpo celeste perto do Sistema Solar (a cerca de cada 75 a 76 anos), o Halley é observado há séculos. Sua próxima aparição será em 2061 (Foto: Observatório de Harvard/SPL/BBC)





A sonda europeia Rosetta entrou nesta semana na órbita de um cometa, depois de ter passado quase uma década no seu encalço.
A nave se aproximou do 67P/ Churyumov-Gerasimenko para investigar a estrutura e composição do astro - e buscar novas pistas sobre a origem da vida.
Em março de 1986, a espaçonave europeia Giotto passou a 600 quilômetros do famoso cometa 1P/Halley. Esta imagem foi feita pela câmera da Giotto, que ficou muito danificada depois de a espaçonave passar tão perto do famoso cometa (Foto: ESA/MPAE Lindau/BBC)
As imagens acima mostram encontros bem-sucedidos com outros cometas.
A pesquisa destes corpos celestes é importante devido ao fato de uma das teorias sobre o início da vida na Terra postular que os primeiros ingredientes da chamada "sopa orgânica" vieram de um cometa.

Em Julho de 2005, a missão Deep Impact conseguiu se chocar com o cometa 9P/Tempel, para descobrir mais sobre a composição do corpo celeste. Esta foto espetacular, feita 67 segundos depois do impacto pela nave da Deep Impact que passou próxima do cometa, mostra a luz resultante da colisão e também detalhes da superfície do cometa, iluminada pelo Sol (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UMD/BBC)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Sonda europeia Rosetta chega ao encontro de cometa

Sonda chegou ao cometa Churiumov Guerasimenko após 10 anos.
Em novembro, a sonda enviará o robô Philae à superfície do cometa.

Da France Presse
Cientistas acompanham a chegada da sonda Rosetta ao centro do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko nesta quarta-feira (6) na Agência Espacial Europeia (ESA) (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)Cientistas acompanham a chegada da sonda Rosetta ao encontro do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko nesta quarta-feira (6) na Agência Espacial Europeia (ESA) (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)

A sonda europeia Rosetta chegou nesta quarta-feira (6) ao histórico "encontro" com o cometa Churyumov Guerasimenko a 400 milhões de quilômetros da Terra, após uma viagem espacial de 10 anos.
"Estamos no cometa", anunciou o diretor de operações de voo da ESA, Sylvain Lodiot, no centro espacial de Darmstadt (Alemanha).
Rosetta se posicionou a 100 quilômetros do cometa e a partir de agora o acompanha na trajetória ao redor do Sol. Em novembro, a sonda enviará o robô Philae à superfície do cometa
O encontro no espaço aconteceu após uma viagem de mais de uma década e de 6 bilhões de quilômetros.
A odisseia começou em março de 2004, com a sonda sobrevoando diversas vezes Marte e a Terra para tomar impulso utilizando a força gravitacional dos planetas para ganhar velocidade. Depois passou por um período de hibernação que permitiu economizar energia.
Os cometas são compostos de poeira e gelo, material primordial restante do processo de formação do Sistema Solar ocorrido há 4,6 bilhões de anos.
Foto de 3 de agosto feita pela sonda Rosetta mostra o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko a 285 km de distância (Foto: ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team / AFP)Foto de 3 de agosto feita pela sonda Rosetta mostra o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko a 285 km de distância (Foto: ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team / AFP)
A sonda Rosetta tentará decifrar nesta "bola de neve suja" as chaves para compreender como os planetas se formaram ao redor do Sol.
Uma das teorias, conhecida como a hipótese de panspermia, é que os cometas, ao interagir com a Terra, ajudaram a espalhar a vida no planeta, ao transportar água e moléculas orgânicas.
Até agora, as missões de exploração dos cometas foram muito reduzidas e se limitaram a sobrevoá-los. Este foi o caso da sonda americana Stardust, que transportou em seu retorno poeira deixada por um comenta, enquanto a sonda europeia Giotto se aproximou a 200 km da superfície de outro.
No dia 11 de novembro, Rosetta se aproximará a poucos quilômetros do cometa, antes de liberar a descida para a superfície do robô Philae, que tem o tamanho de uma geladeira e está repleto de instrumentos científicos.
Na superfície, o Philae realizará durante seis meses experimentos sobre a química e a textura do astro. Após a conclusão do trabalho do robô, Rosetta acompanhará o cometa 'C-G' na viagem ao redor do Sol, enquanto se afasta em direção da órbita de Júpiter, antes de concluir a missão.
Concepção artística da Rosetta liberando sonda Philae ao cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko (Foto: ESA–C. Carreau/ATG medialab)Concepção artística da Rosetta liberando sonda Philae ao cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko (Foto: ESA–C. Carreau/ATG medialab)

Em homenagem a robô Curiosity, Lua e Marte são incluídos no Google Maps

Site permite observar crateras do Planeta Vermelho e do satélite da Terra.
Sonda da Nasa pousou em Marte em 6 de agosto de 2012.

Do G1, em São Paulo
Marte agora pode ser visitado pelo Google Maps (Foto: Reprodução/Google)Marte agora pode ser visitado pelo Google Maps (Foto: Reprodução/Google)
O Google incluiu Marte e a Lua no serviço Google Maps em homenagem aos 2 anos da chegada do robô Curiosity ao planeta vermelho, completados nesta quarta-feira (6). A partir do site, é possível ver de perto as crateras de Marte (clique aqui) e da Lua (veja aqui) e saber mais informações sobre seus nomes e tamanhos.
A sonda da Nasa pousou em Marte no dia 6 de agosto de 2012 após uma viagem de 567 milhões de quilômetros e quase nove meses. A missão investiu cerca de US$ 2,5 bilhões (mais de R$ 5 bilhões) no projeto, que pretende saber se o planeta vermelho já reuniu condições favoráveis à vida.
Caso queira chegar ao espaço por conta própria, basta entrar no Google Maps e clicar sobre o ícone da Terra no canto esquerdo inferior. Depois, usar o scroll do mouse para afastar a tela até o planeta aparecer. Em seguida, as opções para ir à Lua ou a Marte irão aparecer na parte inferior do site.

Observatório capta imagem mais clara e precisa da galáxia Messier 33

Imagem foi criada a partir de muitas exposições individuais de telescópio.
Nela é possível ver reunião de estrelas e nebulosas de gás e poeira.

Da Agência EFE
Imagem permite apreciar cúmulos de estrelhas e nebulas vermelhas de gás e pó (Foto: ESO/Divulgação/AFP)Imagem permite apreciar cúmulos de estrelhas e nebulas vermelhas de gás e pó (Foto: ESO/Divulgação/AFP)







O Observatório Austral Europeu (ESO) captou uma das imagens mais detalhadas até o momento da Messier 33, a segundo grande galáxia mais próxima à Via Láctea.
A fotografia, informa o ESO em comunicado, foi captada desde as instalações do Observatório no Paranal (Chile), e nela é possível apreciar, com especial clareza, os brilhantes cúmulos de estrelas e as nebulosas vermelhas de gás e pó que conformam este espiral situado a cerca de três milhões de anos luz, na pequena constelação do Triângulo.

Entre as muitas regiões de formação de estrelas que há nos braços espirais da Messier 33, destaca-se a nebulosa NGC 604, uma das nebulosas de emissão maiores conhecidas, com um diâmetro de cerca de 1.500 anos luz.Usando um telescópio de pesquisa de 2,6 metros -com um campo de visão duas vezes tão grande como a lua cheia-, a imagem foi criada a partir de muitas exposições individuais, algumas das quais só filtravam a luz do hidrogênio, o que faz com que 'as vermelhas nebulosas de gás que se encontram nos braços espirais da galáxia se destaquem intensamente', explica a nota.

Messier 33, que deve seu nome ao observador francês Charles Messier -que em 1764 a situou como a número 33 'em sua famosa lista de nebulosas e cúmulos de estrelas proeminentes'-, faz parte do Grupo Local de galáxias, que inclui a Via Láctea, a galáxia de Andrômeda, e outras cerca de 50 galáxias de menores dimensões.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

La tempesta solare non colpirà ovunque




Una violenta tempesta solare è attesa, anche se non colpirà ovunque con la stessa intensità: i rischi sono maggiori nelle zone più vicine ai poli, mentre si riducono alle latitudini medie. "Per questo motivo l'Europa occidentale e quella meridionale, compresa l'Italia, non sono di norma interessate in modo significativo", osserva Mauro Messerotti, dell'osservatorio astronomico di Trieste dell'Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf).


Per la loro posizione, l'Europa meridionale e occidentale sono meno a rischio rispetto alle zone più vicine ai poli. E' in queste aree, infatti, che la configurazione del campo magnetico lascia penetrare più facilmente gli sciami di particelle provenienti dal Sole. E' l'interazione fra queste particelle e il campo magnetico a provocare le spettacolare aurore polari. Quando gli sciami di particelle sono particolarmente intensi possono avvenire tempeste magnetiche di diversa entità. ''Nel caso della tempesta del 1989 aurore boreali si sono viste anche in Italia meridionale, ma non è avvenuto nessun blackout elettrico'', osserva l'esperto. Diverso il caso degli Stati Uniti, dove la stessa tempesta provocò un blackout di dieci ore per i danni provocati alle linee elettriche in Canada.

Uno dei possibili rischi per Europa occidentale e meridionale, e per l'Italia, spiega Messerotti, ''e' quello del malfunzionamento dei sistemi di navigazione e localizzazione Gps, perche' i segnali radio dai satelliti Gps vengono disturbati dalla ionosfera perturbata e da forti emissioni radio del Sole".

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Sprint finale per Rosetta

Il 6 agosto sarà a 100 chilometri dalla cometa



La sonda Rosetta si avvicina alla cometa 67P per permettere la discesa del lander Philae (fonte: ESA–C. Carreau/ATG medialab)


Due giorni alla meta. Anzi, alla cometa. E' partito il conto alla rovescia per Rosetta, la sonda dell'Agenzia spaziale europea (Esa) che il 6 agosto raggiungerà finalmente la cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, inseguita per ben 10 anni con un lungo e tortuoso viaggio attraverso il Sistema solare.

Ancora poche ore di attesa e Rosetta arriverà a sfiorare la cometa, fermandosi a soli 100 chilometri di distanza. ''Un vero record - spiega Enrico Flamini, coordinatore scientifico dell'Agenzia spaziale italiana (Asi) - se pensiamo che nel 1986 la sonda Giotto arrivò a 560 chilometri dalla cometa Halley, incrociando velocemente la sua coda ad oltre 20 chilometri al secondo. Rosetta, invece, arriverà per restare''.

Per festeggiare questo attesissimo evento, l'Esa sta organizzando una giornata celebrativa presso lo European Space Operations Centre di Darmstadt, in Germania. La missione di Rosetta rappresenta infatti una grande scommessa per l'Europa come per l'Italia, considerando che sono italiani otto dei 21 strumenti a bordo della sonda e del lander Philae (battezzato così da una ragazza italiana).

''Ora stiamo entrando nel vivo della missione scientifica di Rosetta'', afferma Flamini. ''A breve tutti gli strumenti a bordo incominceranno a funzionare in maniera ottimale. Ci daranno un quadro più preciso dell'ambiente di polveri e gas che cironda il nucleo della cometa, così come del suo campo magnetico residuo, e seguiranno la formazione della coda''. 

Arriveranno inoltre ''nuove immagini ad alta definizione della superficie, che serviranno per scegliere entro ottobre il sito di atterraggio di Philae, più un secondo sito da usare in caso di emergenza''. 

Gli strumenti a bordo già in funzione ''ci hanno permesso finora di osservare la forma irregolare della cometa, che molti paragonano ad una paperella di gomma o ad una scamorza'', ricorda ironicamente Flamini. ''Grazie allo spettrometro italiano Virtis, realizzato dall'Asi perl' Istituto nazionale di astrofisica (Inaf) - prosegue - è stato possibile addirittura misurare la temperatura superficiale della cometa: è pari a meno 70 gradi, più calda di quasi 30 gradi rispetto a quanto ci aspettavamo''.

''Questo risultato è molto interessante - rileva il responsabile scientifico dello strumento Fabrizio Capaccioni, dell'Istituto di astrofisica e planetologia spaziali (Inaf-Iasp) di Roma - perchè ci dà i primi indizi su composizione e proprietà fisiche della superficie della cometa''. I dati suggeriscono che la superficie dovrebbe essere coperta per la maggior parte da un materiale scuro e polveroso. ''Questo – spiega Capaccioni - non esclude la presenza di zone ghiacciate e relativamente pulite'', e molto presto Virtis sarà in grado di svelarlo.

Dopo il 6 agosto, Rosetta inizierà a ronzare intorno alla cometa per osservarla a 360 gradi avvicinandosi sempre di più. L'11 novembre arriverà a soli 5 chilometri dalla superficie, in modo da permettere a Philae di iniziare la sua lenta discesa (4-6 ore) verso un atterraggio morbido. Incomincerà poi la perforazione della superficie ad opera del trapano italiano Sd2, progettao e costruito al Politecnico di Milano.

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domingo, 3 de agosto de 2014

'Aula de astronomia' na Flip tem pedido de mais espaço para ciência

Marcelo Gleiser e Paulo Varella lamentaram pouca divulgação no Brasil.
Vida extraterrestre, astrologia e preservação do planeta foram o tema.





Cauê MuraroDo G1, em Paraty
"Marcelo, alguém na plateia pede para você falar um pouco de mecânica quântica", disse a certa altura o mediador da mesa que abriu neste domingo (3) a 12ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Incomum, se levado em conta que se trata de um evento literário, a solicitação se explica pelo tema do debate: ciência e astronomia. Chamava-se "Ouvir estrelas". O Marcelo em questão era o astrônomo e físico Marcelo Gleiser. Conhecido por ter apresentado um quadro sobre o tema no Fantástico, da TV Globo, ele ganhou aplausos e provocou risos durante sua "aula" na Flip. Conversou sobre vida extrarrestre, estimulou a preservação do planeta e pediu espaço para a ciência na TV. Seu companheiro na discussão foi o professor de astrofísica Paulo Varella.
G1 transmitirá ao vivo todas as mesas da Flip 2014, tanto com áudio traduzido (se a palestra não for em português) quanto com áudio original. Veja a programação até domingo ao final desta nota.
Antes de fazer sua exposição inicial, Gleiser pediu licença para ficar de pé, atribuido a opção ao fato de ser professor. Ele dá aula numa universidade dos Estados Unidos. Já ali, deu o tom de sala de aula à tenda dos autores. Muito didático, começou falando de Platão, do mito da caverna, e terminou falando que "nossa realidade é bastante míope". Queria dizer que sabemos pouco do universo e que, mesmo com limitações, a ciência vai atrás de respostas.
O método habitual de Gleiser para ser entendido é este: ele introduz um determinado assunto científico (mecânica quântica, matéria escura, átomos e vai por aí) e, logo em seguida, abre os abraços e diz: "Vamos imaginar que...". Nessas, elétrons viram bolas de gude. Estrelas (as do céu) são como estrelas de Hollywood (os atores e atrizes), pois todas têm "uma morte dramática". E o público aprende, dentre outras coisas, que "o universo nasceu numa terça-feira - há 3,8 bilhões de anos".
Os primeiros aplausos vieram quando ele explicou que a luz das coisas que vemos no céu é algo como "o suor dos átomos fazendo uma dança subatômica". Admitiu, em seguida, que jamais havia pensado naqueles termos. O público aprovou bastante a imagem proposta.
Outra passagem que teve resposta positiva da audiência foi o comentário sobre vida em outras galáxia. Gleiser disse que não queria viajar tão longe e ficou na Via Láctea mesmo. "Você tem que separar as coisas. De que tipo de vida a gente está falando: simples ou complexa?", começou. "A minha aposta é que, certamente, em outros planetas vai haver algum tipo de vida simples. Mas vida inteligente é uma conversa completamente diferente."

Além disso, em termos de distâncias astronômicas, é provável que estejamos sozinhos aqui. Gleiser chama a Terra de "planeta milagroso". "O que a ciência moderna está mostrando é que nós, seres humanos, somos extremamente raros e importantes. Porque somos máquinas moleculares capazes de reproduzir e capaz de refletir sobre quem somos. Somos a materliazação de uma epescie de consciência cósmica. Temos um dever fundamental, que é a preservação da Terra, a preservação da vida a todo custo."

Marcelo Gleiser, que dividiu a mesa com o professor de astrofísica Paulo Varella (à dir.), pediu licença para falar de pé por ser professor (Foto: Flavio Moraes/G1)
Marcelo Gleiser, que dividiu a mesa com o professor
de astrofísica Paulo Varella (Foto: Flavio Moraes/G1)
Libriano
Paulo Varella, que dá aulas de astrofísica no planetário de São Paulo, foi quem respondeu  uma pergunta enviada por alguém que queria saber de astrologia. Ou o que ele achava. Varella se defendeu com uma piada e provocou risos. "Eu sempre costumo dizer o seguinte: 'Não acredito em astrologia; nós, librianos, somos muito céticos."

Na sequência, classificou a astrologia "de, digamos, uma mãe da astronomia". "Nasceu primeiro. Eu procuro não destruir a crença de ninguém. No meu modo de ver, acredito que os planetas não interfiram."
Em mais de um momento, o professor lamentou a inexistência de centros de ciência ou planetários no país. Lamentou ainda que o planetário de São Paulo esteja fechado há 16 meses, com "as estrelinhas arificiais apagadas". Mas, na hora das colocações finais, pediu que as pessoas "não se esqueçam de que as estrelas de verdade" estão no céu todas as noites.
Sobre a divulgação da ciência no Brasil, houve uma outra reclamação (ou pedido), agora feita por Gleiser. Comentou que espaço do tema na TV nos Estados Unidos ou na Europa são bastante superiores. Também citou o quadro que apresentou no Fantástico. "É uma pena que a gente tenha que ficar importando programas de fora, quando a gente podia estar fazendo aqui dentro, com nossa TV e com a nossa linguagem."
Quanto à dúvida sobre mecânica quântica, explicou usando mais uma vez seu método tradicional. "A mecânica quântica é a parte da física que estuda o comportamento dos átomos, das moléculas, das partículas que a gente chama de subatômicas...", enumerou. Aí, a tradução. "No mundo quântico, cada um de vocês poderia estar, em princípio, em vários lugares ao mesmo tempo. E atravessar paredes, fazer coisas assombrosas, digamos assim."
Veja o restante da programação do dia final da Flip 2014:
3 de agosto – domingo
12h – "Romance em dois atos", com Daniel Alarcón e Fernanda Torres; mediação: Ángel Gurría-Quintana

14h – "Os sentidos da paixão", com Almeida Faria e Jorge Edwards; mediação: Paulo Roberto Pires
16h – "Livros de cabeceira" – Convidados da Flip leem e comentam trechos de seus autores favoritos; com: Andrew Solomon, Etgar Keret, Graciela Mochkofsky, Joël Dicker, Juan Villoro, Eduardo Viveiros de Castro, Fernanda Torres e Marcelo Rubens Paiva.

sábado, 2 de agosto de 2014

Cielo affollato in agosto, con la Luna superstar

In arrivo le notti delle stelle

Lo sciame delle Perseidi rischia di essere 'cancellato' dalla super Luna


Cielo affollato in agosto, con una Luna superstar che cercherà di rubare la scena alle stelle cadenti, ben due spettacolari congiunzioni tra pianeti e il passaggio di due comete Sperando nel bel tempo, rileva l'Unione Astrofili Italiani, si prepara un mese davvero pieno di eventi. In tutta Italia c'è un fitto programma di appuntamenti, i cui dettagli sono riportati dalla Rete degli astrofili italiani, e numerosi sono quelli dedicati al cielo e al vino, con gli eventi organizzati nell'ambito della manifestazione 'Calici di stelle'.

Dopo l'esordio del 12 luglio, la super Luna tornerà a dare spettacolo il 10 agosto, quando si troverà al perigeo, cioè alla distanza minima dalla Terra. Per questo apparirà più grande e piu' vicina. Se il cielo sarà libero dalle nuvole, si annuncia uno spettacolo da non perdere, che purtroppo cancellerà quello delle Perseidi, le stelle cadenti della notte di San Lorenzo. Per questo, rilevano gli astrofili, i primi e gli ultimi giorni del mese sono quelli ideali per seguire le Perseidi: vale a dire nei giorni lontani da quelli della super Luna. Alla fine le stelle cadenti non mancheranno, anche perchè agosto è ricco di molti altri sciami, come le Alfa Capricornidi e le Alfa Arietidi, visibili all'inizio del mese, e poi le Delta e IotaAquaridi, che attraverseranno veloci il cielo per tutto agosto. Nella seconda metà del mese arriveranno invece le luminosissime Kappa Cignidi.

Anche i pianeti giocano la loro parte: il 10 agosto Marte entra nella Bilancia e comincia rapidamente a ridursi la distanza angolare da Saturno, fino alla congiunzione del 27 agosto: un evento suggestivo, secondo soltanto all'altra congiunzione del mese, quella tra Giove e Venere. All'alba del 18 giugno i due pianeti sembreranno davvero vicinissimi: l'orario è scomodo ma, dicono gli astrofili, lo spettacolo vale davvero la pena. I due pianeti più luminosi sorgeranno vicinissimi tra loro, separati da una distanza angolare di appena 12 gradi, pari a poco più di un terzo del diametro della Luna Piena.

La cometa C/2014 E2 Jacques promette infine di essere la protagonista delle notti di agosto, con una buona luminosità e un'ottima posizione nel cielo. Il ruolo di comparsa spetta invece alla C/2013 V5 Oukaimeden, che a fine mese potrebbe però competere con la Jacques per il ruolo di regina.

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Una super tempesta solare è inevitabile


Una violenta eruzione solare (fonte: NASA/SDO)

Prima o poi arriverà, anche se è impossibile stabilire quando: una super tempesta solare capace di mettere in ginocchio linee elettriche, provocando estesi blackout, e di mandare in tilt i satelliti Gps e quelli per le telecomunicazioni. Ne sono convinti i ricercatori della task force internazionale SolarMax, che dalla rivista Physics World lanciano un appello ai Governi perchè mettano in atto contromisure fin sa subito.

Non sono gli unici a farlo: gruppi di ricercatori con l'obiettivo di tenere alta l'attenzione sul problema, sensibilizzando i governi, esistono anche in Europa con lo scopo di tenere alta l'attenzione per non farsi cogliere impreparati dalla super-tempesta solare. Anche in Italia sta nascendo un gruppo chiamato Swico (Space Weather Italian Community). ''L'obiettivo è coordinarsi in una rete europea'', spiega Mauro Messerotti, dell'osservatorio di Trieste dell'Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf) e membro del Consiglio direttivo della Swico.

Gli obiettivi sono comuni, anche se gli scenari prefigurati dal gruppo SolasMax sono decisamente apocalittici. La sua portavoce, Ashley Dale dell'università di Bristol, non usa mezzi termini e avverte che gli effetti della super-tempesta solare potrebbero essere ''catastrofici'' e protrarsi ''a lungo termine'', paralizzando sistemi di comunicazione, reti elettriche e trasporti. Per Dale la tempesta potrebbe essere imminente, visto che secondo i calcoli della Nasa ne avviene una ogni 150 anni e che l'ultima c'e' stata nel 1859. E' nota come l'evento Carrington, dal nome dell'astronomo britannico Richard Carrington, che aveva osservato l'eruzione solare che ha generato la tempesta, inviando verso la Terra un intenso sciame di particelle.

Tuttavia l'evento del 1859 non è stato l'unico degno di nota, rileva Messerotti. ''Questa - osserva - è una statistica troppo rudimentale e approssimativa''. Per esempio nel 1921 c'è stata un'altra tempesta, forse più intensa, così come un'altra forte tempesta c'è stata nel 1989 ed è rimasta memorabile anche la tempesta di Halloween, fra ottobre e novembre 2003, con interruzioni dei segnali Gps e delle telecomunicazioni. ''Non ci sono elementi - prosegue - per dire se la tempesta arriverà a breve o fra 100 anni. Sappiamo che si verificherà, ma non siamo in grado di dire quando; l'importante è essere preparati ad affrontare questi eventi estremi''.
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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Le 'pazze' orbite dei pianeti scritte nelle stelle

Rappresentazione artistica della doppia culla di pianeti intorno alle stelle di un sistema binario (fonte: B. Saxton - NRAO/AUI/NSF; K. Stapelfeldt et al. - NASA/ESA Hubble)


Sono scritte nelle stelle, le stravaganti orbite che caratterizzano molti dei pianeti esterni al Sistema Solare. Il loro orientamento nello spazio è spesso determinato fin dalla nascita dall'influenza esercitata dalle stelle che si trovano nelle vicinanze. La scoperta, pubblicata su Nature, è frutto dello studio di due culle di pianeti poste intorno alle stelle di un sistema binario: a fotografarle, con una nitidezza senza precedenti, è il telescopio Alma dello European Southern Observatory (Eso) in Cile.

Il suo mirino è stato puntato su due stelle del sistema HK Tauri, posto a 450 anni luce dalla Terra. Le due stelle hanno meno di 5 milioni di anni e distano l'una dall'altra circa 58 miliardi di chilometri. La stella più debole, HK Tauri B, è circondata da un disco protoplanetario visto di taglio che blocca la luce stellare e permette perciò agli astronomi di avere una buona visuale sul disco. Anche la stella compagna, HK Tauri A, possiede un disco, ma in questo caso non blocca la luce della stella. Questo evidente disallineamento ha permesso di capire meglio come nascono i pianeti in un ambiente così complesso come quello dei sistemi binari (dove si formano la maggior parte delle stelle, a differenza del nostro solitario Sole).

''I nostri risultati ci mostrano che esistono le condizioni necessarie per modificare le orbite del pianeti e che queste condizioni sono già presenti nel momento in cui i pianeti di formano, apparentemente a causa del processo stesso di formazione del sistema binario'', spiega l'astronomo Eric Jensen dello Swarthmore College in Pennsylvania, tra gli autori dello studio. 

Guardando al futuro, i ricercatori vogliono capire quanto sia diffuso questo tipo di sistema. ''Anche se comprendere questo meccanismo è un grande passo avanti - precisa Jensen - non può spiegare tutte le bizzarre orbite dei pianeti extrasolari: non ci sono abbastanza compagne binarie perchè questa sia la risposta completa. E' un rompicapo ancora da risolvere''.


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La Luna modellata dall'abbraccio con la Terra

La forma a 'limone' della Luna è stata modellata dall'abbraccio con la Terra (fonte: NASA/Sean Smith)



La stravagante forma 'a limone' della Luna è stata modellata nelle primissime fasi della sua evoluzione dall'abbraccio con la Terra: lo dimostra lo studio combinato della topografia e del campo gravitazionale del nostro satellite, pubblicato su Nature dai ricercatori dell'università della California a Santa Cruz.

Secondo questa nuova ricostruzione, l'attrazione esercitata dalla Terra avrebbe modellato la forma della Luna 'bambina' in due fasi. La prima e più importante risale a circa 4,4 miliardi di anni fa, quando la crosta esterna del nostro satellite galleggiava sulla roccia fusa sottostante ed era ancora molto malleabile: la forza di attrazione della Terra, combinata con la rotazione della Luna, avrebbe generato una frizione e un surriscaldamento della crosta lunare tale da modificarne la distribuzione, rendendola più sottile ai poli e più spessa nelle regioni allineate con la Terra.

Ciò avrebbe alterato di conseguenza il campo gravitazionale del satellite. La seconda fase del modellamento risale invece a circa 4 miliardi di anni fa, quando la Luna ha cominciato a raffreddarsi e a solidificarsi allontanandosi dalla Terra. ''Immaginate un palloncino pieno d'acqua mentre ruota'', spiega il coordinatore dello studio, Ian Garrick-Bethell.

''Questo inizia ad appiattirsi ai poli e a rigonfiarsi all'equatore. In aggiunta avete delle correnti generate dall'attrazione gravitazionale della Terra, e così si genera una forma a limone con l'asse maggiore che punta verso la Terra''. I ricercatori hanno anche scoperto che la distribuzione della massa sulla Luna è così cambiata nel tempo che oggi il campo gravitazionale risulta non allineato ma inclinato di 34 gradi rispetto all'asse principale del 'limone'. Questo significa che la faccia della Luna visibile dalla Terra non è più quella di un tempo, ma è leggermente spostata.


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Ricostruiti gli Inferi, ecco la Terra sconvolta dagli asteroidi


Rappresentazione artistica della superficie della Terra primitiva, segnata dagli impatti degli asteroidi; sullo sfondo la Luna (fonte: Simone Marchi)


Distese d'acqua in ebollizione e roccia fusa sotto il continuo bombardamento di asteroidi e comete, con impatti fino a 10.000 volte più violenti di quello che ha cancellato i dinosauri: era questa la Terra circa quattro miliardi di anni fa, nell'Adeano, il periodo il cui nome deriva dal greco 'Ade', ossia 'Inferi'. Ad esplorarlo, ricostruendo per la prima volta il numero e l'energia degli impatti, è la ricerca coordinata dall'italiano Simone Marchi, del Southwest Research Institute di Boulder (Colorado), pubblicata sula rivista Nature.

''Sapevamo che durante l'Adeano la Terra è stata bombardata da asteroidi e comete, ma finora non conoscevamo ne' il numero degli impatti ne' le loro dimensioni'', osserva Marchi. Questo perchè, spiega, ''mancano testimonianze geologiche di quegli eventi''. Sono infatti pochissime le rocce che conservano la memoria di quell'epoca: le più antiche finora trovate hanno soltanto 3,8 miliardi di anni.

Così il gruppo di Marchi ha combinato dati provenienti da ambiti diversi. Il punto di riferimento principale è la Luna, con le miriadi di crateri che costellano la sua superficie, ''è un testimone perfetto per ricostruire le collisioni che hanno segnato l'evoluzione della crosta terrestre'', osserva il ricercatore. Si sono rivelati utili anche i meteoriti e la distribuzione degli zirconi, i minuscoli minerali che si formano nella roccia fusa e che si cristallizzano in determinati intervalli di temperatura.

Tutti insieme, i dati forniti da questi elementi hanno permesso di ottenere un modello dinamico dei tempi e delle dimensioni degli impatti che hanno sconvolto la Terra e ne hanno 'ridisegnato' più volte la superficie, facendo fondere e ricompattare le rocce, e facendo bollire ed evaporare gli oceani.
Alcuni degli asteroidi caduti sulla Terra avevano un diametro di 10 chilometri e oltre, ma anche oggetti dal diametro di 5 chilometri potevano rilasciare una quantità di energia tale da far bollire gli oceani, 'sterilizzando' il pianeta.

Ci sono stati poi impatti straordinariamente violenti. Per esempio è probabile che almeno quattro volte durante l'Adeano si siano abbattuti sulla Terra asteroidi dal diametro maggiore a mille chilometri. Fra tre e sette potrebbero essere stati invece gli impatti di asteroidi dal diametro superiore a 500 chilometri, l'ultimo dei quali avvenuto circa quattro miliardi di anni fa. 

L'ipotesi dei ricercatori è che la vita sulla Terra possa essere comparsa più volte. Potrebbe, per esempio, essere emersa già nell'Adeano, nelle pochissime terre emerse risparmiate dagli impatti, con forme capaci di resistere alle condizioni estreme che esistevano allora.


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