segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Asteróide deve passar perto da Terra

Um asteróide vai passar perto da Terra na terça-feira (8) e, segundo os cientistas da Nasa, ele estará mais próximo de nós do que a lua. É a menor distancia que esse asteróide já ficou do nosso planeta em 200 anos, mas mesmo com a proximidade não há risco de colisão.
Imagens feitas por um radar mostram o asteróide, que tem a largura de quatro campos de futebol. Os cientistas da Nasa e os astrônomos do mundo todo estão animados, monitorando de perto, porque a aproximação desse asteróide é uma grande oportunidade para nós aprendermos um pouco mais sobre o universo em que vivemos.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Termina simulação de viagem conhecida como 'Big Brother Marte'

Os seis participantes do Mars500 posam para foto após o fim do projeto (Foto: ESA/AFP)


Do G1 em São Paulo - Terminou nesta sexta-feira (4) a missão Mars500, uma parceria entre Rússia, China e a agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês) que faz por merecer o apelido de “Big Brother Marte”.
Durante mais de um ano, seis homens simularam uma viagem ao planeta vermelho, presos em uma "nave espacial" localizada em Moscou, na Rússia. Eles "voltaram à Terra" no início da manhã, no horário de Brasília.
Os seis homens, de diferentes nacionalidades, embarcaram em 3 de junho de 2010. Na "nave", eles só podiam tomar banho uma vez por semana, tinham diversas tarefas a cumprir e para falar com o mundo exterior tinham que respeitar o tempo que demora para uma mensagem de verdade ir da Terra até Marte – o que pode chegar a até meia hora.

A "nave" é na verdade um conjunto de módulos construídos dentro do prédio do Instituto de Problemas Biomédicos da Rússia, um dos parceiros do projeto. O site da instituição colocou imagens em 360º da nave Mars500 (clique neste link para ver a página - depois de carregar, aperte o botão amarelo).
Mais de 6 mil pessoas de 40 países se candidataram para participar do projeto. No fim, os escolhidos foram o cirurgião russo Sukhrob Kamolov, o engenheiro francês Romain Charles, o médico russo Alexandr Smoleevskyi, o engenheiro ítalo-colombiano Diego Urbina, o instrutor de astronautas chinês Wang Yue e o engenheiro russo Alexey Sitev, comandante da missão.
Smoleevskyi, Urbina e Yue simularam também uma visita à superfície do planeta. Durante uma caminhada espacial, Urbina fingiu ter machucado a perna em uma pedra para testar o atendimento médico interplanetário de Smoleevski.

Objetivos
O objetivo do projeto era avaliar as condições psicológicas de uma tripulação forçada a ficar em um espaço reduzido, sem contato com o mundo exterior por tanto tempo.
Para levar o homem a Marte, além dos diversos desafios técnicos, como o tamanho do foguete e as experiências que precisam ser feitas, as agências espaciais precisam também resolver dilemas psicológicos e práticos. Por exemplo: será que seis pessoas nessas condições tão extremas não vão ficar loucas? Ou deixar de trabalhar em equipe?
Os primeiros resultados são positivos. O grupo do Mars500 reagiu bem ao isolamento de mentira, segundo a ESA.
O momento mais crítico foi em agosto, quando a missão chegou ao seu ponto mais monótono e a comunicação com o mundo exterior mais difícil. Os “astronautas” acabaram mais deprimidos, mas conseguiram completar todas as suas tarefas.
Outras perguntas ainda ficam sem resposta, pelo menos por enquanto. Ainda não existe, por exemplo, um consenso sobre se uma viagem a Marte deveria ser feita por uma tripulação mista ou apenas de um dos sexos, como foi a da Mars500.
Um grupo misto, tanto tempo isolado, pode gerar conflitos amorosos na tripulação. Por outro lado, colocar apenas homens ou apenas mulheres no voo pode parecer preconceito para o público (e não significa que relações amorosas não vão acontecer).

Além disso, os astronautas de verdade vão enfrentar problemas de saúde bem mais sérios, por causa da ausência de gravidade e da radiação solar -- coisas que são impossíveis de simular adequadamente em Terra. E, por mais isolados que estivessem, os participantes da Mars500 sabiam que estavam em Moscou e que podiam ir para casa a qualquer momento (embora nenhum tenha pedido para sair da nave).
A tripulação que for a Marte não vai ter esse conforto. Qualquer problema, acidente ou morte que ocorra a bordo vai precisar ser resolvido sem ajuda externa. No espaço, o controle de missão não está no corredor ao lado. E não há como voltar a nave de volta para a Terra no meio do voo.
Aprovação
Os participantes estão convictos de que a missão atingiu seu objetivo. “Todos adquirimos grande experiência valiosa, que vai ajudar a arquitetar e planejar futuras missões a Marte. Estamos prontos para embarcar na próxima nave para lá”, disse o francês Romain Charles.
“Na missão Mars500, fizemos na Terra a viagem espacial mais longa da história, para que a humanidade um dia veja um novo amanhecer em um planeta distante, mas alcançável”, completou o ítalo-colombiano Diego Urbina.
Nos próximos dias, os participantes passarão por exames médicos e psicológicos minuciosos, e terão também a oportunidade de relaxar. Até dezembro, eles ainda terão de responder a questionários e fazer novos testes, na última fase de coleta de dados.


clique para ampliar



Explosão de raios gama revela duas galáxias distantes da Terra

Do G1 em São Paulo - Duas novas galáxias muito distantes da Terra foram descobertas após a análise de uma explosão de raios gama por uma equipe internacional de astrônomos. A explosão, conhecida como GRB 090323, foi divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).
As galáxias detectadas foram observadas como elas eram há 12 bilhões de anos, ou seja, no início do Universo - de acordo com os especialistas, o Cosmo tem uma idade aproximada de 13,7 bilhões de anos. Curiosamente, apesar de "vistas" enquanto jovens, as duas galáxias apresentam elementos químicos mais pesados do que aqueles encontrados no Sol. Esses materiais costumam ser produzidos apenas após várias gerações de vida e morte de estrelas.
As explosões de raios gama são os eventos mais brilhantes do Universo. Inicialmente, esses acontecimentos são detectados por observatórios que giram ao redor da Terra. Quando os astrônomos conhecem a posiçao exata da fonte dos raios gama, eles passam a estudá-la com instrumentos poderosos em solo terrestre como é o caso do Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês).

Imagem mostra como seria um feixe de raios gama cruzando as duas galáxias. (Crédito: ESO)

Nasa registra mancha solar gigante


Da Associated Press - A imagem mostra uma mancha solar gigante, registrada nesta quinta (3). A região do Sol onde a mancha foi encontrada está sendo chamada de 'monstro benevolente' pelos cientistas. Depois de anos relativamente calmo, o Sol tem tido muitas tempestades recentemente (Foto: AP Photo/Nasa)

Cientistas encontram o pulsar de milissegundo mais brilhante

Do G1 em São Paulo


Pulsar J1823-3021A, a 27 mil anos-luz da Terra (Foto: Nasa/ESA/I. King)

A imagem acima é de um fenômeno que nunca tinha sido registrado pelos astrônomos. O J1823-3021A é o primeiro pulsar de raios gama a ser detectado em um aglomerado globular de estrelas.
É também o pulsar de milissegundo mais brilhante já encontrado, além de ser o mais jovem. Normalmente, objetos como esse têm cerca de 1 bilhão de anos; esse tem "apenas" 25 milhões.
A descoberta dos cientistas do Instituto Max Planck de Radioastronomia, em Bonn, Alemanha, foi publicada pela revista Science. Os astrônomos usaram dados obtidos pelo telescópio espacial Fermi.
Um pulsar é uma estrela muito compacta, que tem massa milhões de vezes maior que a da Terra, com apenas 20 km de diâmetro. Eles giram muito rápido e com muita regularidade – a precisão se compara à dos melhores relógios atômicos feito pela humanidade. J1823-3021A tem 11 mil rotações por minuto.
Já um aglomerado globular é um conjunto muito velho de estrelas, que contém centenas de milhares delas. O aglomerado analisado nesse estudo é NGC 6624, que fica na região central da Via Láctea, a 27 mil anos-luz da Terra.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Chuva de cometas nas proximidades



de cometas? Não seria chuva de meteoros? Poderia ser, mas não nesse caso. Estamos falando de Eta Corvi, um sistema planetário ainda em formação.

O negócio é o seguinte: uma das principais missões do telescópio espacial Spitzer é pesquisar a evolução de sistemas planetários para tentar entender como se forma um desses. Até uns 10 anos atrás tínhamos um modelo de evolução de sistemas planetários baseados no nosso Sistema Solar. Afinal ele era o único conhecido. O fato é que ele parece ser a exceção à regra, com planetas rochosos mais próximos da estrela central e os gigantes gasosos mais distantes. O que vemos por aí é que temos gigantes gasosos muito próximos da estrela, ou mesmo planetas rochosos, mas enormes, chamados de “super-Terras”.
Enquanto a formação de sistemas assim ainda é tema controverso, a evolução deles não parece tão bizarra. Existem evidências observadas de que nosso sistema, principalmente os planetas mais próximos do Sol, sofreu um intenso bombardeio de cometas e asteroides ainda no início dos tempos. Essas evidências estão na superfície da Lua, são as inúmeras crateras que marcam sua superfície. Outra evidência é a existência dos oceanos na Terra. Apenas a água proveniente do gás protoplanetário não seria suficiente para formar os oceanos. Essa água toda teria de ter vindo em cometas ou asteroides com grande massa de água em sua composição.
Voltando à Eta Corvi, um time de astrônomos liderado por Carey Lisse da Universidade John Hopkins publicou no Astrophysical Journal o que seriam dois anéis de poeira circundando a estrela central. As observações com o Spitzer, que opera no infravermelho, sugerem que um cometa gigante provavelmente foi destruído no choque com um planeta ou outro corpo celeste muito grande. Os destroços formaram uma banda de poeira orbitando a estrela central dentro da zona onde se espera que planetas do tipo terrestre estejam se formando. Isto sugere que planetas como o nosso estejam agora sendo bombardeados por esses destroços, assim como foi a Terra no início da formação do Sistema Solar. Eta Corvi tem aproximadamente um bilhão de anos, mais ou menos a idade que nosso Sistema tinha quando este tipo de evento aconteceu.
Curiosamente, a análise da composição química desta poeira lembra muito a composição química do meteorito Almahata Sitta, aquele que caiu no Sudão em 2008 e que eu mostrei um fragmento aqui mesmo no blog em 2009. Isso sugere que tanto o meteorito de Almahata, quanto o corpo que se desintegrou em Eta Corvi se formaram na mesma região em relação a sua estrela central, mas cada qual em seu sistema, claro.
A segunda faixa de poeira é mais fria e mais massiva e está localizada nos limites exteriores do sistema de Eta Corvi e parece ser o reservatório de cometas deste sistema. Essa banda de poeira lembra muito, em localização e tamanho, o nosso Cinturão de Kuiper (pronuncia-se cóiper). Foi deste Cinturão que partiram (e ainda partem) os cometas, tragados pela força gravitacional dos gigantes gasosos do nosso Sistema Solar e que eventualmente se chocaram com os planetas ou mesmo mergulharam em direção ao Sol.
Com tantas similaridades com o cenário primordial do nosso Sistema Solar, Eta Corvi é um sistema que merece muito mais estudos por si só, conclui Carey Lisse.

Por Cassio Barbosa, Blog Observatório
http://g1.globo.com/platb/observatoriog1/

Fim do mundo adiado!

Mais uma vez, eu sou portador de más notícias àqueles que acreditam em Nibiru e no Elenin como artífices da destruição da Terra. Caros amigos, lamento informar que, o cometa Elenin foi destruído!
Que doce ironia, não? O elemento que “traria a destruição da Terra” acaba sendo destruído e agora não passa de uma nuvem de destroços. Mas como se deu este fato?

O cometa Elenin, como todos os cometas ativos é – ou melhor, era – formado por um núcleo que, na verdade, não passa de uma bola de gelo sujo. De quando em quando, a configuração dos planetas gigantes em relação ao Sol provoca um puxão gravitacional que desestabiliza um objeto da nuvem de Oort. Essa nuvem é uma região bem grande, que guarda restos da formação do Sistema Solar e que abriga milhares de pedaços de rocha vagando pelo espaço. A nuvem de Oort é considerada um reservatório de cometas. Quando as condições que eu mencionei acima são favoráveis, uma dessas rochas, ou pedaços de gelo, avança lentamente em direção ao Sol, levando milhares, ou até milhões de anos para chegar por aqui.
Até que esses objetos se aproximem muito do Sol, eles passam despercebidos, pois são pequenos e refletem pouca luz. Quando eles chegam às proximidades do Sistema Solar, a radiação do Sol aquece o núcleo, que acaba evaporando o gelo, formando uma ou várias caudas. Dessa maneira, fica mais fácil de se detectar um cometa.
O caso do Elenin não foi nada diferente, seguiu essa prescrição e, não se sabe por que motivo, caiu no gosto dos fatalistas que estavam certos que ele traria o fim do mundo. A internet foi inundada de relatos de como esse cometa traria a destruição, inclusive associando vários terremotos com supostos alinhamentos com o sistema Sol-Terra. Numa continha rápida usando a famosa lei da Gravitação Universal de Newton, dá para perceber que um carro popular tem influência gravitacional muito maior sobre as placas tectônicas da Terra do que o Elenin.
E o que houve com o todo poderoso Elenin? Aconteceu com ele o que acontece com 3% dos cometas que se aproximam do Sol: eles se despedaçam em milhares de fragmentos de rocha e gelo que seguem na mesma órbita do cometa. Esse fato já era desconfiado mais ou menos na época em que eu escrevi este post sobre essa balela toda. Observadores haviam relatado que o brilho do cometa tinha diminuído, ao invés de aumentar, já que ele estava se aproximando do Sol. Então ele teria de ter se partido. Eu só esperei a confirmação oficial para voltar ao assunto.
Então ficamos assim. O fim do mundo fica adiado mais uma vez e, se você comprou uma casa ou um carro financiado achando que não ia precisar pagar todas as prestações, é bom começar a se preocupar!

Por Cassio Barbosa, Blog Observatório
http://g1.globo.com/platb/observatoriog1/

Asteroide dá pistas sobre como foi formação planetária no Sistema Solar

Do G1, em São Paulo  
À primeira vista, o asteroide Lutetia 21 não parece muito diferente das outras milhares de rochas que ficam no cinturão localizado entre Marte e Júpiter. Mas três estudos publicados nesta quinta-feira (27) na revista especializada “Science” mostram que ele pode ser um “pré-planeta”. Por isso, pode ajudar astrônomos a entender como se formou o nosso Sistema Solar.
Foto do asteroide Lutetia 21 feita pela sonda Rosetta (Foto: ESA 2010 MPS for OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/RSSD/INTA/UPM/DASP/IDA)
As três pesquisas usaram dados da sonda espacial europeia Rosetta, que passou por Lutetia 21 em julho do ano passado.
Segundo dados de um desses trabalhos, liderado pelo alemão Holger Sierks, o Lutetia 21 tem 121 km de comprimento, 101 km de altura e 75 km de largura.
De acordo com a equipe, o asteroide tem hoje basicamente a mesma estrutura interna que tinha no início do Sistema Solar.
Outro grupo alemão, de Martin Patzold, calculou a densidade do asteroide: 3,4 toneladas por metro cúbico – o que o torna um dos mais densos já vistos.
Isso surpreendeu os cientistas por indicar que o Lutetia 21 não é um “amontoado” de pedras e fragmentos de pedras, como a maioria dos outros asteroides e como os cientistas esperavam que ele fosse pelas imagens de sua superfície.
Segundo os pesquisadores, o achado é surpreendente porque indica que existam outros tipos de corpos celestes na nossa vizinhança mais diferentes do que eles imaginavam. E que o Lutetia 21 é, na verdade, feito daquilo que os primeiros planetas rochosos (como a Terra) tinham no início da formação do nosso sistema.
Uma terceira equipe, da italiana Angioletta Coradini (que faleceu em setembro), estudou a composição do Lutetia 21 e descobriu que a temperatura máxima da superfície não passa de cerca de -19 °C.

Foto do asteroide Lutetia 21 feita pela sonda Rosetta (Foto: ESA 2010 MPS for OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/RSSD/INTA/UPM/DASP/IDA)

Brasileiros calculam raio de planeta-anão 'gêmeo' de Plutão

Éris gira em torno do Sol e tem tamanho quase idêntico ao de Plutão.   Brasileiros fizeram parte de equipe internacional que fez a descoberta.

Tadeu Meniconi Do G1, em São Paulo
Uma equipe internacional de astrônomos, incluindo vários brasileiros, conseguiu calcular com precisão o raio do planeta-anão Éris, que gira em torno do Sol a uma distância duas vezes maior que a do astro a Plutão.
A pesquisa mostrou que o raio dos dois planetas-anões é muito parecido e se referiu aos planetas como "gêmeos".
O raio de Éris é de 1.163 km, com margem de erro de 6 km para mais ou para menos. O de Plutão é estimado entre 1.150 km e 1.200 km.

Ilustração do planeta-anão Éris (Foto: ESO/L. Calçada)
O cálculo foi feito a partir de um eclipse ocorrido em 6 de novembro de 2010, quando Éris passou na frente de uma estrela, do ponto de vista de quem está na Terra.
“É muito raro ele passar na frente de uma estrela, saber disso antes é mais difícil ainda”, diz Roberto Martins, pesquisador titular do Observatório Nacional, que participou do grupo.

Essa informação foi obtida com dados dos telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), com base no Chile.

Uma vez que se sabia que haveria esse eclipse, vários observatórios se mobilizaram, mas apenas três telescópios no Chile conseguiram observar o fenômeno – outro, na Argentina, pôde ver o céu, mas não tinha ângulo para ver Éris. No Brasil, as nuvens atrapalharam o trabalho dos astrônomos.

Telescópio Caisey Harlingten, em San Pedro de Atacama, no Chile, foi um dos que observou o eclipse (Foto: A. Maury/Nature)

Mais cálculos
Já se conhecia a velocidade com que o planeta-anão – visto da Terra – se desloca. A partir disso, eles observaram o tempo que a luz da estrela levava para desaparecer e reaparecer. Com esse dado, foi possível deduzir o raio do planeta anão com precisão.

Martins conta que o cálculo é mais preciso do que apontou o raio de Plutão. “Plutão tem atmosfera, ela refrata a luz”, explica o astrônomo. Por conta disso, o eclipse ocorre de maneira gradual; no caso de Éris, ele é brusco, e a conta fica mais exata.

O estudo, no entanto, admite a possibilidade de que Éris tenha uma atmosfera que se congelou porque a rota do planeta anão é elíptica e a medição ocorreu quando ele estava muito longe do Sol – a 95,7 unidades astronômicas (1 UA representa a distância entre a Terra e o Sol, ou 150 milhões de km). Talvez, dizem os pesquisadores, uma atmosfera gasosa surja quando ele atingir o momento em que ele fica mais perto do Sol, a 37,8 UA.

Saber o raio é um primeiro passo que gera uma série de conhecimentos sobre o planeta anão. Como Éris tem um satélite natural, os astrônomos já sabiam a sua massa. “Sabendo a massa e o volume, sabemos a densidade. Sabendo a densidade, podemos saber a composição química”, raciocina Martins.

Também é possível calcular a cor do corpo celeste, a partir da quantidade de luz refletida. “É muito, muito branco”, resume o pesquisador do Observatório Nacional.
O trabalho publicado pela revista científica Nature foi liderado pelo astrônomo francês Bruno Sicardy, do Observatório de Paris.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Astrônomos explicam pela primeira vez fenômeno visto há 2 mil anos

Do G1, em São Paulo - Cientistas encontraram nesta segunda-feira (24) a resposta para uma das questões mais antigas da história da astronomia. Eles conseguiram explicar a expansão de uma supernova –explosão de uma estrela – conhecida como RCW 86.
Registros de 185 d.C. na antiga China falam sobre uma “estrela hóspede” que apareceu no céu do nada e lá ficou por cerca de oito meses. Na década de 1960, astrônomos modernos concluíram que essa era a documentação mais antiga de uma supernova.
Justamente pela existência desse registro, os astrônomos sempre estranharam o tamanho dessa supernova. Os restos da estrela só podem ser vistos com luz infravermelha. Se pudessem ser vistos a olho nu, ocupariam uma área maior que a da Lua cheia no céu.
“É duas ou três vezes maior do que esperaríamos para uma supernova que foi vista explodindo há cerca de 2 mil anos. Agora, finalmente conseguimos apontar o motivo”, afirma Brian Williams, astrônomo da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA, que liderou a pesquisa.
Com dados obtidos pelo telescópio espacial Spitzer, os astrônomos descobriram que a estrela explodiu numa “cavidade oca”, o que permitiu que o material expelido viajasse pelo espaço mais rápido e para mais longe do que o normal.


Imagem da supernova RCW 86, feita com a composição de dados obtidos por quatro telescópios diferentes (Foto: Nasa/ESA/JPL-Caltech/UCLA/CXC/SAO)

Estudantes disputam olimpíada de astronomia no Rio e no Sul de Minas

Do G1 em São Paulo - Cerca de 40 estudantes do ensino médio representando oito países participam esta semana nas cidades do Rio de Janeiro e Passa Quatro, no Sul de Minas, da III Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). O evento começou na segunda-feira (24) com palestras no Planetário do Rio e uma prova de observação do céu projetado no planetário. A competição estudantil vai até domingo (30).


Estudantes de oito países participam da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia
 (Foto: Divulgação)
 
A equipe brasileira conta com cinco estudantes selecionados pelos resultados obtidos na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA): Felipe Marino Moreno, Tábata Cláudia do Amaral, Lucas Moraes de Oliveira e Victor Moraes de Oliveira, do estado de São Paulo, e Rafael Bordoni, do Amazonas.
Ainda esta semana os participantes vão realizar outras atividades na cidade de Passa Quatro (MG), como lançamento de foguetes feitos de garrafas pet, avaliações de reconhecimento do céu e manuseio do telescópio. Em 2012, o Brasil deverá sediar a Olimpíada Mundial de Astronomia e Astrofísica.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Astrônomos detectam vapor de água em disco de poeira ao redor de estrela

Descoberta foi feita com dados do Observatório Espacial Herschel.  Substância pode ser mais comum no universo do que se pensava.

Do G1, em São Paulo
Astrônomos detectam a presença de vapor de água em um disco de poeira ao redor de uma estrela a 175 anos-luz de distância da Terra. A descoberta foi divulgada na revista "Science" por pesquisadores que utilizaram dados do Observatório Espacial Herschel, da agência espacial europeia (ESA).
Segundo os especialistas, a estrela é jovem - possui "apenas" 10 milhões de anos de idade - e o anel de poeira ao seu redor pode dar origem a um conjunto de planetas no futuro. O astro está localizado na direção da constelação de Hidra.
Vapor de água não era novidade para os cientistas em áreas mais próximas das estrelas, porém nunca havia sido detectado nas partes mais externas dos discos de poeira.
A estrela de cor alaranjada é chamada TW Hydrae e possui um anel com diâmetro 200 vezes maior do que a distância da Terra ao Sol. Os indícios no círculo de poeira podem indicar que a água é muito mais comum no universo do que se pensava anteriormente.


Imagem mostra como seria o disco de poeira com água ao redor da estrela.
  (Crédito: JPL-Caltech / Nasa)

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