sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Agência europeia diz que rotação de Vênus é mais lenta do que o previsto

Da EFE -A velocidade de rotação do planeta Vênus é inferior do que a comunidade científica tinha calculado até o momento, informou nesta sexta-feira (10) a Agência Espacial Europeia (ESA), que comparou suas últimas medições com as realizadas no começo da década de 1990.

Os cientistas estudaram os dados proporcionados pela sonda Vênus Express, que entrou em sua órbita em abril de 2006 para estudar em detalhe o planeta e sua atmosfera mediante seu Espectrômetro de Imagem Infravermelha e Visível, e comprovaram que havia detalhes de sua superfície que não apareciam onde eram esperados.

Se for mantido o ritmo de rotação calculado pelo satélite Magellan da Nasa no começo dos anos 90, os traços analisados teriam que estar situados a cerca de 20 quilômetros mais ao norte, segundo informou a ESA em comunicado.

 Vênus gira ao redor de seu eixo em aproximadamente 243 dias. (Foto: Nasa)
 
"Quando os dois mapas não coincidiram, a princípio pensei que havia um erro em meus cálculos, porque as medições do Magellan foram muito precisas, mas comprovamos qualquer possível falha que nos ocorreu", diz na nota o cientista planetário Nils Müller, do Centro Aeroespacial alemão DLR.

Os cientistas estabeleceram com os dados proporcionados pela missão do Magellan que uma rotação completa de Vênus equivalia a 243 dias da Terra, mas as observações da superfície facilitadas pela Vênus Express só poderiam coincidir com a primeira se seus dias fossem 6,5 minutos superiores ao calculado.

Recentes modelos atmosféricos mostraram que o planeta poderia ter diminuído seus ciclos climáticos durante as últimas décadas, o que também poderia ter feito variar os períodos de rotação, mas nenhuma das razões com que a comunidade científica trabalha é definitiva.

Outro dos cientistas ocupados neste projeto, Hakan Svedhem, diz que calcular a velocidade de rotação desse planeta ajudará a planejar futuras missões, porque 'será preciso informação precisa para selecionar lugares potenciais de aterrissagem'.

A ESA explica que na Terra o tamanho dos dias pode chegar a variar cerca de um milissegundo ao ano e se vê afetada pelos ventos e as marés nesse período.

Com missões como a Venus Express, se espera poder determinar como esse tipo de forças afetam Vênus, o que, segundo a ESA, ajudaria a descobrir, entre outros fatores, a composição de seu núcleo.

Nasa divulga imagens da aurora boreal vista do espaço

Sequência foi feita a partir de fotos tiradas na  Estação Espacial Internacional. (Foto: Nasa)

Da BBC - A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou o que seriam as primeiras imagens em movimento da aurora boreal, o fenômeno das luzes coloridas nas altas latitudes do hemisfério norte. Assista ao vídeo aqui (no site da BBC).

As imagens foram captadas em seqüência da Estação Espacial Internacional, que orbita a 350 quilômetros da superfície da Terra, e colocadas em ordem.

As auroras, boreal no norte, e austral no sul, ocorrem quando "ventos" de partículas carregadas de energia do sol interagem com os gases da atmosfera terrestre.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Observatório no Chile divulga criação do maior telescópio óptico virtual

Da France Presse - Cientistas do Observatório de Monte Paranal, no norte do Chile, anunciaram ter conseguido conectar os sinais emitidos pelos quatro telescópios mais potentes localizados nesse centro astronômico para criar o maior telescópio óptico virtual do mundo.

"No final de semana conseguimos finalizar o processo, depois de quase um ano. Pela primeira vez, pudemos fazer observações científicas através desse novo instrumento, e podemos dizer que já está pronto para ser utilizado" no futuro, disse à AFP Jean-Philippe Berger, astrônomo encarregado do processo.

No Monte Paranal, que fica 2.635 metros acima do nível do mar em pleno Deserto de Atacama, estão quatro grandes telescópios ópticos de 30 metros de altura e com espelhos de 8 metros de diâmetro cada um, que formam o Very Large Telescope (VLT).

Os astrônomos conseguiram conectar os sinais recebidos por eles por meio de uma técnica conhecida como interferometria -- conjunto de processos de medição de comprimentos e de índices de refração, ou de análise de superfícies ópticas, baseado na interferência da luz -- combinando a luz emitidas pelos quatro para obter uma imagem de maior resolução.

 Conjunto de telescópios no Observatório no Monte Paranal, no Chile. (Foto: ESO)

 
A partir de agora, os cientistas vão poder utilizar quando precisarem esta nova modalidade de observação, que, de uma forma virtual, permitirá contar com um espelho equivalente de 130 metros de diâmetro. Segundo Berger, o resultado final vai melhorar a resolução e a capacidade "zoom" dos aparelhos.

"Poderemos ver a superfície das estrelas, inclusive objetos que nunca haviam sido observados antes, como astros muito jovens ou algumas galáxias", explicou o astrônomo.

O Observatório de Paranal conta com duas redes de telescópios ópticos: os primeiros têm espelhos de 8 metros de diâmetro; e os segundos, menores, espelhos de 1,8 metro, já unidos mediante a interferometria em outubro de 2010.

A luz combinada proveniente destes sete instrumentos óticos forma o chamado VLT Interferômetro. Segundo Berger, é "muito difícil construir telescópios ópticos de tamanhos maiores" para conseguir visão melhor.
"Trabalhamos por isto durante muito tempo e estamos contentes de poder começar a fazer ciência" com ele, disse Berger.

O VLT do Observatório de Monte Paranal, a 1.100 km de Santiago, perto da cidade chilena de Antofagasta, é considerado o instrumento óptico mais avançado do mundo.

O sistema é operado pelo Observatório Europeu Austral (com sigla em inglês ESO), uma organização criada em 1962 integrada por 11 países: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Holanda, Itália, Portugal, Suécia e Suíça.

A construção do Observatório de Monte Paranal começou em 1991, depois de sete anos de trabalhos de prospecção. Cerca de 350 mil metros cúbicos de rocha e terra foram removidos do cume desse monte para criar uma plataforma de 20.000 metros quadrados, onde foram instalados os telescópios e o Laboratório de Interferometria.

Por suas boas condições geográficas e climáticas, o Chile abrigará também, a partir de 2018, o E-ELT (European Extremely Large Telescope), que contará com um espelho de 42 metros de diâmetro e que levará sete anos para ser construído. Seu custo é calculado em 1 bilhão de euros.

Novo estudo explica luzes de buraco negro no centro da Via Láctea

Do G1 em  SP -Uma pesquisa publicada pela revista “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society” traz uma explicação para um fenômeno que acontece no centro da Via Láctea.

Lá fica um buraco negro supermassivo chamado Sagitário A*. A região é estudada pelo Observatório Chandra de Raios X, da Nasa, e pelo Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês), que faz observações em infravermelho.

 Buraco negro Sagitário A*, no centro da Via Láctea 
(Foto: NASA/CXC/MIT/F. Baganoff, R. Shcherbakov et al. )
 
Há anos, os cientistas percebem a liberação de luzes em raios X a partir do buraco negro, mas nunca souberam explicar por que isso acontece.

O novo estudo sugere que, em volta de Sagitário A*, existe uma nuvem com trilhões de asteróides e cometas que se desprenderam de suas estrelas mães. Quando um desses corpos celestes passa perto – cerca de 150 milhões de quilômetros, mesma distância entre a Terra e o Sol – desse buraco negro, é quebrado em pequenos pedaços.

Os fragmentos seriam então vaporizados pelo atrito ao passar pela camada de gás quente. Nesse processo, segundo a teoria, são liberadas as luzes que os cientistas observavam havia anos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Telescópio chileno detecta detalhes de berçário estelar em infravermelho


Na comparação, a foto acima foi feita a partir de radiação infravermelha; abaixo, uma imagem
obtida com luz visível. (Foto: ESO)

Do G1 em SP -A imagem mais detalhada já obtida da Nebulosa de Carina, um berçário estelar a 7,5 mil anos-luz da Terra, foi divulgada nesta quarta-feira (8) por astrônomos que utilizaram instrumentos do Observatório Europeu do Sul (ESO).

Formada por poeira brilhante e gás, essa estrutura é o lar de Eta Carinae, uma  estrela que já foi a segunda mais brilhante do céu terrestre, por volta de 1840.

A nebulosa oculta detalhes de seu interior por conta da concentração de poeira no local, que bloqueia todo o espectro de luz visível das regiões que ficam atrás das nuvens de material particulado.

Esse obstáculo foi vencido com o uso do Telescópio Muito Grande (VLT), um dos principais da organização de pesquisa astronômica, localizado no Chile. O instrumento consegue detectar a radiação infravermelha que rompe a barreira de poeira e consegue chegar até nós.

A imagem abaixo é o resultado da união de centenas de fotografias justapostas, feitas com os dados colhidos pelo VLT durante o estudo da equipe do observatório da Universidade de Munique, coordenada pelo pesquisador Thomas Preibisch.


Na parte inferior esquerda da imagem da Nebulosa de Carina surge a estrela Eta Carinae, que já foi uma das mais brilhantes do céu noturno terrestre há mais de 170 anos. (Foto: T. Preibisch / ESO)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Agência Espacial Europeia revela novas provas sobre oceano em Marte

Da EFE -A Agência Europeia do Espaço (ESA) informou nesta segunda-feira (6) que seu satélite Mars Express apresentou provas que um oceano cobriu parte da superfície de Marte, algo que já se suspeitava, mas que ainda continua sendo objeto de controvérsia.

O estudo partiu de dados gerados durante mais de dois anos pelo radar Marsis, que alcançou o planeta vermelho em 2005. As informações recolhidas permitiram que os especialistas descobrissem que as planícies do hemisfério Norte estão cobertas por um material de baixa densidade.

Jéremie Mouginot, do Instituto de Astronomia Planetária e Astrofísica de Grenoble (IPAG), assegura que esses compostos parecem ser depósitos sedimentários, o que supõe "uma nova e sólida prova de que em outros tempos houve um oceano nessa área".
Ilustração mostra o hemisfério Norte de Marte, ocupado por oceano no passado.
(Crédito: C. Carreau / ESA)
 
O fato de que Marte já foi parcialmente coberto por um oceano era uma hipótese já trabalhada pela comunidade científica, mas essa descoberta apresenta melhores indícios para confirmá-la.

A certeza sobre a formação dessa massa de água continua sendo vaga. Acredita-se que pode ter sido originada há 4 bilhões de anos, quando o planeta vermelho apresentava condições meteorológicas mais amenas, ou há 3 bilhões, quando a camada de gelo da superfície se fundiu após um grande impacto.

O chefe da equipe da IPAG, Wlodek Kofman, explica que a Marsis penetrou o subsolo marciano, chegando a  80 metros de profundidade, onde recolheu provas de sedimentos e de gelo.

Por enquanto, os cientistas descartam que esse provável oceano tenha tido tempo suficiente para permitir o desenvolvimento de vida e asseguram que provas da mesma terão que surgir em pesquisas sobre épocas anteriores da história desse planeta
.
Os dados anteriores do Mars Express sobre a existência de água em Marte vinham da análise de imagens ou de informações mineralógica e atmosférica, mas não de uma visão tão próxima com as referências obtidas pelo radar.

O satélite vai seguir em atividade para investigar o possível paradeiro desse grande volume de água..

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Venere rallenta la sua rotazione

Mappa geologica di Venere (fonte: NASA Ames Reseach Center, U.S Geological Survey e Massachusetts Institute of Technology)
 
I giorni su Venere scorrono sempre più lenti. Rispetto a venti anni fa, infatti, il pianeta impiega ben 6 minuti e mezzo in più per completare la rotazione intorno al suo asse, un moto caratterizzato già da una lentezza da record visto che viene completato nell'arco di 243 giorni terrestri. Lo dimostra uno studio condotto dal DLR Institute of Planetary Research di Berlino e pubblicato nel numero speciale di febbraio della rivista Icarus ,interamente dedicata alle più recenti ricerche su Venere.

I ricercatori, guidati da Nils Mueller, hanno confrontato i dati raccolti tra il 1990 e il 1994 dalla sonda Magellan della Nasa con quelli della missione Venus Express dell'Agenzia spaziale europea (Esa) che dal 2006 è in orbita attorno a Venere. Dopo un'attenta revisione delle riprese radar di Magellan, grazie alla quale sono stati individuati alcuni punti di riferimento sulla superficie di Venere, Muller e colleghi sono andati alla ricerca delle stesse strutture nelle recenti osservazioni del pianeta nell'infrarosso ottenute dallo strumento Virtis, lo spettrometro a immagini in gran parte ideato, progettato e realizzato in Italia da ricercatori dell'Istituto nazionale di astrofisica (Inaf) e dalla Società Galileo Avionica del Gruppo Finmeccanica per conto dell'Agenzia spaziale italiana (Asi).

Grazie alla precisione delle immagini di Virtis, è stato possibile individuare a venti anni di distanza le stesse strutture della superficie del pianeta. Queste, pero', sono state trovate a 20 chilometri di distanza dai punti in cui avrebbero dovuto essere tenendo conto della velocita' di rotazione del pianeta. Da qui l'idea che Venere abbia visto crescere la durata del suo giorno di ben 6 minuti e mezzo.

Secondo gli esperti, il 'freno' che rallenta la rotazione di Venere e' la sua densa atmosfera. Moti ondulatori che si propagano sulla superficie del pianeta da questa enorme massa di gas, in gran parte composta da anidride carbonica e acido solforico, potrebbero creare degli effetti di attrito in grado di rallentare la rotazione del pianeta.

www.ansa.it 

Il 13 febbraio il primo volo di Vega

La base di lancio di Vega a Kourou (Guyana Francese) (fonte: ESA-S.Corvaja,2012)
 
E' stata fissata per il 13 febbraio, alle 11,00 (ora italiana) la data del primo volo del lanciatore europeo Vega dalla base di Kourou, nlla Guyana Francese. Lo rendono noto l’Agenzia Spaziale Europea (Esa), l'Agenzia Spaziale Italiana (Asi) e la Avio.

    Quello del 13 febbraio sarà un volo di qualifica, nel quale il piccolo lanciatore porterà in orbita nove satelliti, quattro dei quali italiani. Questi sono Lares (Laser Relativity Satellite), dell’Asi, ed AlmaSat-1, dell’università di Bologna, ed ii mini-satelliti E-St@, realizzato dal Politecnico di Torino, e UniCubeSat-GG, realizzato dal gruppo GAUSS della Scuola di Ingegneria Aerospaziale dell'università di Roma La Sapienza. Gli altri Cube-Sat sono Goliat (Romania), MaSat-1 (Ungheria), PW-Sat (Polonia), Robusta (Francia) e Xatcobeo (Spagna).

    La prima missione di Vega si chiama VV01 e la finestra di lancio prevista è di due ore, vale a dire che la possibilita’ di lanciare si estende a partire dalle 11,00 (ora italiana) alle 13,00 (ora italiana).  Costruito in Italia, negli stabilimenti della Avio a Collefero (Roma), Vega entra cosi’ a far parte della famiglia dei lanciatori europei, accanto all’Ariane 5, per carichi pesanti, e alla Soyuz, per carichi medi. A livello europeo il programma Vega è sostenuto, oltre che dall’Italia, da sei Paesi (Francia, Belgio, Olanda, Spagna, Svezia e Svizzera).

   Il primo volo di Vega, dopo il quale l’attività del lanciatore sarà gestita dalla francese Arianespace, è il punto di arrivo di un percorso di sviluppo cominciato in Italia all’inizio degli anni '90, con Asi e Avio, e negli ultimi nove anni guidato dall’Esa e  dalla Elv, la societa’ costituita al 70% dalla Avio e per il 30% dall'Asi. Le altre aziende italiane che partecipano al progetto ci sono Vitrociset, responsabile delle operazioni di terra, Telespazio, Cira, CGS, Selex Galileo.
www.ansa.it

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Planeta recém-descoberto é 'melhor candidato a abrigar vida' fora da Terra

Da EFE -Uma equipe internacional de cientistas descobriu um planeta a 22 anos-luz da Terra com mais possibilidades de ter água e vida que qualquer outro já descoberto. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (2) pela revista "Astrophysical Journal Letters".

O planeta GJ 667Cc tem, no mínimo, 4,5 vezes a massa da Terra. Com uma órbita que dura o equivalente a 28 dias terrestres, ele gira ao redor de seu sol em uma zona onde a temperatura não é nem quente nem fria demais para que exista água em estado líquido em sua superfície.


lustração do planeta GJ667Cc 
(Foto: Carnegie Institution for Science/Divulgação)
 
"Este planeta reúne as melhores condições para manter água em estado líquido e é, portanto, o melhor candidato a abrigar vida tal qual nós a conhecemos", explicou Guillem Anglada-Escudé, chefe da equipe que trabalhou na pesquisa pelo Carnegie Institution for Science, em Washington, nos Estados Unidos.

A órbita na qual está reúne as condições nas quais poderia existir água, sem necessidade de cumprir outros requisitos como acontece com alguns planetas descobertos que, por exemplo, precisariam de uma atmosfera com muitos gases estufa.

Os pesquisadores encontraram evidência de pelo menos um e possivelmente outros dois planetas orbitando a estrela GJ 667C.

O estudo indica que a estrela pertence a um sistema triplo e tem uma composição diferente do Sol, com concentração muito inferior de elementos mais pesados que o hélio como o ferro, o carbono e o silício.

Segundo os pesquisadores, isto indica que a existência de planetas habitáveis pode dar-se em uma maior variedade de ambientes do que se acreditava anteriormente.

A equipe descobriu que o sistema também poderia conter um planeta gigante de gás e outro astro maior que a Terra com um período orbital de 75 dias. No entanto, são necessárias novas observações para confirmá-lo.

Telescópio Hubble faz imagem de galáxia mais brilhante já descoberta

Da EFE -O Telescópio Espacial Hubble obteve imagens sem precedentes da galáxia mais brilhante descoberta até agora, graças a um fenômeno conhecido como lente gravitacional.

Uma lente gravitacional ocorre quando a gravidade de um objeto gigantesco, como o Sol, um buraco negro ou um conjunto de galáxias, causa uma distorção no espaço-tempo.

A luz procedente de objetos mais distantes e brilhantes se reflete e aumenta quando passa por essa região distorcida pela gravidade.

 Galáxia mais brilhante já detectada foi flagrada pelo telescópio Hubble.
(Foto: Hubble / Divulgação)
 
A Nasa (agência espacial norte-americana) informou que "esta observação proporciona uma oportunidade única para o estudo das propriedades físicas de uma galáxia que formava, de maneira vigorosa, estrelas quando o universo tinha apenas um terço de sua idade atual".

Jane Rigby e sua equipe de astrônomos no Centro Goddard de Voo Espacial da Nasa em Greenbelt, Maryland, apontaram o telescópio Hubble em direção a um dos exemplos mais notáveis de lente gravitacional, um arco de luz de quase 90 graus no conjunto galáctico RCS2 032727-132623.

A vista que o Hubble obteve da galáxia distante é muito mais detalhada que a imagem que seria obtida sem a presença da lente gravitacional. A presença deste "amplificador" mostra como as galáxias evoluíram em dez mil milhões de anos, segundo a Nasa.

Enquanto as galáxias mais próximas à Terra estão plenamente maduras e se aproximam do fim de sua história como criadouro de estrelas, as galáxias mais distantes proporcionam testemunho dos tempos de formação do universo.

Estão tão distantes que a luz daqueles eventos cósmicos só alcança a Terra agora. As galáxias mais distantes não só brilham mais tênues no espaço, como também aparecem muito menores.

Em 2006 uma equipe de astrônomos que usou o Very Large Telescope (VLT, literalmente Telescópio Muito Grande, o instrumento óptico mais avançado do mundo) no Chile, mediu a distância do arco e calculou que esta galáxia aparece três vezes mais brilhante que as outras galáxias, vistas também através de lentes, descobertas antes.

Em 2011 os astrônomos usaram o Hubble para captar imagens e analisar a galáxia com o telescópio orbital.

Como é típico nas lentes gravitacionais a imagem distorcida da galáxia se repete várias vezes no conjunto de lente que aparece à frente. A tarefa dos astrônomos é reconstruir como se veria realmente a galáxia sem o efeito de distorção.

A aguda visão do Hubble permitiu que os astrônomos eliminassem as distorções e reconstruíssem a imagem como seria vista normalmente. A reconstrução mostra as regiões brilhantes onde se formam as estrelas, muito mais iluminadas que qualquer região de estrelas jovens na Via Láctea.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Foto de berçário de estrelas revela 'rosto humano' de perfil

Do G1 em SP -Uma foto divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo Observatório Europeu do Sul (ESO) mostra uma região no espaço onde nascem estrelas que mais se parece com o rosto de uma pessoa vista de lado.
 
A curiosa imagem foi feita pelo instrumento Wide Field Imager, que está instalado em um telescópio do Observatório La Silla, no Chile. O berçário estelar fica a 7,5 mil anos-luz de distância da Terra -- 1 ano-luz equivale a cerca de 9,5 trilhões de quilômetros.

O nome técnico da nebulosa é NGC 3324, mas ela também é conhecida como Gabriela Mistral, nome da poetisa chilena escolhida como Nobel de Literatura em 1945, por conta do rosto em perfil que parece ter sido formado pelos gases e poeira no local. A "maternidade" estelar se encontra na direção da constelação da Carina, típica dos céus do hemisfério Sul, e é composta de gás e poeira.

O local brilha por conta da radiação ultravioleta que é enviada pelas estrelas jovens e quentes existentes por ali. Na mesma região, é possível observar uma das principais nebulosas conhecidas no espaço: a Nebulosa da Carina, que serve de "abrigo" para Eta Carinae, um dos objetos mais famosos no espaço e que já chegou ser uma das estruturas mais brilhantes no céu há 150 anos.


 A nebulosa NGC 3324, com uma área que mais se parece com um rosto humano visto de perfil. (Foto: ESO)

A região de Eta Carinae, em outra imagem divulgada pelo ESO. (Foto: ESO)

Nasa divulga dados inéditos sobre matéria que circunda o Sistema Solar

Do G1 em SP -A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou dados de observações inéditas de átomos que circundam o Sistema Solar. Utilizando a sonda Ibex, astrônomos puderam captar elementos químicos vindos de regiões vizinhas e medir o volume desses materiais dentro e fora da heliosfera, a "bolha" ao redor do Sol que protege a Terra e outros planetas de raios cósmicos.

Os dados foram anunciados em uma coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira (31) nas dependências da Nasa. Seis estudos sobre os resultados colhidos pela missão Ibex serão divulgados na edição de fevereiro da revista "Astrophysical Journal", uma das principais publicações científicas sobre astronomia no mundo.

O estudo mostrou a diferença nos índices de hidrogênio, oxigênio e gás neônio dentro da zona de influência do Sol e na região de nuvens de poeira cósmica que circunda o Sistema Solar. Há uma década, uma outra missão da Nasa chamada Ulysses já havia detectado átomos de Hélio vindos de fora da "bolha" solar.

 Matéria interestelar circunda a 'bolha' que envolve o Sol (meio da imagem).
(Foto: Nasa / Reprodução)

 A heliofera acontece quando os ventos solares se encontram com o ambiente espacial entre as estrelas, que pressiona de volta o material vindo do Sol. Isso forma uma bola que não permite a entrada de partículas com elétrons a mais ou a menos. Apenas as partículas neutras conseguem penetrar dentro da heliosfera e serem detectadas, por exemplo, pela sonda Ibex.

Esses átomos que entram na heliosfera chegam até os painéis da sonda Ibex a uma velocidade de 83,5 mil quilômetros por hora, uma velocidade menor (11,2 mil km/h a menos) do que os cientistas previam antes com base nos dados da sonda Ulysses.

Outra conclusão corrigida pelos novos dados da Ibex é a de que o Sol se encontra, atualmente, na borda de uma região conhecida como Nuvem Interestelar Local. Os dados coletados pela sonda Ulysses fizeram os cientistas acreditar que o Sistema Solar já estivesse deixando essa região rumo a outras partes do espaço.
O estudo divulgado nesta terça-feira dá pistas sobre como essas nuvens afetam o formato e a composição da heliosfera. Ainda nas proximidades do Sistema Solar existe outra região chamada Nuvem G.

Os pesquisadores notaram que a Nuvem Interestelar Local não chega até a região de Alpha Centauri, onde o trio de estrelas mais próximas do Sol se encontra.


A Via Láctea, galáxia onde está o Sol, localizado em um dos braços espirais. 
(Foto: Nasa / Reprodução)
 
Nos próximos anos, quando as naves Voyager chegarem até as fronteiras do Sistema Solar, o estudo mais detalhado das partículas neutras e ionizadas será possível, segundo David McComas, cientista principal do projeto Ibex.

Hipóteses
As descobertas da missão Ibex levaram a equipe a uma dúvida: seria a região do Sol tão diferente quanto aos elementos químicos que a formam na comparação com as regiões vizinhas?

O questionamento veio após as medições mostrarem que o Sistema Solar e outras partes mais distantes da Via Láctea apresentarem concentrações maiores de oxigênio e menores do gás neônio do que a área que faz divisa com a heliosfera.

Para os cientistas, isso pode indicar que o Sol foi criado em uma região com menos oxigênio do que se pensava ou talvez que o oxigênio seja mais comum de ser encontrado "preso" em materiais galácticos como grãos de poeira e blocos de gelo.

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