terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Una cascata di meteore e una cometa salutano il nuovo anno

Sirio nel cielo di gennaio (fonte: Marco Meniero, http://www.meniero.it/) 
 Sirio nel cielo di gennaio (fonte: Marco Meniero, http://www.meniero.it/)
 
Anche il cielo usa i suoi fuochi pirotecnici per salutare il nuovo anno: il mese si apre con una cascata di meteore, che culminerà il 3 gennaio, e con il passaggio di una cometa protagonista assoluta in 'prima serata', seguita dagli spettacolari show di Giove e della Luna. A fare il punto sui principali eventi celesti per gli appassionati è l'Unione astrofili italiani (Uai).

A poche ore di distanza dai festeggiamenti del Capodanno, la Terra va a 'trovare' il Sole: alle ore 4 del 2 gennaio raggiungerà infatti il perielio, cioè il punto di minima distanza dal Sole, pari a 147.000 chilometri.
Subito dopo comincerò lo spettacolo (un po' in sordina) delle prime stelle cadenti del 2013, le Quadrantidi, figlie dell'asteroide 2003 EH1, nato a sua volta da una cometa che si è sbriciolata secoli fa. ''Quest'anno il maggior numero di Quadrantidi e' atteso per il 3 gennaio, quando purtroppo da noi sara' giorno'', spiegano gli astrofili della Uai. ''Se consideriamo che in genere la frequenza oraria degli eventi si mantiene sopra le 100 meteore per almeno una decina di ore - aggiungono - si vede che sfortunatamente quest'anno non avremo neppure l'occasione di osservare ne' la fase ascendente ne' quella discendente della curva di attività, ma solamente le zone meno dense della corrente meteorica, per giunta con meteore poco luminose''.

Sempre nei primi giorni di gennaio il cielo offre agli occhi dei curiosi la cometa C/2012 K5 Linear, che ''in dicembre ha fatto il salto di qualità tanto auspicato, mostrandosi relativamente luminosa e ben condensata, tanto da poter essere avvistata anche con piccoli binocoli'', prosegue la Uai. ''Ha soprattutto sfoggiato una bella ed evidente codina'', dando così soddisfazione ''anche ai palati piu' fini''. Nei prossimi giorni ''percorrera' ben 60 gradi di cielo, una gran picchiata da Nord verso Sud che la porterà ad attraversare l'Auriga, il Toro (con un breve sconfinamento in Orione) per terminare il mese nell'Eridano''. Nei primi giorni del mese, grazie alla vicinanza alla Terra, ''dovrebbe brillare di una non trascurabile ottava magnitudine, luminosità che scenderà man mano con il suo allontanamento''. Il 3 gennaio la cometa sfiorerà l'ammasso aperto M36, uno dei luminosi ammassi di stelle dell'Auriga: un'occasione da non perdere per appassionati del cielo e astrofotografi in cerca di uno scatto suggestivo. Il 5 gennaio la cometa passera' a circa due gradi e mezzo dal pianeta nano Cerere.

Tra i pianeti del cielo di gennaio, Giove è il piu' generoso. Dopo l'opposizione del mese scorso, continua ad essere ben visibile per gran parte della notte lo si potrà osservare nella costellazione del Toro. Al calare dell'oscurità Giove sarà alto in cielo a Sud-Est e nel corso della prima parte della notte culminerà a Sud.

La Luna avrà invece un mese ricco di appuntamenti: prima dell'alba del 7 gennaio incontrerà Saturno nella costellazione della Bilancia, il giorno 10 al suo sorgere sarà invece seguita da Venere nella costellazione del Sagittario, mentre il 20 gennaio sarà in congiunzione con Giove, al centro di un campo stellare ricco degli astri luminosi e ben noti della costellazione del Toro: la rossa Aldebaran, le Iadi e le Pleiadi.

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Pesquisa revela planetas estranhos além do Sistema Solar da Terra

Busca encontrou planetas de diamante ou iluminados por quatro estrelas.

Da BBC

Nos últimos 20 anos, astrônomos de todo mundo catalogaram cerca de 850 planetas fora do nosso Sistema Solar.

A busca por mundos que orbitem outras estrelas tem levado à descoberta de alguns planetas estranhos, desde um gigante de gás quente, mais escuro que carvão, até um planeta com quatro sóis.

Abaixo, alguns dos exemplos mais estranhos.

Quatro sóis
Em uma cena do filme da saga Star Wars, quando o personagem Luke Skywalker olha para o horizonte, vê dois sóis se pondo no planeta Tatooine.

Planeta PH1 (Foto: Haven Giguere/Yale) 
Planeta PH1 (Foto: Haven Giguere/Yale)
 
Os astrônomos já descobriram vários sistemas parecidos com o da ficção, nos quais os planetas orbitam estrelas duplas. Mas, em 2012, uma equipe de voluntários e astrônomos profissionais encontrou um planeta iluminado por quatro astros, o primeiro desse tipo.

O mundo distante fica na constelação de Cygnus, orbita um par de astros e um segundo par gira em volta deles. Ele fica a 5 mil anos-luz da Terra e seu raio é do tamanho de Netuno -- seis vezes maior do que o do nosso planeta.

E, apesar de ser puxado por quatro forças gravitacionais diferentes, o planeta PH1 consegue manter uma órbita estável.

A descoberta foi feita por voluntários que usavam o site Planet Hunters, junto com uma equipe de institutos científicos da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos. O nome PH1 veio do site.

Na época da descoberta, Chris Lintott, da Universidade de Oxford, disse à BBC que a descoberta "não era, em absoluto, algo que estávamos esperando".

Escuridão
Em 2011, um grupo de astrônomos americanos anunciou que um exoplaneta -- mundo localizado fora do nosso Sistema Solar -- do tamanho de Júpiter e conhecido como TrES-2b era o mais escuro já descoberto, refletindo apenas 1% da luz que o atingia.

O planeta TrEs-2b (Foto: David Aguilar/Harvard-Smithsonian CfA) 
O planeta TrEs-2b (Foto: David Aguilar/Harvard-Smithsonian CfA)
 
O TrES-2b é ainda mais escuro do que tinta acrílica preta e mais preto do que qualquer planeta ou lua do nosso Sistema Solar. Ele fica a 718 anos-luz da Terra e sua massa e raio são quase os mesmos que os do planeta Júpiter.

A distância entre o TrES-2b e sua estrela pode ser um dos fatores responsáveis por essa escuridão.

Em nosso Sistema Solar, Júpiter é coberto por nuvens brilhantes de amônia que refletem mais de um terço da luz do Sol que o alcança.

Mas o TrES-2b orbita a uma distância de apenas 4,83 milhões de quilômetros de seu astro. A energia intensa do Sol esquenta o planeta a mais de 1.000º C, o que o torna muito quente para a formação de nuvens de amônia. A atmosfera do TrES-2b também tem elementos químicos que absorvem ao invés de refletir a luz.

Mas esses fatores não conseguem explicar totalmente a extrema falta de luz no planeta.

Um dos autores do estudo sobre o TrES-2b, David Spiegel, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, afirma que o planeta é tão quente que "emite um brilho vermelho fraco, muito parecido a uma brasa ou à espiral de um forno elétrico".

Diamante
Um planeta próximo na constelação de Câncer pode ter uma composição peculiar. O corpo celeste, conhecido como 55 Cancri E, "provavelmente é coberto de grafite e diamante em vez de água e granito", segundo o astrônomo Nikky Madhusudhan, da Universidade de Yale.

O planeta 55 Cancri e (Foto: Haven Giguere/Yale) 
O planeta 55 Cancri e (Foto: Haven Giguere/Yale)
 
O 55 Cancri e pertence à classe de mundos conhecida como planetas-diamante e acredita-se que seja rico no elemento carbono, que pode existir em várias formas estruturais, como grafite ou o diamante. Planetas ricos em carbono contrastam muito com a Terra, cujo interior tem, relativamente, pouco deste elemento, mas é rico em oxigênio.

Ele fica a 40 anos-luz da Terra e o raio do planeta é duas vezes o tamanho do raio da Terra.

Em 2012, Madhusudhan e seus colegas publicaram as primeiras medidas do raio do exoplaneta. Estes novos dados, combinados com as estimativas mais recentes da massa 55 Cancri E, permitiram que os cientistas deduzissem a composição química.

Para fazer isto, eles usaram modelos em computadores do interior do planeta e calcularam as possíveis combinações de elementos e compostos que poderiam ter as características observadas.

Os resultados sugerem que o 55 Cancri E é, em sua maior parte, composto de carbono (na forma de grafite e diamante), ferro, carboneto de silício e, potencialmente, silicato.

Os cientistas estimam que pelo menos um terço da massa do planeta seja de diamante, o equivalente a três vezes a massa da Terra.

Engolido
Localizado na constelação de Auriga (também conhecida como Cocheiro), a 600 anos-luz da Terra, o planeta Wasp-12b está sendo devorado lentamente pela sua estrela, a Wasp-12.

O planeta Wasp-12b (Foto: Greg Bacon/STScl) 
O planeta Wasp-12b (Foto: Greg Bacon/STScl)
 
O planeta gigante orbita tão próximo à estrela semelhante ao Sol que sua temperatura chega a 1.500º C. Ele está sendo distorcido, chegando à forma de uma bola de rúgbi, devido à gravidade da estrela.

A grande proximidade entre o Wasp-12b e a estrela levou a atmosfera do planeta a se expandir a um raio três vezes maior que a de Júpiter. Material proveniente dela está 'vazando' para a estrela.

"Vemos uma grande nuvem de materiais em volta do planeta, que está escapando e será capturado pela estrela", disse a astrônoma Carole Haswell, da Open University britânica.

Haswell e sua equipe usaram o telescópio Hubble para confirmar estimativas anteriores a respeito do planeta e divulgaram a descoberta na publicação científica "The Astrophysical Journal Letters".

Os pesquisadores dizem que o planeta pode ainda existir por mais 10 milhões de anos antes de se apagar.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Um presente de Natal!

No dia 28 de novembro, tivemos uma ocultação de Júpiter pela Lua, logo no começo da noite. Esse fenômeno foi visível em parte do Brasil, mas muita gente ficou sem acompanhar o espetáculo. Desta vez, vai ser diferente: o “show” deve ser visto no país inteiro e em boa parte da América do Sul.

Começando por volta das 20h30 (horário de Brasília) desta terça-feira (25) de Natal, a Lua mais uma vez deve encobrir Júpiter, tal qual em novembro. Como o horário é aproximado, convém começar a observar um pouco antes, tipo uns 10-15 minutos, para não perder o evento. Não vai ser difícil achar esse par no céu.
Rafael Defavari e Júlio Lobo/Observatório Municipal Jean Nicolini

O espetáculo deve durar por volta de 1h30, então por volta das 22h vai ser possível ver Júpiter saindo de trás da Lua. Não é preciso nenhum tipo de equipamento, mas uma pequena luneta ou um binóculo pode revelar os satélites galileanos de Júpiter, dando um toque a mais.

Então está marcado: na noite de Natal, um belo presente dos céus!

http://g1.globo.com/platb/observatoriog1/2012/12/24/um-presente-de-natal/

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Galáxia superfina e plana é registrada pelo telescópio Hubble da Nasa

C 2233 fica na constelação do Lince, a 40 milhões de anos-luz da Terra.
Sistema de estrelas tem perfil diferente das galáxias espirais normais.

Do G1, em São Paulo

O telescópio Hubble, da Nasa, encontrou uma espécie de "agulha no palheiro" do espaço: a galáxia espiral IC 2233, uma das mais planas já conhecidas pelos astrônomos.

Esse sistema de estrelas, localizado na constelação do Lince, a 40 milhões de anos-luz da Terra, está longe de ser normal. Isso porque ele é superfino, com um diâmetro pelo menos dez vezes maior que sua espessura.

Além disso, a IC 2233 – descoberta em 1894 pelo astrônomo inglês Isaac Roberts – tem um brilho fraco e quase não apresenta nenhuma saliência.

Hubble galáxia (Foto: ESA/Hubble & NASA) 
Galáxia espiral IC 2233 é uma das mais finas e planas que a astronomia conhece
 (Foto: ESA/Hubble/Nasa)
 
A cor azulada dela evidencia a presença de astros jovens, quentes e luminosos, nascidos de nuvens de gás interestelar. E, ao contrário das galáxias espirais típicas, essa não traz nenhum rastro bem definido de poeira, apenas regiões irregulares.

A imagem acima foi feita com a combinação de exposições em luz visível e infravermelha do Hubble.

Em geral, as galáxias espirais, como a nossa Via Láctea, são formadas por três principais estruturas: um disco onde se concentram os braços e a maior parte de gás e poeira, um halo – esfera áspera e dispersa em volta do disco, onde há pouco gás, poeira ou formação estelar – e uma protuberância no centro do disco, composta por estrelas antigas.

Teorias astronômicas tentam explicar estrela de Belém


Da BBC
Pode parecer blasfemo questionar uma imagem tão forte do Natal como a estrela de Belém, mas sua possível existência vem sendo objeto de um acalorado debate astronômico por décadas.

Seria possível que algum evento cósmico real pudesse ter direcionado os três reis magos, como relata a tradição cristã, ao local onde Jesus nasceu?

Esse debate requer uma grande premissa – de que a história da estrela e da viagem seja verdadeira.

Estrela de Belém (Foto: BBC) 
Astrônomos vêm discutindo há décadas uma explicação para a estrela de Belém (Foto: BBC)
 
O astrônomo David Hughes, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, publicou nos anos 1970 seu primeiro trabalho com a revisão de teorias sobre a famosa estrela.

Após passar muitos anos estudando as explicações astronômicas e revisando histórias bíblicas associadas, Hughes é hoje um especialista no assunto.

Os três reis seriam sábios religiosos de um grupo de astrônomos e astrólogos reverenciado na Babilônia antiga. Eles estudavam as estrelas e os planetas e interpretavam o significado por trás de eventos cósmicos.
Qualquer coisa muito rara era considerada um presságio, então a estrela deveria ter sido rara e visualmente espetacular. Além disso, diz Hughes, ela teria uma mensagem muito clara para os magos.

Isso leva o astrônomo a concluir que a estrela de Belém provavelmente não era um astro, e que o fenômeno estaria relacionado a mais do que um único evento.

Representações mais comuns dos três reis magos mostram estrela de Belém como cometa (Foto: BBC) 
Representações mais comuns dos três reis magos
mostram estrela de Belém como cometa (Foto: BBC)
 
Conjunção tripla
"Se você ler a Bíblia com cuidado", diz Hughes, "os magos viram algo quando estavam em seu próprio país – provavelmente a Babilônia –, então viajaram até Jerusalém e foram falar com o rei Herodes".

Segundo a história, os magos contaram a Herodes sobre o sinal que tinham visto e, segundo Hughes, "quando saíram de Jerusalém para Belém, eles viram algo de novo".

A melhor explicação de Hughes para essa série de eventos é algo conhecido como conjunção tripla entre Júpiter e Saturno – com os dois planetas aparecendo próximos no céu por três vezes em um curto período.
"Isso acontece quando você tem um alinhamento entre o Sol, a Terra, Júpiter e Saturno", explica.

Tim O'Brien, diretor-associado do Observatório Jodrell Bank, em Cheshire, sugere que isso teria parecido fora do comum. "É incrível o quanto nossa atenção é atraída quando vemos dois objetos muito brilhantes se juntando no céu", diz.

E, uma vez que os planetas se alinhem em suas órbitas, a Terra "ultrapassa" os outros, o que significa que Júpiter e Saturno pareceriam então mudar de direção no céu da noite.

"Naquela época, as pessoas se guiavam muito pelos movimentos dos planetas", afirma O'Brien.

O que é ainda mais significativo é que o evento teria ocorrido na constelação de Peixes, que representa um dos signos do zodíaco.

"Você somente teria uma conjunção tripla como essa a cada 900 anos", diz ele. Então, para os astrônomos da Babilônia há 2.000 anos, isso teria sido o sinal de algo muito significativo.

Posição do cometa pode fazer com que ele 'aponte' para a Terra como uma seta (Foto: Nasa) 
Posição do cometa pode fazer com
que ele 'aponte' para a Terra como
se fosse uma seta (Foto: Nasa)
 
Seta sobre a Terra
A segunda explicação mais comum para a estrela de Belém é a de um cometa muito brilhante.

Apesar de serem certamente espetaculares e etéreos em suas aparições, eles são essencialmente "grandes e sujas bolas de neve" viajando pelo espaço.

"Quando chega próximo ao Sol, o gelo deles derrete e os ventos solares sopram esse material para o espaço, então você tem a cauda de matéria saindo do cometa", explica O'Brien.

Essa cauda, que aponta para o lado oposto do Sol, é uma das coisas que tornaram a ideia de um cometa como a estrela de Belém popular, destaca Hughes.

"Muitas pessoas já disseram que os cometas parecem observar a Terra de cima, porque parecem às vezes como uma seta", diz o astrônomo.

O registro mais antigo de uma aparição foi a de um cometa brilhante que surgiu na constelação de Capricórnio no ano 5 a.C., registrado por astrônomos na China.

Outro candidato menos provável, mas mais famoso, é o cometa Halley, que esteve visível por volta do ano 12 a.C.

Aqueles que apostam nessa teoria argumentam que o cometa de 5 a.C estaria no Hemisfério Sul do céu visto de Jerusalém, com a cabeça do cometa próximo ao horizonte e a cauda apontando verticalmente para cima.

"Muitas pessoas gostaram da ideia do cometa, então ele aparece bastante nos cartões de Natal", observa Hughes.

"O problema é que eles não são tão raros. Eles também eram algo comumente associado a eventos como morte, doenças e desastres", sugere. "Então, se contivessem uma mensagem, seria um mau presságio."

Estrela nova aparecida em 4 a.C. estaria posicionada diretamente sobre Jerusalém (Foto: Nasa) 
Estrela nova que apareceu em 4 a.C. estaria
diretamente sobre Jerusalém (Foto: Nasa)
 
'Boa candidata'
Outra teoria é de que a estrela de Belém era a luz do nascimento de um astro, chamado nova. Há registros – novamente de astrônomos do Extremo Oriente – de uma estrela nova na pequena constelação de Áquila em 4 a.C.

"As pessoas que gostam dessa teoria dizem que a nova estrela estaria posicionada diretamente sobre Jerusalém", diz Hughes.

Robert Cockcroft, gerente do planetário McCallion, da Universidade McMaster, em Ontário, no Canadá, afirma que uma estrela nova é "uma boa candidata" para a estrela de Belém.

"Ela pode 'aparecer' como uma nova estrela em uma constelação e se apagar novamente nos meses seguintes", ressalta.
"Ela também não é muito brilhante, explicando por que não temos nenhum registro dela no Ocidente", diz.
Cockcroft sugere que isso também teria dado aos três reis magos algo para seguir.
Enquanto outros "presságios" poderiam ser necessários para levar os Magos a viajar na direção oeste a Jerusalém, ele diz, eles levariam meses para chegar lá, 'quando Áquila e a nova estrela teriam subido no céu para aparecer ao sul'.
"Belém fica ao sul de Jerusalém, então os magos poderiam ter 'seguido' a estrela até lá", afirma.
Teorias improváveis
Outras teorias mais improváveis, mas divertidas, também foram propostas ao longo dos anos, comenta Hughes.
Uma que ele descreve como particularmente pouco provável foi sugerida em 1979 em um trabalho acadêmico do astrônomo grego George Banos. Ele propôs que a estrela de Belém era na verdade o planeta Urano.
Banos disse que os magos teriam descoberto o planeta quase 1.800 anos antes de o astrônomo William Hersche ter registrado formalmente o achado, em 1781.
"Sua ideia era de que os magos descobriram Urano, que o planeta era a estrela de Belém e que eles então tentaram acobertar isso", explica Hughes.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Poeira diminui brilho de estrela que fica a 370 anos-luz da Terra

Estrela Zeta Ophiuchi supera o Sol em muitos aspectos.
Imagem infravermelha foi feita pelo telescópio Spitzer.

Do G1, em São Paulo

Imagem infravermelha feita pelo telescópio Spitzer, da Agência espacial americana, a Nasa, mostra a estrela gigante Zeta Ophiuchi envolta de poeira, dando um efeito impressionante de ondulações.

O corpo celeste é uma estrela jovem e quente, localizada a 370 anos-luz de distância da Terra. Segundo a Nasa, ela supera o Sol em muitos aspectos: é seis vezes mais quente, oito vezes maior, tem 20 vezes mais massa e brilha 80 mil vezes mais.

Ainda de acordo com a agência, mesmo existindo a uma longa distância, a estrela seria uma das mais brilhantes do céu se não fosse uma camada de poeira que “escurece” seu brilho.

Imagem infravermelha feita pelo telescópio Spitzer, da Nasa, mostra estrela Zeta Ophiuchi envolta de poeira (Foto: NASA/JPL-Caltech) 
Imagem infravermelha feita pelo telescópio Spitzer, da Nasa, mostra estrela Zeta Ophiuchi envolta de poeira (Foto: NASA/JPL-Caltech)

le stelle Un lifting cosmico ringiovanisce le stelle

Scoperto il 'trucco' che fa apparire più giovani alcuni astri


Ammassi globulari che hanno la stessa età, ma una diversa forma fisica. Dall`alto al basso e da sinistra a destra, gli aggregati stellari sono ordinati dal più giovanile, a quello con peggiore 'forma fisica (fonte: Francesco Ferraro, università di Bologna 
 Ammassi globulari che hanno la stessa età, ma una diversa forma fisica. Dall`alto al basso e da sinistra a destra, gli aggregati stellari sono ordinati dal più giovanile, a quello con peggiore 'forma fisica (fonte: Francesco Ferraro, università di Bologna
 
Anche le vere stelle, non solo quelle del cinema, nascondono le rughe: è stato identificato da italiani l'orologio 'biologico' degli ammassi stellari che appaiono più giovani. La scoperta del 'trattamento' cosmico anti-età è stata realizzata da un gruppo di ricercatori europeo coordinato dall'università di Bologna e pubblicata sulla rivista Nature.

"Abbiamo identificato l'analogo della lancetta di un orologio biologico", ha spiegato Francesco Ferraro, dell'Università di Bologna e coordinatore del progetto Cosmic Lab finanziato dal Consiglio Europeo delle Ricerche (Erc). Allo stesso modo di tutti gli esseri viventi, anche gli ammassi stellari, gruppi molto antichi e numerosi di stelle, invecchiano nel tempo. Tuttavia alcuni ammassi possono farlo 'meglio' di altri.

"Nell'uomo - ha spiegato Ferraro - possiamo valutare l'età biologica da come si 'portano' gli anni, dalle rughe al colore dei capelli; siamo riusciti a fare lo stesso con gli ammassi stellari, ossia sappiamo ora misurare il cambiamento che hanno subito nel tempo".

La struttura degli ammassi stellari, che si sono formati circa 13 miliardi di anni fa, evolve nel tempo: invecchiando modificano il loro aspetto.

Osservando le immagini di decine di ammassi i ricercatori hanno notato che, nonostante abbiano tutti all'incirca la stessa età anagrafica, alcuni appaiono meno vecchi quindi più 'in forma' di altri. I capelli bianchi, ossia gli indicatori di 'forma', degli ammassi sono stati individuati nelle cosiddette vagabonde blu, un tipo di stelle particolarmente pesanti. "Come delle biglie in un vaso di miele - ha proseguito il responsabile dello studio - le stelle più pesanti tendono a raccogliersi al centro dell'ammasso: quanto più la biglia è pesante e il miele poco denso, tanto più velocemente la biglia raggiungerà il fondo. Allo stesso modo, il tempo necessario ad una stella per scivolare al centro dipende dal suo peso e dalle caratteristiche dell'ambiente in cui si muove".

Sfruttando questo ragionamento, i ricercatori hanno verificato in un gran numero di ammassi lo spostamento delle vagabonde blu verso il centro ed hanno riconosciuto in esse un vero e proprio indicatore dell'età biologica dell'ammasso. "Come la forma fisica di una persona - ha concluso Ferraro - è impressa nel suo corpo, allo stesso modo gli effetti dell'invecchiamento dinamico sono impressi nella distribuzione, dal centro, delle vagabonde blu"

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Sonda da Nasa faz imagem da sombra de Saturno

Luz do Sol destaca principalmente os anéis do planeta.
Duas luas de Saturno também aparecem na foto.

Do G1, em São Paulo

Planeta Saturno foi fotografado de sua sombra (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute) 
Planeta Saturno foi fotografado de sua sombra 
(Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)
A Nasa divulgou na noite desta terça-feira (18) uma nova imagem de Saturno feita pela sonda Cassini. Desta vez, a nave está na sombra do planeta – do ponto de vista de onde a foto foi tirada, o Sol está atrás de Saturno.

Na imagem, ficam bem destacados os anéis de Saturno nos trechos em que são iluminados pela luz do Sol. Também são visíveis as luas Tétis e Encélado, que aparecem como dois pontos claros na parte esquerda da foto, abaixo dos anéis.

A foto foi tirada em 17 de outubro pela sonda Cassini, mas a Nasa só conseguiu publicá-la dois meses depois. A última vez em que a nave tinha feito uma imagem da sombra de Saturno havia sido em setembro de 2006.

Estrela vista a olho nu tem em órbita planeta potencialmente habitável

Tau Ceti se parece com o Sol e reúne 5 planetas na constelação da Baleia.
Corpos celestes do sistema têm massa entre duas e seis vezes a da Terra.

Da AFP

Astrônomos e notívagos acreditavam há muito tempo que a estrela Tau Ceti, visível a olho nu a partir da Terra, brilhasse solitária na noite, mas cientistas acabam de descobrir cinco planetas em sua órbita, um deles situado na chamada zona habitável, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (19) na revista "Astronomy & Astrophysics".

Tau Ceti faz parte da constelação da Baleia e não fica apenas próxima do Sol, a 12 anos-luz, mas também é muito semelhante a ele, em massa e irradiação. No passado, muitos olhares se voltaram para essa estrela em busca de vida extraterrestre – em vão.

Estrela Tau Ceti (Foto: Universidade de  Hertfordshire/Divulgação) 
Estrela Tau Ceti é o corpo mais brilhante da imagem, à direita, e o planeta localizado na chamada zona habitável do sistema aparece em azul, no canto esquerdo (Foto: Universidade de Hertfordshire/Divulgação)
 
Nenhum planeta foi detectado no entorno de Tau Ceti até que uma equipe internacional teve a ideia de testar uma nova técnica de coleta de dados astronômicos, capaz de detectar sinais duas vezes mais potentes.

"Escolhemos Tau Ceti porque achamos que ela não comportaria nenhum sinal. E é tão brilhante e similar ao nosso Sol que constitui uma cobaia ideal para testar nosso método de detecção de planetas de pequena proporção", explicou em comunicado Hugh Jones, da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, responsável pelo estudo.

Os cinco planetas descobertos têm massa entre duas e seis vezes a da Terra. O que está na zona habitável fica em uma região nem muito quente, nem muito fria, o que permite a existência de uma atmosfera, de água em estado líquido na superfície, e portanto, talvez uma forma de vida.

"Tau Ceti é uma de nossas vizinhas cósmicas mais próximas, tão brilhante que poderíamos chegar a estudar as atmosferas de seus planetas em um futuro não muito distante", afirmou James Jenkins, da Universidade do Chile, que participou da pesquisa.

A descoberta confirma a nova ideia de "que quase todas as estrelas têm planetas e que a galáxia deve, portanto, conter um grande número de planetas potencialmente habitáveis de tamanho próximo ao nosso", acrescentou Steve Vogt, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, nos EUA.
O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) estimou recentemente que bilhões de planetas como esse existiriam na Via Láctea, dos quais uma centena está na vizinhança do nosso Sol.

Una cartolina di Natale da Saturno

La spettacolare immagine ripresa dalla zona in ombra di Saturno, inviata dalla sonda Cassini (fonte: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)  
La spettacolare immagine ripresa dalla zona in ombra di Saturno, inviata dalla sonda Cassini 
(fonte: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)
 
Una cartolina di Natale da Saturno: è la rara immagine ripresa dalla sonda Cassini mentre questa si trovava nell’ombra del pianeta degli anelli. Le fotocamere a bordo della sonda sono state puntate in direzione di Saturno, che ha il Sole dietro di sè e che di conseguenza è retroilluminato. L’immagine spettacolare non è fine a se stessa perché permette ai ricercatori di osservare con un dettaglio maggiore le caratteristiche degli anelli ed i fenomeni atmosferici del pianeta.

Nata dalla collaborazione fra la Nasa, l’Agenzia Spaziale Europea (Esa) e l’Agenzia Spaziale Italiana (Asi), la sonda Cassini è stata lanciata nel 1997 ed è entrata nell’orbita di Saturno nel 2004. Da allora ha inviato a Terra immagini dalla zona in ombra del pianeta soltanto nel settembre 2006 e sono state le immagini più celebri mai catturate dalla sonda. Allora era visibile anche la Terra, all’ombra del pianeta degli anelli. Questa volta, invece, la Terra è nascosta da Saturno, ma lo spettacolo è ugualmente singolare perché le immagini sono state riprese più da vicino e sono molto più dettagliate rispetto a quelle del 2006. In lontananza si notano anche due delle numerose lune di Saturno: Encelado e Teti.

‘’Di tutte le splendide immagini che finora abbiamo ricevuto da Saturno, nessuna è più singolare di quelle riprese dalla zona in ombra del pianeta’’, ha osservato la responsabile dell'elaborazione delle immagini della missione Cassini, Carolyn Porco, dello Space Science Institute di Boulder.


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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Nasa divulga foto 'festiva' de nebulosa

Segundo agência espacial, formação lembra 'ornamento soprado em vidro'.
Filtros do telescópio Hubble realçam nuvens de gás.

Do G1, em São Paulo
Nebulosa NGC 5189 (Foto: Nasa) 
Nebulosa NGC 5189 (Foto: Nasa)
 
A Nasa divulgou nesta terça-feira (18) uma foto de uma nebulosa planetária que, segundo a agência espacial americana, tem aparência “festiva”. “Lembra um ornamento de festas soprado em vidro, decorado com uma faixa brilhante", afirma a instituição em nota.

As nebulosas planetárias, como esta, são o estágio final da vida de um astro de tamanho médio, como é o nosso Sol. Enquanto consome o que resta de combustível em seu núcleo, essa estrela expele material de sua camada externa. Esse material é aquecido por radiação, produzindo nuvens de gás com estruturas complexas.

A imagem foi feita com uma câmera do telescópio Hubble no dia 8 de outubro, com filtros específicos para reforçar cores fluorescentes de átomos de enxofre, oxigênio e hidrogênio.

L'atmosfera di Titano 'pulsa' con le stagioni

Le masse di gas più calde nel polo Sud di Titano (fonte: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute) 
 Le masse di gas più calde nel polo Sud di Titano 
(fonte: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)
 
La densa atmosfera della più grande luna di Saturno, Titano, si rivela molto dinamica: le sue dimensioni variano infatti con il cambio di stagioni. Lo ha scoperto il gruppo di ricerca internazionale coordinato dall'Università britannica di Bristol, il cui lavoro è stato pubblicato sulla rivista Nature.

Grazie ai dati inviati a Terra della missione Cassini, nata dalla collaborazione fra nasa, Agenzia Spaziale Europea (Esa) e Agenzia Spaziale Italiana (Asi), i ricercatori hanno osservato le 'pulsazioni' della luna di Saturno.

L'atmosfera di Titano è molto più spessa e dinamica di quanto ritenuto finora: è ciò che emerge dalle nuove informazioni raccolte dalla sonda Cassini tra il 2009 e il 2011. Nell'agosto del 2009 la luna di Saturno è 'entrata' in una nuova stagione (il periodo di rotazione di Saturno attorno al Sole dura circa 30 anni) e ha fatto registrare un vasto movimento dell'atmosfera nelle regioni del polo Sud, dov'era iniziata l'estate.

In quest'arco di tempo è stato possibile così comprendere una parte delle complesse dinamiche che governano i vari strati di atmosfera di Titano. Secondo lo studio, il motore dei grandi volumi di gas sarebbe generato dal calore solare durante il periodo estivo e questo riscaldamento verrebbe controbilanciato con il raffreddamento degli strati più alti dell'atmosfera dell'emisfero che si trova in inverno.

Le differenze di calore producono così un ampio movimento dell'atmosfera che tende a 'gonfiarsi' e spostarsi verso la parte più fredda rimescolando cosi' le molecole complesse che si trovano negli strati più alti. I dati hanno inoltre permesso di misurare l'altezza dello strato piu' denso di atmosfera che arriva nel periodo estivo fino a 600 chilometri, circa 100 in piu' rispetto a quanto ritenuto finora.

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